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Posted: 19 Jun 2012 04:31 PM PDT
CARTA DO RIO DE JANEIRO
Desenvolvimento Sustentável e Erradicação da Miséria pela ótica do Movimento Negro
Reunidos no seminário “Desenvolvimento Sustentável e Erradicação da Pobreza pela ótica do Movimento Negro”, preparatório para a Conferência Rio + 20, realizado nos dias 28 e 29 de abril no Rio de Janeiro, nós do Movimento Negro brasileiro declaramos que envidaremos todos os esforços necessários em defesa do povo negro, dos povos indígenas e dos povos vítimas do racismo, discriminação racial, xenofobia e diversas formas de opressão e intolerâncias.
Uma síntese dos indicadores sociais produzidos por diversas agências de pesquisas como a Fundação Instituto Brasileiras de Geografia Estatística (IBGE), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Organização das Nações Unidas (ONU) dentre outras, nos permite afirmar que nos últimos 10 anos, quase 22 milhões de pessoas saíram da situação de pobreza extrema, graças aos programas sociais do governo. Hoje, no Brasil, 20% das famílias vivem de programas de transferência de renda através dos recursos públicos como aposentadorias, “bolsa família” e assistência social.
No entanto, cabe considerar que a população brasileira extremamente pobre, ou seja, aquela que sobrevive com menos de um dólar por dia, é estimada em 16 milhões de habitantes, dos quais 9,6 milhões ou 59% estão concentrados no Nordeste. Do total de brasileiros residentes no campo, um em cada quatro se encontra em extrema pobreza (4,1 milhões de pessoas ou 25,5%). 51% têm até 19 anos de idade. 53% dos domicílios não estão ligados a rede geral de esgoto pluvial ou fossa séptica. 48% dos domicílios rurais em extrema pobreza não estão ligados a rede geral de distribuição de água e não tem poço ou nascente na propriedade. 71% são negros (pretos e pardos). 26% dos que tem 15 anos ou mais, ou seja, 4 milhões são analfabetos.
A realidade vivida pelas comunidades quilombolas no Brasil e pelas comunidades religiosas de matriz africanas e pela maioria negra, não parece ser muito diferente da época do Brasil escravocrata. É diante desse quadro, que o Movimento Negro brasileiro realizou o Seminário “Desenvolvimento Sustentável e Erradicação da Pobreza”, nos dias 28 e 29 de abril, com o objetivo de preparar a militância negra para participar da Cúpula dos Povos, na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio + 20, que será realizada em junho de 2012, na cidade do Rio de Janeiro.
Entendemos que o agravamento das questões ambientais tem atingido significativamente as comunidades negras, submetendo-as a um quadro de injustiça ambiental alarmante.
Em quase todos os indicadores econômicos e sociais, observamos a ampliação do abismo social entre negros e brancos com relação a emprego, renda, escolaridade, acesso à justiça, poder. O drama social acomete com maior gravidade a população negra, que habita as favelas e periferias desestruturadas, torna-se presa fácil da criminalidade, assiste seus jovens serem mortos pela violência urbana e nega oportunidades de mobilidade social.
Cerca de 50 mil brasileiros são assassinados por ano. Contudo, essa violência se distribuiu de forma desigual: as vítimas são, sobretudo, jovens negros do sexo masculino, entre 15 e 24 anos. O Índice de Homicídio na Adolescência (IHA) evidencia que a probabilidade de ser vítima de homicídio é mais do dobro para os negros em comparação com os brancos.
Temos assistido um silencioso massacre dos quilombolas pelas empresas construtoras de hidrelétricas, grandes proprietários de terras, latifundiários que roubaram as terras dos povos indígenas e dos quilombolas e mineradoras que cada dia mais avança suas minas sobre os territórios quilombolas e envenenam as terras com pilhas de rejeitos e resíduos tóxicos. O terror do racismo no espaço rural se agrava ainda mais com quilombolas sendo ameaçados de morte, comunidades sendo manipuladas para assinarem documentação de venda ou cessão de terras com o beneplácito das polícias estaduais.
O capitalismo é o grande responsável pelas crises econômica, alimentar e ambiental. O modelo de produção e consumo capitalista é incompatível com a preservação ambiental, como o uso coletivo das riquezas naturais e com a justiça social.
Os verdadeiros responsáveis pela devastação das florestas, pela poluição dos rios, mares, pela degradação dos biomas e insustentabilidade urbana em todo planeta são os países imperialistas e colonialistas, por isso afirmamos que os nossos povos não são responsáveis por tamanha espoliação dos seres humanos e da natureza. Não apoiamos o principio da responsabilidade comum, pois cabe aos países ricos o principal ônus da preservação. São nos países pobres e em desenvolvimento que encontramos a maioria dos povos vítimas da degradação ambiental, vítimas do racismo ambiental.
O Movimento Negro brasileiro compreende os quilombos como verdadeiros territórios de resguardo da biodiversidade, como verdadeiras escolas de diversidade cultural. No diálogo do Movimento Negro com povos e comunidades tradicionais de matriz africana, fica cada vez mais fortalecida de a idéia de que nós não somos responsáveis pela crise ecológica, pela pré-agonia dos nossos ecossistemas como a Amazônia e o Cerrado ou que restou da nossa Mata Atlântica.
Muito pelo contrário, o nosso ponto de partida é a cosmovisão de mundo negro-africana que tanto para as comunidades quilombolas quanto para os povos e comunidades tradicionais de matriz africana, a terra é concebida como território de reprodução cultural vivo, e portanto sagrado, ao contrario da lógica dos tecnocratas eurocêntricos , que vê a natureza apenas como fator de produção e lucro, matéria prima morta e os seres humanos como mercadoria e objetos de descarte.
É com a perspectiva de perceber a biodiversidade como um direito é que o Movimento o Negro buscará ampliar o debate no campo da ecologia política e dos direitos étnico raciais, onde diversas temáticas como o desenvolvimento sustentável, racismo ambiental, justiça e ética ambiental se interpenetram.
No centro das nossas reflexões impõe-se a critica a denominada “economia verde”, cujo eixo principal tem sido a mercantilização da natureza por parte do Capital. A adoção de políticas como: sequestro de carbono, privatizações das águas, do subsolo, fazem parte das estratégias de venda de bem público, que são os elementos da natureza, como “serviços” que são passíveis de privatização.
Consideramos que a “economia verde” é uma falsa saída para a crise ambiental e ecológica, porque os países ricos para não abrirem mão de sua qualidade de vida e consumo propõe implicitamente um desenvolvimento sustentável aos pobres, que na prática transforma o principio ecológico da sustentabilidade em merchandising, e transforma os recursos da natureza e os direitos dos povos em mercadorias, e assim mantém a desigualdade na posse e uso das riquezas naturais.
O Movimento Negro não concorda com isso. Lembremo-nos da África do Sul nos tempos do Apartheid onde a água era dos brancos e não um bem público. Portanto, vamos intensificar o diálogo com a nossa população para a importância da Cúpula dos Povos na Rio + 20 e a articulação com os povos indígenas e os movimentos sociais, buscando a construção de pontes e pontos de convergência.
Exigimos que o Estado brasileiro utilize sua influência política na Conferência Rio + 20 em defesa dos povos e nações pobres e em desenvolvimento, que defenda sua população vítima da ganância da elite capitalista brasileira e dos conflitos ambientais, destacadamente, as comunidades quilombolas, as comunidades religiosas de matriz africana, as comunidades tradicionais e das periferias dos grandes centros urbanos.
Enquanto militantes e cidadãos, não podemos, e não vamos permitir que o racismo nos submeta a violência simbólica e física, e que inclusive destrua o nosso legado ancestral e espiritual africano. Esse legado é libertário, ecológico e sagrado. A nossa emancipação é a tomada da consciência negra, dos nossos direitos enquanto sujeitos de nossa história, cuidadores do planeta Terra.
Rio de Janeiro, 29 de abril de 2012.
MNU – Movimento Negro Unificado
CONEN – Coordenação Nacional de Entidades Negras
CENARAB – Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro-Brasileira
AMNB - Articulação de Mulheres Negras Brasileiras
FÓRUN NACIONAL DE MULHERES NEGRAS
CEAP – Centro de Articulação de Populações marginalizadas – RJ
ENEGRECER – Coletivo Nacional de Juventude Negra
UNEGRO – União de Negros pela Igualdade.
CONAQ- Coordenação Nacional de Quilombos
CNAB - Congresso Nacional Afro-Brasileiro
CIRCULO PALMARINO
REDE AMAZÔNIA NEGRA
ANCEABRA – Associação Nacional de Empresários Afro Brasileiros
CONAMI- Conselho Nacional de Mulheres Indígenas
APNS - Agentes de Pastoral Negro
SOWETO – Organização Negra - SP
SECRETARIA NACIONAL DE COMBATE AO RACISMO DA CUT
INTECAB – Instituto da Tradição e Cultura Afro-Brasileira
MONER
OFARERE MOVIMENTO AFRORELIGIOSO
Omokorins do Ilê de Oxaguian - MG
IPAC - Incubadora Afro Brasileira – RJ
AFRO BRASIL
CEDINE – Conselho Estadual de Direitos do Negro - RJ
INSTITUTO DO NEGRO PADRE BATISTA
ASCEB
MAMATERRA
BAZAFRO
CRIAR
REDE ALIMENTAÇÃO ECOSOL – BAHIA
CONAM NACÃO BLACK
GAICUNE - RJ
TJ NEGRO
COJIRA – RIO
NEGRA SIM
FENAFAL
ASHOGUN
NUCLEO DE COMUNIDADES NEGRAS DE OSACO
CEN - COLETIVO DE ENTIDADES NEGRAS
IGERE – MG
DANDARA MULHERES DO CERRADO
SINTERGIA – RJ
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sexta-feira, 22 de junho de 2012
CARTA DO RIO DE JANEIRO - Rio +20
terça-feira, 19 de junho de 2012
Não aceitamos nenhum retrocesso em nossos direitos! Os direitos humanos das mulheres são imprescindíveis para o pleno sucesso da Rio + 20!
O Brasil é o Campeão mundial em esterilizações femininas, o que expressa a radical recusa das mulheres à imposição da redução como destino, ao ao mesmo tempo que revela a perversidade de uma escolha sem alternativas. NÃO AO RETROCESSO!!!!
Não aceitamos nenhum retrocesso em nossos direitos! Os direitos humanos das mulheres são imprescindíveis para o pleno sucesso da Rio + 20!
Na Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento, no Cairo, 1994, e posteriormente, na Conferência Mundial sobre a Mulher, em Beiji ng, 1995, os Estados reconheceram que os direitos sexuais e reprodutivos eram direitos humanos. A partir de então, mudou-se o paradigma de controle da fecundidade feminina para uma perspectiva de promoção da igualdade formal e substancial entre homens e mulheres em todas as dimensões de sua existência, como a auto-determinação sexual e reprodutivos sem discriminação, coerção ou violência. Nos últimos 20 anos temos participado para que as políticas e leis reflitam os compromissos acordados e que os governos tomem medidas efetivas para a sua plena implementação.
As organizações e redes do movimento de mulheres foram ativas e tiveram um papel chave durante a Conferencia do Cairo em 1994 e na elaboração do Programa de Ação do Cairo. O Programa de Ação de Cairo, adotado durante a Conferência, estabelece ações detalhadas para assegurar a saúde e os direitos reprodutivos das mulheres, imprescindíveis para alcançar a igualdade de gênero. Esse consenso internacional, estabelecido dois anos após a ECO 92, deve estar refletido nas negociações da Rio+20, especialmente nas discussões relativas aos objetivos de desenvolvimento sustentável.
Nos últimos dias, temos assistido a tentativas de retrocesso impulsionadas pelo Vaticano com apoio de países como Rússia, Síria, Nicarágua, Egito, Chile e Honduras, República Dominicana e Costa Rica. Os principais argumentos são que os direitos reprodutivos não estão relacionados ao desenvolvimento sustentável ou que deve estar de acordo com as leis nacionais.
Os direitos reprodutivos são necessários para a igualdade de gênero para que as todas as mulheres possam participar ativa e politicamente em todas as dimensões da vida pública e privada. Os direitos reprodutivos fazem parte dos direitos humanos das mulheres, e não devem ser renegociados ou usados como moeda de troca na Rio +20.
Os direitos reprodutivos são essenciais para a sustentabilidade global, a justiça social e econômica.
Não aceitamos retrocessos em matéria de direitos sexuais e reprodutivos na Rio +20.
sexta-feira, 15 de junho de 2012
RIO + 20... e mais do RIO

Oficialmente, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a RIO + 20, acontecerá de 20 a 22 de junho, no Rio de janeiro, comemorando o 20º. Aniversário da ECO 92, que também aconteceu nesta cidade, em 1992.
A Conferência também marcará o 10º. Aniversário da Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, realizada em Johanesburgo, em 2002.
Desta vez, todos nós queremos saber se haverá mesmo um comprometimento político, principalmente, dos EUA e da China (maiores poluidores do mundo) para salvar o planeta. Os dois temas em foco na Conferência serão: 1- a economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza, e 2 - o quadro institucional para o desenvolvimento sustentável.
No entanto, vários eventos paralelos surgem com força total, em alguns pontos da cidade e, aqui, quero destacar a importância da CÚPULA DOS POVOS, sob a responsabilidade do Comitê Facilitador da Sociedade Civil.
Localizado no Aterro do Flamengo, com atividades entre os dias 15 e 23 de junho, as Instituições e Projetos ficarão organizados em stands e tendas, com os mais variados temas abordados, dentre os quais, as relações de gênero, raça, empreendedorismo sustentável, cultura, religião, diversidade...
Já estão confirmadas as presenças de representantes do Quilombo do Sacopâ, Rádio Mamatera, Aqualtunes, União Brasileira de Mulheres (Núcleo Nova Iguaçu), Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras, CONEN, e muito mais! Confiram programação parcial : www.cupuladospovos.org
A cidade, já está maquiada (ôps!) para receber os Chefes de Estado e de Governo do mundo inteiro!
Não sei onde foram parar a população de rua e os usuários de crack! As Forças Armadas já estão em alguns pontos estratégicos (Para “Eles”, evidentemente! Aliás, a comunidade do Chapadão pede socorro! Alô , alô Governador!).
Pra quem não quer ficar de fora desse importantíssimo evento, confiram os locais no site : http://www.rio20.gov.br/sobre_a_rio_mais_20/locais-da-conferencia
A imprensa independente sequer recebeu email de confirmação da Coordenação do evento, por meio do cadastramento on line, que terminou no dia 14 de maio. Mas, nós estaremos lá e contaremos tudinho pra vocês! Pronto, falei!!!
Amanhã, 13/06, a Comemoração dos 25 anos do COMDEDINE continua, em parceria com o COISA DE MULHER, Preparem o coração que lá vem emoção! Dia 13/06, Várias atividades no Calouste Gulbenkian (de 15h às 21:30h) e no dia 18/06 - no Centro Administrativo da Prefeitura (de 8h às 16h)
Maior Comenda do Estado do Rio de Janeiro
No dia 14/06, quinta-feira, as 18h, o Plenário da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro vai ficar pequeno para receber os amigos(as) e companheiros(as) de luta por uma sociedade mais justa e menos desigual da nossa queridíssima VANDA FERREIRA e de ALEXANDRE HENDERSON.
Justa Homenagem da maior Comenda do Estado do Rio de janeiro: Medalha de Mérito Pedro Ernesto. Estarei lá de olho em tudo e em todos(as)!
Mais do Rio...
Na manhã de sábado, dia 16/06, os agitos ficam por conta da criançada!
Lançamento da coleção de livros infantis, NANA E NILO, de Renato Noguera. Um mergulho no universo da cultura afro-brasileira, sob o olhar curioso de duas crianças! DELÍCIA!
Reserve o seu exemplar! Anotem aí: CASTELINHO DO FLAMENGO (Praia do Flamengo, 158 – Flamengo/RJ) AS 10H!
Ainda no sábado, uma outra dica: SEMINÁRIO "QUILOMBOS, TERREIROS, JUVENTUDES: JUSTIÇA AMBIENTAL E PRÁTICAS CULTURAIS AFRICANAS E AFRODESCENDENTES" , DE 9H AS 18:30, no Galpão da Ação da Cidadania, rua Barão de Tefé, 75 - Gambôa. Programação da RIO+20 - Iniciativa da FUNDAÇÃO PALMARES E MINC
Pra quem quer ficar pelas bandas de Madureira e reviver os bons momentos do Bloco Afro AGBARA DUDU, é só chegar! A tradicional agremiação, que nasceu há 30 anos, homenageia sua fundadora, VERA MENDES (que já foi pra Orún), numa programação pra lá de emocionante!
Além, é claro, dos quitutes, cerveja gelada, bom batuque, dança, exposição fotográfica de Ierê Ferreira e gente bonita e feliz!
DIA 16/06- (SÁBADO), a partir das 13h . Gente, eu ainda era uma menina quando me encantei com o Agbara.... A profusão de cores nas vestes, cabeças pensantes, o povo preto e lindo, o cheiro do peixe frito, acarajé, e caldinhos diversos.... Hummmmmm eu volto aqui depois pra contar tudinho como foi!!!!
E quem disse que Domingo é dia de descanso? A feijoada mais esperada do ano chegou! DIA 17/06 - LANÇAMENTO DO AKOBEN, movimento criado pela classe artística e de produtores negros que gritam por uma política cultural honesta, inclusiva e verdadeiramente democrática!!!! Se achegue, dê a sua contribuição, reflexões e ações se fazem necessárias! Depois, saboreie a feijoada e curta a programação cultural que promete! DAS 13h AS 18h, NO SINDISPREV –
Axé!
Até a próxima!
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Programação do Festival de Cultura e Arte Negra - FECAN 2012
Programação do Festival de Cultura e Arte Negra - FECAN 2012
Dia 12 Primeira Caminhada Cultural Pela Paz e Contra a Intolerância Religiosa, concentração 10h praça Doutor Carlos
Dia 13 às 1930h Abertura do III edição do Salão de Artes Visuais do FECAN
Com apresentação Cultural sob Coordenação do Mestre Ze Maria do Grupo Luanda
Com Dança Afro,puxada de rede, maculelê, festival de binribal e concursos de cantigas
Dias 14 a 19 Oficinas: dança de rua,dança afro,percussão e grafite
Locais das oficinas, Nova Esperança Capoeira Angola Jean Angoleiro,Dança Afro Luciano de Jesus e Break Dário Adam:dias 14 e 15 de 9.00h às 11.00h Escola Estadual Professora Marilda de Oliveira
Locais das oficinas Núcleo de dança Luciano de Jesus Avenida Amperes 365 Bairro de Lurdes dias 15 e 16 de 9.00h às 11.00h e das 15.00 às 17.00h Dança Afro e Break:
Locais das oficinas Escola Municipal Maria de Lurdes Pinheiro Bairro Independência dias 17 e 18 de 9.00h às 11.00h oficinas de: Capoeira Angola Jean Angoleiro ,Dança Afro Luciano de Jesus e Break Dário Adam
Locais das oficinas Escola Estadual Doutor Carlos Albuquerque Bairro Maracanã dia 19 de 9.00h às 11.00h oficinas de: Capoeira Angola Jean Angoleiro,Dança Afro Luciana de Jesus,Percussão Luciano de Jesus,Grafite Bill ,Artes Plasticas Nemir Soares e Break Dário Adam,além de comidas tipicas
Palestras e debates
Local UNIMONTES/Montes Claros CCH prédio 02 3ª piso sala 108 às 1930h
Dia 14 tema: Palestra com o militante do movimento negro Professor Cardeque Soares tema: A Saúde da População Negra e o Professor e militante da UNEGRO Flávio José tema: Identidade Quilombola
Dia 15 Palestrante com a Professora e militante Ralime Raim tema: As Leis educacionais brasileira até chegar na 10639 e 11645 e o Professor João Paulo Soares As Politicas Afirmativas como Promoção de Igualdade Racial na educação brasileira
quarta-feira, 9 de maio de 2012
6ª Plenária Estadual da UNEGRO Minas Gerais
Convocação
Convocamos os filiados da UNEGRO-Minas Gerais para a 6ª Plenária Estadual da UNEGRO, com o seguinte ponto de pauta:
1-ato político com lideranças dos movimentos sociais
2-aprovação do novo estatuto da UNEGRO-MG
3-avaliação do 4º Congresso da UNEGRO
4-aprovação da tática eleitoral da UNEGRO para as eleições de 2012
Data: 30 de Junho de 2012 (sábado) - Horário: 9 às 18 horas
Local: Juiz de Fora –MG
Sabemos das dificuldades financeiras que vivemos, por isso, estamos avisando desde já para facilitar na articulação do transporte. Também é de fundamental importância a participação dos candidatos e das candidatas nesta plenária.
Em breve vamos enviar outras informações.
Rogério Silva-32988633459
Presidente da UNEGRO de Juiz de Fora
Alexandre Braga-31-96561564
Presidente Estadual da UNEGRO-MG
UNE
sexta-feira, 4 de maio de 2012
CARTA DO RIO DE JANEIRO Desenvolvimento Sustentável e Erradicação da Miséria pela ótica do Movimento Negro
CARTA DO RIO
DE JANEIRO
Desenvolvimento Sustentável e Erradicação da Miséria pela ótica do
Movimento Negro
Reunidos no seminário “Desenvolvimento Sustentável e Erradicação da
Pobreza pela ótica do Movimento Negro”, preparatório para a Conferência Rio +
20, realizado nos dias 28 e 29 de abril no Rio de Janeiro, nós do Movimento
Negro brasileiro declaramos que envidaremos todos os esforços necessários em
defesa do povo negro, dos povos indígenas e dos povos vítimas do racismo,
discriminação racial, xenofobia e diversas formas de opressão e intolerâncias.
Uma síntese dos indicadores sociais produzidos por diversas agências
de pesquisas como a Fundação Instituto Brasileiras de Geografia Estatística
(IBGE), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Organização das Nações
Unidas (ONU) dentre outras, nos permite afirmar que nos últimos 10 anos, quase
22 milhões de pessoas saíram da situação de pobreza extrema, graças aos
programas sociais do governo. Hoje, no Brasil, 20% das famílias vivem de
programas de transferência de renda através dos recursos públicos como
aposentadorias, “bolsa família” e
assistência social.
No entanto,
cabe considerar que a população brasileira extremamente pobre, ou seja, aquela
que sobrevive com menos de um dólar por dia, é estimada em 16 milhões de
habitantes, dos quais 9,6 milhões ou 59% estão concentrados no Nordeste. Do
total de brasileiros residentes no campo, um em cada quatro se encontra em
extrema pobreza (4,1 milhões de pessoas ou 25,5%). 51% têm até 19 anos de idade.
53% dos domicílios não estão ligados a rede geral de esgoto pluvial ou fossa
séptica. 48% dos domicílios rurais em extrema pobreza não estão ligados a rede
geral de distribuição de água e não tem poço ou nascente na propriedade. 71% são
negros (pretos e pardos). 26% dos que tem 15 anos ou mais, ou seja, 4 milhões
são analfabetos.
A
realidade vivida pelas comunidades quilombolas no Brasil e pelas comunidades
religiosas de matriz africanas e pela maioria negra, não parece ser muito
diferente da época do Brasil escravocrata. É diante desse quadro, que o
Movimento Negro brasileiro realizou o Seminário “Desenvolvimento Sustentável e
Erradicação da Pobreza”, nos dias 28 e 29 de abril, com o objetivo de preparar a
militância negra para participar da Cúpula dos Povos, na Conferência das Nações
Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio + 20, que será realizada em
junho de 2012, na cidade do Rio de Janeiro.
Entendemos que o agravamento das questões ambientais tem atingido
significativamente as comunidades negras, submetendo-as a um quadro de injustiça
ambiental alarmante.
Em quase todos os indicadores econômicos e sociais, observamos a
ampliação do abismo social entre negros e brancos com relação a emprego, renda,
escolaridade, acesso à justiça, poder. O drama social acomete com maior
gravidade a população negra, que habita as favelas e periferias desestruturadas,
torna-se presa fácil da criminalidade, assiste seus jovens serem mortos pela
violência urbana e nega oportunidades de mobilidade social.
Cerca de 50 mil brasileiros são assassinados por ano. Contudo, essa
violência se distribuiu de forma desigual: as vítimas são, sobretudo, jovens
negros do sexo masculino, entre 15 e 24 anos. O Índice de Homicídio na
Adolescência (IHA) evidencia que a probabilidade de ser vítima de homicídio é
mais do dobro para os negros em comparação com os brancos.
Temos assistido um silencioso massacre dos quilombolas pelas empresas
construtoras de hidrelétricas, grandes proprietários de terras, latifundiários
que roubaram as terras dos povos indígenas e dos quilombolas e mineradoras
que cada dia mais avança suas
minas sobre os territórios quilombolas e envenenam as terras com pilhas de
rejeitos e resíduos tóxicos. O terror do racismo no espaço rural se agrava ainda
mais com quilombolas sendo ameaçados de morte, comunidades sendo manipuladas
para assinarem documentação de venda ou cessão de terras com o beneplácito das
polícias estaduais.
O
capitalismo é o grande responsável pelas crises econômica, alimentar e
ambiental. O modelo de produção e consumo capitalista é incompatível com a
preservação ambiental, como o uso coletivo das riquezas naturais e com a justiça
social.
Os
verdadeiros responsáveis pela devastação das florestas, pela poluição dos rios,
mares, pela degradação dos biomas e insustentabilidade urbana em todo planeta
são os países imperialistas e colonialistas, por isso afirmamos que os nossos
povos não são responsáveis por tamanha espoliação dos seres humanos e da
natureza. Não apoiamos o principio da responsabilidade comum, pois cabe aos
países ricos o principal ônus da preservação. São nos países pobres e em
desenvolvimento que encontramos a maioria dos povos vítimas da degradação
ambiental, vítimas do racismo ambiental.
O
Movimento Negro brasileiro compreende os quilombos como verdadeiros territórios
de resguardo da biodiversidade, como verdadeiras escolas de diversidade
cultural. No diálogo do Movimento Negro com povos e comunidades tradicionais de
matriz africana, fica cada vez mais fortalecida de a idéia de que nós não somos
responsáveis pela crise ecológica, pela pré-agonia dos nossos ecossistemas como
a Amazônia e o Cerrado ou que restou da nossa Mata Atlântica.
Muito pelo contrário, o nosso ponto de partida é a cosmovisão de
mundo negro-africana que tanto para as comunidades quilombolas quanto para os
povos e comunidades tradicionais de matriz africana, a terra é concebida como território de reprodução cultural
vivo, e portanto sagrado, ao
contrario da lógica dos tecnocratas eurocêntricos , que vê a natureza apenas
como fator de produção e lucro, matéria prima morta e os seres humanos como mercadoria
e objetos de descarte.
É
com a perspectiva de perceber a biodiversidade como um direito é que o Movimento
o Negro buscará ampliar o debate no campo da ecologia política e dos direitos
étnico raciais, onde diversas temáticas como o desenvolvimento sustentável,
racismo ambiental, justiça e ética ambiental se interpenetram.
No
centro das nossas reflexões impõe-se a critica a denominada “economia verde”, cujo eixo principal
tem sido a mercantilização da natureza por parte do Capital. A adoção de
políticas como: sequestro de carbono, privatizações das águas, do subsolo, fazem
parte das estratégias de venda de bem público, que são os elementos da natureza,
como “serviços” que são passíveis de privatização.
Consideramos que a “economia verde” é uma falsa saída para a crise
ambiental e ecológica, porque os países ricos para não abrirem mão de sua
qualidade de vida e consumo propõe implicitamente um desenvolvimento sustentável aos pobres,
que na prática transforma o principio ecológico da sustentabilidade em
merchandising, e transforma os recursos da natureza e os direitos dos povos em
mercadorias, e assim mantém a desigualdade na posse e uso das riquezas naturais.
O
Movimento Negro não concorda com isso. Lembremo-nos da África do Sul nos tempos
do Apartheid onde a água era dos brancos e não um bem público. Portanto, vamos intensificar o diálogo
com a nossa população para a importância da Cúpula dos Povos na Rio + 20 e a
articulação com os povos indígenas e os movimentos sociais, buscando a
construção de pontes e pontos de convergência.
Exigimos que o Estado brasileiro utilize sua influência política na
Conferência Rio + 20 em defesa dos povos e nações pobres e em desenvolvimento,
que defenda sua população vítima da ganância da elite capitalista brasileira e
dos conflitos ambientais, destacadamente, as comunidades quilombolas, as
comunidades religiosas de matriz africana, as comunidades tradicionais e das
periferias dos grandes centros urbanos.
Enquanto militantes e cidadãos, não podemos, e não vamos permitir que
o racismo nos submeta a violência simbólica e física, e que inclusive destrua
o nosso legado ancestral e espiritual
africano. Esse legado é libertário, ecológico e sagrado. A nossa
emancipação é a tomada da consciência negra, dos nossos direitos enquanto
sujeitos de nossa história, cuidadores do planeta Terra.
Rio de Janeiro, 29 de
abril de 2012.
UNEGRO – União de Negros pela Igualdade.
MNU – Movimento Negro Unificado
CONEN – Coordenação Nacional de Entidades Negras
CENARAB – Centro Nacional de Africanidade e Resistência
Afro-Brasileira
AMNB - Articulação de Mulheres Negras Brasileiras
FÓRUN NACIONAL DE MULHERES NEGRAS
CEAP – Centro de Articulação de Populações marginalizadas – RJ
ENEGRECER – Coletivo Nacional de Juventude Negra
UNEGRO – União de Negros pela Igualdade/Montes Claros/MG.
CONAQ- Coordenação Nacional de Quilombos
CNAB - Congresso Nacional Afro-Brasileiro
CIRCULO PALMARINO
REDE AMAZÔNIA NEGRA
ANCEABRA – Associação Nacional de Empresários Afro Brasileiros
CONAMI- Conselho Nacional de Mulheres Indígenas
APNS - Agentes de Pastoral Negro
SOWETO – Organização Negra - SP
SECRETARIA NACIONAL DE COMBATE AO RACISMO DA CUT
INTECAB – Instituto da Tradição e Cultura Afro-Brasileira
MONER
OFARERE MOVIMENTO AFRORELIGIOSO
Omokorins do Ilê de Oxaguian - MG
IPAC - Incubadora Afro Brasileira – RJ
AFRO BRASIL
CEDINE – Conselho Estadual de Direitos do Negro -
RJ
INSTITUTO DO NEGRO PADRE BATISTA
ASCEB
MAMATERRA
BAZAFRO
CRIAR
REDE ALIMENTAÇÃO ECOSOL – BAHIA
CONAM NACÃO BLACK
GAICUNE - RJ
TJ
NEGRO
COJIRA – RIO
NEGRA SIM
FENAFAL
ASHOGUN
NUCLEO DE COMUNIDADES NEGRAS DE OSACO
CEN - COLETIVO DE ENTIDADES NEGRAS
IGERE – MG
DANDARA MULHERES DO CERRADO
SINTERGIA – RJ
quinta-feira, 26 de abril de 2012
SEMANA DA ABOLIÇÃO 2012: AÇÃO DE CONSCIENTIZAÇÃO, VALORIZAÇÃO, REFLEXÃO E CIDADANIA EM MONTES CLAROA/MG
O dia 13 de maio é uma data
para uma reflexão e não para comemorar, mesmo com a abolição da
escravatura, os negros continuam escravos de um país racista. O
racismo nasce no Brasil associado à escravidão mas é principal
após a abolição que ele se estrutura como discurso, com base nas
teses de inferioridade biológica dos negros, e se difunde no país
como matriz para interpretação do desenvolvimento nacional, e
amplamente reconhecida como princípio ativo do processo de
colonização. Como lembra Boaventura de Souza Santos, o colonialismo
assentou-se historicamente no racismo, que teve ali um papel de
“princípio nacional de base. A valorização do homem branco e de
sua cultura não desaguou ou mesmo em um projeto de nação de acordo
na afirmação de superioridade racial. O racismo é um dos
principais fatores das injustiças sociais que acometem a sociedade
brasileira, e consequentemente, é a chama para entender as
desigualdades sociais que ainda envergonham o país.
Igualdade é para valer. Todos
Coordenadoria de Igualdade
Racial
juntos por um país sem racismo, onde todas as pessoas tenham os
mesmos direitos. Um país onde mulheres e homens, independentemente
da sua cor, possam crescer exercer sua cidadania de forma plena,
desfrutando igualmente dos direitos económicos, culturais, sociais,
civis e políticos, sem distinção. Um grande movimento para unir o
Brasil de ponta a ponta, como uma grande nação. O importante é
mobilizar o país, promover ações em todas as camadas sociais,
conversar abertamente sobre o assunto, buscar soluções e dar um
passo à frente nos caminhos pelo fim do racismo.
Vera Nice dos Santos
Coordenadoria de Igualdade
Racial
Municipio de Montes Claros/MG
UNEGRO de Caetité
ATENÇÃO!
Para todos aqueles negros e brancos a favor de uma verdadeira democracia racial, e que não pretendem se calar diante desta ameaça de retrocesso numa política tão recente e necessária para que mais de 50% da população brasileira tenha finalmente 'acesso' justo ao Ensino Superior, depois de mais de 615 anos sem reparação, indenização ou políticas públicas para esta maioria que construiu co...m suas mãos, suor e sangue, segue comunicado abaixo: As cotas estão ameaçadas ... Hoje, quarta-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgará a constitucionalidade das Políticas de Ação Afirmativa de Acesso ao Ensino Superior. Não podemos aceitar nenhum retrocesso nesta política. Por este motivo convocamos a tod@s que se mobilize em defesa das cotas nas universidades. Nós realizaremos um TWITAÇO amanha, quarta-feria, de 10 às 15h em defesa das cotas usando a hashtag #CotasSim. Quem puder participe ! O que é: Twitaço em defesa das cotas #CotasSim Data: 25 de abril de 2012 Horário: de 10 às 15h. |
UNEGRO REITERA SUA DEFESA AS COTAS RACIAIS E AO PROUNI
UNEGRO REITERA SUA DEFESA AS COTAS RACIAIS E AO PROUNI.
O Supremo Tribunal Federal julga, hoje, ações que questionam a constitucionalidade da reserva de cotas raciais nas universidades
públicas e os critérios estabelecidos pelo ProUni. Ganham relevo nessa
pauta, principalmente, a ação ajuizada pelo DEM contra a Universidade
de Brasília (UnB), que reserva 20% das vagas para estudantes negros, e a
Ação Direta de Inconstitucionalidade(ADI) ajuizada pela Confederação
Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen), que questiona os
critérios de acesso ao ProUni.
A UNEGRO – União de Negros
pela Igualdade, frente a esse episódio, externa Enquanto o
DEM, através da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF
186), defende que “as cotas raciais ferem o princípio da igualdade”,e a
Confenen sustenta que os critérios utilizados pelo ProUni são
“discriminatórios e inconstitucionais”, nós, da UNEGRO, ressaltamos que o
papel assumido pelo Estado brasileiro ao longo da história nacional
foi o de tratar igualmente os desiguais, ignorando a imensa dívida
social a ser resgatada. Há séculos o Estado e os governos negligenciaram
a necessidade de corrigir as condições desumanas em que viviam e vivem
grande parcela da população brasileira. Os poderes se constituíram e
foram exercidos na perspectiva de assegurar não os direitos de todos os
cidadãos brasileiros, mas apenas de uma parcela da população, o que
implicou privilégios de toda ordem para uma minoria. Ressalte-se que a
recorrência à lei e à coerção policial sempre foram instrumentos fáceis à
disposição da preservação da ordem e do Estado de Direito, fato
paralelo ao processo da constituição de uma nação que abarcava inúmeras
discrepâncias, todas inadmissíveis para sustentar a igualdade de todos
perante à lei.
A UNEGRO reitera sua defesa do ProUni e da permanência das cotas raciais nas universidades públicas, por ver nessas iniciativas oportunidades para a população negra, especialmente para a juventude, que sempre foi a mão a construir os prédios, mas pouco foi incorporada à instituição que difunde e desenvolve o conhecimento científico. A UNEGRO defende que o STF julgue improcedentes as ações do DEM e da Confenen e reconheça o direito conquistado por milhares de estudantes que hoje estão em salas de aula estudando através das cotas ou do ProUni. Rebele-se contra o Racismo! unegro.org.brsua posição na defesa categórica tanto das cotas raciais quanto dos critérios utilizados pelo ProUni. E o faz não movido apenas por razões humanitárias, motivada pelo desejo de praticar a filantropia e ajudar os estratos menos favorecidos da sociedade, embora seja esse argumento suficiente por si só, para posicionar-se favoravelmente a medidas que possam implementar políticas públicas de reparação racial e social, criando condições mais humanas e dignas para a população marginalizada.
Enquanto o
DEM, através da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF
186), defende que “as cotas raciais ferem o princípio da igualdade”,e a
Confenen sustenta que os critérios utilizados pelo ProUni são
“discriminatórios e inconstitucionais”, nós, da UNEGRO, ressaltamos que o
papel assumido pelo Estado brasileiro ao longo da história nacional
foi o de tratar igualmente os desiguais, ignorando a imensa dívida
social a ser resgatada. Há séculos o Estado e os governos negligenciaram
a necessidade de corrigir as condições desumanas em que viviam e vivem
grande parcela da população brasileira. Os poderes se constituíram e
foram exercidos na perspectiva de assegurar não os direitos de todos os
cidadãos brasileiros, mas apenas de uma parcela da população, o que
implicou privilégios de toda ordem para uma minoria. Ressalte-se que a
recorrência à lei e à coerção policial sempre foram instrumentos fáceis à
disposição da preservação da ordem e do Estado de Direito, fato
paralelo ao processo da constituição de uma nação que abarcava inúmeras
discrepâncias, todas inadmissíveis para sustentar a igualdade de todos
perante à lei.
A UNEGRO reitera sua defesa do ProUni e da permanência das cotas raciais nas universidades públicas, por ver nessas iniciativas oportunidades para a população negra, especialmente para a juventude, que sempre foi a mão a construir os prédios, mas pouco foi incorporada à instituição que difunde e desenvolve o conhecimento científico.A UNEGRO defende que o STF julgue improcedentes as ações do DEM e da Confenen e reconheça o direito conquistado por milhares de estudantes que hoje estão em salas de aula estudando através das cotas ou do ProUni. Rebele-se contra o Racismo! unegro.org.br |
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