domingo, 27 de julho de 2008

OEA aprovou resolução sobre orientação sexual e identidade de gênero

OEA aprovou resolução sobre orientação sexual e identidade de gênero


No marco da celebração dos 60 anos da Carta da Organização dos Estados Americanos (OEA), a 38° Assembléia Geral do organismo aprovou por consenso a resolução "Direitos Humanos, Orientação Sexual e Identidade de Gênero", AG /RES-2435 (XXXVIII-O/08), apresentada pela delegação do Brasil.
Depois de três dias de intensa negociação e de uma impressionante mobilização diplomática, pela primeira vez na história do hemisfério as palavras orientação sexual e identidade de gênero constam em um documento com o consenso dos 34 países das Américas, informaram, em um comunicado, integrantes do Movimento Lésbico, Gay, Bissexual, Transexual, Transgênero, Travesti e Intersexual (LGBTTTI) e pessoas aliadas presentes na sessão onde foi aprovado o documento.
A resolução, que reconhece a grave situação de violações a direitos humanos que enfrentam as pessoas por causa de sua orientação sexual e identidade de gênero, coloca ao Sistema regional das Américas como o segundo, depois do europeu, em reconhecer a importância de manifestar um claro compromisso político por parte dos Estados membros e de assumir a realidade da exposição a violações de direitos humanos enfrentada pelas pessoas LGBTTTI.
Esse documento, sem precedentes na região, foi produto do consenso que incluiu os países do Caribe inglês, em cujas legislações ainda se criminalizam as relações sexuais entre pessoas adultas do mesmo sexo, afirma o comunicado.
A resolução, consideram os integrantes do movimento LGBTTTI, representa um passo à frente no processo de trabalho em torno do projeto de Convenção Interamericana Contra o Racismo e Toda Forma de Discriminação e Intolerância, cuja negociação continuará próximo ano, avançando sobre o texto rascunho que inclui a orientação sexual e a identidade e expressão de gênero como categorias protegidas.
Fonte: Adital Notícias – www.adital.com.br

11º Encontro das Américas de Cultura e Capoeira e 6º Festival de Cantigas de Capoeira

11º Encontro das Américas de Cultura e Capoeira e 6º Festival de Cantigas de Capoeira
No ano passado, o carnavalesco Joãosinho Trinta se emocionou diante de uma apresentação do Grupo Raízes do Brasil, no Teatro Sílvia Cançado, da Escola Americana, a ponto de prometer ao mestre Ralil, fundador da entidade, que realizaria os cenários da próxima apresentação. O resultado dessa luxuosa contribuição pode ser conferido no próximo sábado, na Sala Martins Pena, do Teatro Nacional, com a festa de encerramento do 11º Encontro das Américas de Cultura e Capoeira e o 6º Festival de Cantigas de Capoeira. O evento, que tem início amanhã, reúne capoeristas do Brasil e do mundo numa série de atividades ao longo da semana. “Nós o convidamos e, para nossa surpresa, ele foi e adorou”, emociona-se mestre Ralil. “Ele disse que nunca tinha visto harmonia tão grande em cima de um palco. Gostou tanto que prometeu nos presentear com a criação de um cenário”, recorda.

A parceria vem acompanhada de dupla comemoração com o tombamento, na terça-feira passada, em Salvador, da capoeira como o mais novo patrimônio da cultura brasileira. A decisão foi acolhida por unanimidade pelo conselho consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). “Esse reconhecimento veio a calhar, pois legitima o incentivo e apoio do governo à nossa cultura”, comenta Ralil. “O curioso é que se criou o conceito de que a capoeira nasceu na África e não é verdade. É uma manifestação genuinamente nossa, difundida hoje em mais de 120 países. Então essa ação busca preservar ainda mais o que é nosso”, defende.

Na semana do Encontro, um festival de manifestações populares como capoeira, maculelê, bumba-meu-boi, e maracatu, entre outras, darão o tom da festa em alguns pontos da cidade informalmente. Palestras, aulas e um festival de cantigas também estão na agenda. Tudo com entrada franca, com exceção da festa de encerramento, no Teatro Nacional. “É um evento de caráter esportivo, educativo, social e cultural, mostrando que temos um compromisso sério com a sociedade há mais de 20 anos”, frisa mestre Ralil, que já abriu filiais do Raízes do Brasil em nove países e em 110 cidades brasileiras. “Temos realizado importante trabalho entre as comunidades carentes, dando origem à formação de professores e mestres”, enfatiza.

Aberto apenas a membros do grupo, o 6º Festival de Cantigas de Capoeira ocorre na quarta e quinta-feira, na Associação de Pessoal da Caixa Econômica Federal (APCEF). Mas o público pode marcar presença na platéia, com entrada gratuita. Os três primeiros vencedores participarão da gravação do segundo CD de cantigas produzido pela entidade e que deve ser lançado ainda este ano.

Na grande festa a ser realizada na Sala Martins Pena, nove cenários criados pelo mestre do carnaval Joãosinho Trinta apresentam a diversidade cultural por meio de manifestações populares como a própria capoeira e ainda puxada de rede, jongo e frevo, entre outras. “Todos os cenários trazem perspectivas em três dimensões, cada um deles com representações simbólicas dos números apresentados. No da capoeira, por exemplo, ele (Joãosinho), projetou um grande mosaico com 1,60m de largura e 6m de altura”, detalha.

Segundo mestre Ralil, o ponto alto do encerramento será a apresentação de uma orquestra de berimbaus, composta por 40 integrantes que tocarão o Hino Nacional.

11º encontro das américas de cultura e capoeira e 6° festival de cantigas de capoeira

De amanhã a sábado, com festa de encerramento na Sala Martins Pena, às 20h. Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Censura livre. Informações: 3326-2925.
Programação

Hoje

A partir das 10h, chegada dos capoeiristas à sede do Grupo Raízes do Brasil (703 Norte, Bl. A)

Amanhã

Rodas de capoeiras, treinos e ensaio do show de encerramento (na APCEF)

Quarta

Rodas e treinos; às 18h, palestra sobre primeiros socorros; e às 20h, eliminatórias do Festival de Cantigas de Capoeira (na APCEF)

Quinta

Às 15h, aula de percussão (na APCEF); às 18h, palestra sobre a Importância da Capoeira como Símbolo Nacional; às 21h, final do Festival de Cantigas

Sexta
Às 9h, batizado de capoeira na Vila Planalto; às 14h, ensaio geral na Sala Martins Pena; às 20h, mesa-redonda com mestres de capoeira

Sábado

Às 20h, encerramento, na Sala Martins Pena.
Fonte: Comunicação Social MinC - 21/07/2007

sábado, 12 de julho de 2008

oficial no Estado o Hino à Negritude

Torna oficial no Estado o Hino à Negritude. O GOVERNADOR DO ESTADO DE MINAS GERAIS, O Povo do Estado de Minas Gerais, por seus representantes,decretou e eu, em seu nome, promulgo a seguinte Lei: Art. 1º Fica oficializado no Estado o Hino à Negritude, deautoria do Professor Eduardo de Oliveira, registrado sob o nº137, a fls. 74 do Livro 17, na Escola Nacional de Música daUniversidade Federal do Rio de Janeiro, e com letra constante noAnexo desta Lei. Parágrafo único. O Hino à Negritude deverá ser entoado nassolenidades oficiais relacionadas com a raça negra. Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, aos 10 de julho de2008; 220º da Inconfidência Mineira e 187º da Independência doBrasil. AÉCIO NEVES Danilo de Castro Renata Maria Paes de Vilhena Maria Eleonora Barroso Santa Rosa Simão Cirineu Dias ANEXO (a que se refere o art. 1º da Lei nº 17.626, de 10 de julhode 2008) Hino à Negritude (Cântico à Africanidade Brasileira) Letra e música: Professor Eduardo de Oliveira Sob o céu cor de anil das Américas Hoje se ergue um soberbo perfil. É u'a imagem de luz Que, em verdade, traduz A história do negro no Brasil. Este povo, em passadas intrépidas, Entre os povos valentes se impôs! Com a fúria dos leões Rebentando grilhões Aos tiranos se contrapôs! Bis Ergue a tocha no alto da glória Quem herói nos combates se fez, Pois que as páginas da História São galardões aos negros de altivez! (Refrão) II Levantando no topo dos séculos, Mil batalhões viris sustentou Este povo imortal Que não encontra rival, Na trilha que o amor lhe destinou. Belo e forte, na tez cor de ébano, Só lutando se sente feliz. Brasileiro de escol Luta de sol a sol Para o bem de nosso País. Bis Ergue a tocha no alto da glória Quem herói nos combates se fez, Pois que as páginas da História São galardões aos negros de altivez! (Refrão) III Dos Palmares, os feitos históricos São exemplos da eterna lição Que, no solo tupi, Nos legara Zumbi, Sonhando com a libertação. Sendo filhos também da mãe África, Aruanda dos Deuses da Paz. No Brasil, este axé Que nos mantém de pé Vem da força dos Orixás. Bis Ergue a tocha no alto da glória Quem herói nos combates se fez, Pois que as páginas da História São galardões aos negros de altivez! (Refrão) IV Que saibamos guardar estes símbolos De um passado de heróico labor. Todos numa só voz, Bradam nossos avós: Viver é lutar com destemor! Para frente marchamos impávidos Que a vitória nos há de sorrir. Cidadãs, cidadãos, Somos todos irmãos Conquistando o melhor porvir! Bis Ergue a tocha no alto da glória Quem herói nos combates se fez, Pois que as páginas da História São galardões aos negros de altivez! (Refrão)FONTE: www.almg.gov.br

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Edson Cardoso Há 27 anos a militância na questão racial

Edson Cardoso, vida e profissão entregue à militância pela igualdade racial
Há 27 anos a militância na questão racial tem sido prioridade na vida de Edson Lopes Cardoso. Ele nasceu no ano de 1949, em Salvador, cidade que é referência na cultura afro-brasileira. Mas é em Brasília que Edson marca, na história do país, a luta pela igualdade racial.

Brasília - Não, não é apenas aos 31 anos que Edson Cardoso adquire uma consciência negra ou se torna um militante. Desde antes, o estudante Edson já era bastante participativo. "Sempre fui uma pessoa engajada no sentido de estar procurando fazer as coisas e viver numa ditadura. Eu fiz segundo grau num colégio extremamente participante, em 1969, num colégio da Bahia", conta ele. E a consciência não tem data. "Num país que te discrimina, que é racista e que você pertence ao grupo discriminado, você não pode dizer que não tem consciência da opressão. É claro que você tem!", explica.

Mas Edson data de 1980 a sua entrega à militância contra o racismo, quando chega em Brasília e conhece os ativistas do Movimento Negro Unificado (MNU) no Distrito Federal. "Eu trabalhava no CNPq, na Revista Brasileira de Tecnologia e lá eu conheci o Elmodad, que era uma pessoa da comunicação e filiado ao Movimento Negro Unificado aqui no DF", conta. A partir do contato que fez com outros militantes do MNU, Edson foi progressivamente se entregando a essa causa, de forma a se dedicar a ela, ininterruptamente, até hoje. Certa vez, após uma reunião em Brasília, uma militante do MNU, Jacira Silva, perguntou a Edson se ele tinha consciência da importância dele para as outras pessoas. E essa pergunta lhe chamou a atenção. "A partir daí, eu vou tomar consciência de que estudar, ler sobre a história do negro e participar eventualmente de uma reunião ou outra não era suficiente. E que as pessoas à minha volta esperavam de mim uma participação a mais", explica ele.

A vida de Edson mostra bem a diferença que há entre ter consciência de algo e ser militante. "Ter consciência não significa ser militante, não é sinônimo de ser militante. A partir de 1980, eu me disponho a ser um ativista, isso é diferente. Não é tomada de consciência, é decidir-se pela militância, pelo ativismo", explica.

Edson é poeta e também jornalista. Formou-se em Letras e fez mestrado em Comunicação na Universidade de Brasília. Sair do campo da literatura e ir para o jornalismo foi, de certa forma, uma exigência da militância. Editou o jornal Raça & Classe, em 1987, quando trabalhava na Comissão do Negro do Partido dos Trabalhadores, criada por ele mesmo no DF. Depois se desliga do PT e, em 1989, edita o jornal do MNU. Em 1996, Edson cria o Ìrohìn, no qual trabalha até hoje. "A gente consegue, numa primeira fase dele, tirar cinco edições. Ele ficou de 1996 a 1999 com muita dificuldade. E aí nós conseguimos retomar o número seis só em 2004", conta Edson. Ìrohìn significa "notícia", na língua africana iorubá. O jornal, que também tem a versão on line, é alimentado pelo trabalho de jornalistas colaboradores em várias cidades do país.

A militância é pautada não só na divulgação de informações, mas também na formação e na mobilização. Oficinas e palestras são constantes em sua agenda. Edson foi ainda o principal articulador da Marcha Zumbi dos Palmares, em 1995, e da Marcha Zumbi + 10, em 2005. Trabalhar por 12 anos no Congresso Nacional foi outro período importante na militância de Edson. "Eu posso dizer que foi uma contribuição significativa, ou seja, você, como assessor, pode cotidianizar o tema, falar do tema todo o dia, que foi o meu papel", considera Edson, que foi assessor de relações raciais na Câmara e no Senado - foi assessor para relações raciais do senador Paulo Paim (PT-RS), além de trabalhar como chefe de gabinete de deputados negros no Congresso Nacional.

Tudo na vida de Edson está permeado pela militância. Casado com Regina Adani, tem duas filhas, chamadas Ianê e Tana, nomes de origem africana. "Eu vou construir minha família com aspectos relacionados à militância e de algum modo vai ser sempre assim, quer dizer, minhas filhas pequenas foram para encontros, para congressos", conta ele. Edson pretende voltar a Salvador, mas ainda não tem data para isso. Mesmo que Edson deixe Brasília, a sua entrega à militância pela igualdade racial é, como ele mesmo diz, irreversível. Conheça o Jornal Ìrohìn: http://www.irohin.org.br

Por Marília Matias de Oliveira, Especial para o Portal Palmares

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Novo Paradigma da Luta Negra

Estamos passando por um momento de relevante importância no que se refere às possibilidades de acesso do negro ao cenário das discussões de políticas de igualdade racial em nosso país.
Após quinhentos e oito anos, finalmente iniciativas concretas são propostas para corrigir uma dívida social brasileira com o povo negro. A palavra desafio, embora não traduza fielmente a ousadia e o caráter desbravador da iniciativa, é a que mais se aproxima do intento assumido por Zumbi, Xica da Silva, Mandela, Martin Luther King, Abdias do Nascimento, Pixinguinha, Machado de Assis, Aleijadinho, André Rebouças, Cruz de Souza, João Cândido e vários outros heróis que deram início à luta pela valorização do povo negro, para que pudéssemos simplesmente ser percebidos, como parte essencial da formação da sociedade brasileira.
Escravismo. O legado do passado escravista, aliado à omissão histórica do Estado brasileiro em face das desigualdades raciais e étnicas, produziu uma gama de iniqüidades resultantes do racismo, do preconceito e da discriminação racial.
Importante sabermos que de cada dez dias da nossa história, sete foram vividos sob o regime de escravidão. No Brasil temos o segundo maior contingente da população negra do mundo, ficando atrás apenas da Nigéria, somos o país de maior população negra fora da África. Nós que fomos o último país a se livrar da escravidão, ainda temos que em muito avançar na discussão da equidade e ascensão racial.
Diante disso, provoco todos os novos personagens desta história que integram esta grande família afrodescendente, a fazer diferente neste novo ano que se inicia. Chamo a todos a nos organizarmos, a nos capacitarmos, a nos entendermos mais, a vencermos todos os paradigmas de democracia racial e lutar por igualdade de oportunidades construindo novas perspectivas na militância étnico racial para a juventude e para o povo Negro Brasileiro.
Convoco a todos, para sermos juntos protagonistas de um novo país.
Alagoanos, baianos, brasilienses, mineiros, capixabas, mato-grossenses, paulistas, paranaenses, acreanos, amapenses, pernambucanos, goianos, paraenses, enfim, brasileiros irmãos; tenhamos Afroatitudes, na defesa das ações afirmativas, de igualdade de oportunidades e das políticas de promoção da igualdade racial, na luta contra o genocídio da juventude Negra.
Sinto da dificuldade de nos mobilizarmos e nos organizarmos. Após a abolição nós negros sofremos a dura repressão de uma escravidão intelectual, da negligência de nossa cor, de nosso cabelo, de nossa religião, da falta de empoderamento político e esse é o momento de construirmos um novo paradigma, esse é nosso tempo e ninguém irá fazer por nós, como dizia Stive Bico, agora é por nossa conta. Então que o espírito imortal de nossas antepassadas e antepassados, que nosso Deus e nossos Orixás possam nos envolver de ações que possam romper os limites da retórica, das declarações solenes, e passem a serem traduzidas e visualizadas por medidas tangíveis, concretas e articuladas, cabendo a nós a responsabilidade de criarmos e acompanharmos a efetivação e concretização de novas leis. Assim orientaremos nossa história rumo a um futuro justo de gozo pleno de cidadania até então ignorados, cerceados de nossos direitos à dignidade, trabalho, alimento, educação, vida social entre outros.
“Sei que não podemos mudar o começo, mas se quisermos podemos mudar o final”

Rumo a Plenária de Lançamento do Fórum Nacional da Juventude Negra.




Juliano Gonçalves Pereira é Preto, graduando em Educação Física, Diretor do Centro de Restauração e Desenvolvimento Humano para Dependentes de Substâncias Psicoativas Rainha da Paz, Coordenador do projeto Unimontes Afroatitude, Secretário do Tambores dos Montes, membro do Centro Cultural Capoeirando, membro do Conselho Municipal de Juventude, membro do Conselho Municipal de Igualdade Racial, Diretor de Esporte, lazer e Cultura do DCE/Unimontes e Coordenador provisório do Fórum Nacional de Juventude Negra pelo estado de Minas Gerais.

Tudo na vida tem seu ônus. Todas terão que fazer escolhas. Então, é pesar os prós e os contras e seguir em frente. O importante é ter foco e saber o que se quer conquistar.


Juliano Gonçalves Pereira
PAC-Articulador de DEC

juliano.edfisica@yahoo.com.br

CELEBRANDO JOÃOZINHO DA GOMÉIA E A NAÇÃO ANGOLA NO CENTENÁRIO DA UMBANDA

CELEBRANDO JOÃOZINHO DA GOMÉIA E A NAÇÃO ANGOLA NO CENTENÁRIO DA UMBANDA

Falar de candomblé no Brasil é falar da contribuição histórica de um de seus mais famosos filhos, nosso Joãozinho da Goméia, também conhecido como Tata Londirá o Rei do Candomblé, como o Brasil o conheceu. João Alves Torres Filho a quem a história imortalizou como Joãozinho da Goméia, iniciou-se no candomblé pelas mãos de Emanoel Severiano, o Jubiabá em 1930 e em 1934, seu Joãozinho alocou um terreiro no bairro hoje conhecido como Goméia, onde começou sua fantástica trajetória como um dos mais conhecidos e badalados Zeladores de Santo do Brasil.

Joãozinho da Goméia deixou sua marca e tradição por todo país e exterior, são mais de 5.500 filhas (os) de santo iniciados na tradição Goméia, milhares e milhares de netos e bisnetos da tradição. É difícil falar em candomblé no Brasil e não lembrar a Goméia de Seu Joãozinho. A primeira geração de filhos (as) da Goméia vivos têm de 60 a 104 anos. São homens e mulheres cuja vida está intrinsecamente ligada à tradição, que passam os anos a se orgulhar de sua descendência, apesar de todo preconceito e intolerância manifestas contra nossos valores assentados na matriz africana.

O candomblé é memória, conhecimento e tradição. Reconhecer a importância de Joãozinho na nossa história, também é reconhecer sua importância para Minas Gerais, Estado com a maior tradição Banto no Brasil e, consequentemente, onde temos o maior número de descendentes e que mais enraizou os conhecimentos e a tradição de Seu Joãozinho da Goméia.

Estamos realizando o Primeiro Encontro dos descendentes do Rei do Candomblé no Brasil, um homem que viveu e dedicou-se por inteiro à tradição de matriz africana e, portanto deixou ao país um dos maiores legados de resistência. Queremos com este encontro fortalecer nossos laços e nossas ações, homenageando seu Joãozinho e reconhecendo sua importância. Desta forma estaremos apropriando da memória e história de nossa tradição. Este encontro será um grande desafio e um momento ímpar na história do país, pois, como os filhos deste nosso Brasil, somos também diversos e plurais na mesma origem.

O Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro-brasileiro - CENARAB, a Associação Arca Brasileira Jacutá de Iansã e Tata Oluô Gitadê (Sebastião Paulo da Silva), herdeiro dos Atins Religiosos de Joãozinho da Goméia e Líder Espiritual da Goméia/Toluaê, com o patrocínio da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – SEPPIR e da Fundação Cultural Palmares têm o prazer e a honra de abrir as portas da memória coletiva da família de Joãozinho da Goméia e convidá-lo a vir participar conosco, nesta celebração e homenagem a um dos maiores líderes da tradição de matriz africana de nosso país. Entre e com as bênçãos de nossos ancestrais vamos celebrar o passado, viver o presente e pensar o futuro da tradição da Goméia.


PROGRAMÇÃO

19/06 - QUINTA-FEIRA
Manhã e Tarde – Acolhimento das delegações
Recepcionistas e direção do CENARAB
19 Horas – Abertura do Encontro Nacional
Mesa composta por:
Tata Oluô Gitadê, (Sebastião Paulo da Silva), herdeiro dos Atins Religiosos de Joãozinho da Goméia e Líder Espiritual da Goméia/Toluaê
Representante da FCP
Representante da SEPPIR
Representação do CENARAB NACIONAL
Representação da Coordenação Nacional de Entidades Negras – CONEN
Representação da União de Negros pela Igualdade Racial – UNEGRO
Representação do Movimento Negro Unificado – MNU
Representação do Conselho Nacional das Ialorixás e Equedes Negras
Representação do Instituto de Tradição Cultural Afro-brasileiro – INTECAB
Representação da Federação Espírita Umbandista de MG
Representação do Instituto Alaiandê Xirê - BA.
Lideranças Religiosas
Autoridades Nacionais e Locais
Convidados
20 Horas - Celebração da Tradição de Matriz Africana
21 Horas - Show Musical
20/06 –SEXTA-FEIRA
9:00 Horas – Café
09:30 Horas - Mesa 1 – a Importância de Joãozinho da Goméia um ícone da historia do candomblé no Brasil
Palestrantes:
· Iya Cléo de Iansã – Agbeni Xangô do Axé Opó Afonjá – Iya Agã do Ile Baba Adeboulá – Iyalorixá do Ilê Asiwaju ­­– Escritora – Salvador/Bahia
· Representação da SEPPIR
· Representação da Fundação Cultural Palmares
· Ebame Jairo Pereira – Coordenador Nacional do CENARAB
· Ogã Gilberto de Esu - Olosun do Ile Osun Muiwa - Asogba do terreiro Asiwaju
Balogum lesse egun do Asiwaju – Vice-Presidente para a America Latina do World Congress of Orisa Tradition and Culture – São Paulo/SP

Mediadora
· Maria das Graças Sabóia – Coordenadoria Municipal de Assuntos da Comunidade Negra - COMACON/PBH
10:30 Horas - Intervalo - Café
10:45 Horas - Debate
12:30 Horas - Almoço
14:00 Horas – Mesa 2 - Celebrando Joãozinho da Goméia celebrando a tradição

Palestrantes:
· Tata Oluô Gitadê herdeiro dos Atins Religiosos de Joãozinho da Goméia e Líder Espiritual da Goméia/Toluaê
· Babalorixá Manoel do Nascimento Costa (Manoel Papai) – Terreiro Obá Ogunté – Pernambuco/PE
· Ogã Iperi Lodé Luis Austregésilo – Axé Opô Afonjá - Ojé do Axé Babá Adeboulá - Presidente do Instituto Alaiandê Xirê Salvador – BA
· Ebame Nice Evangelista Espíndola (Nice de Iansã) – Casa Branca do Engenho Velho – Secretária Nacional da FENACAB – Salvador/BA
Mediador :
· Oluô Gitai (Taulezu) – Goméia/Toluaê – São Paulo/SP
16 Horas – Intervalo Café
16:30 Horas – Apresentação Cultural Tradição de Angola
17:00 Horas – Integração Ontem e Hoje Ashé Goméia
Facilitadores:
· José Daniel das Neves – Tata Nanguê Lemba (Ogã Zé Daniel) – Goméia – Salvador/BA
· Cláudio Coelho – Tata Orinegançu (Pai Cláudio) – Goméia/Toluaê – São Paulo
· Bale Xangô Luciano Maurício – Ile Asiwaju – Ase Omon Oba Inan – Rio de Janeiro/RJ
Mediador:
· Professor Marcos Cardoso – Bacharel em Filosofia – Mestre em História – Belo Horizonte/MG
18:30 Horas - Jantar
20 Horas – Atividade Cultural
21/06 – SÁBADO
09:00 Horas – Café
09:30 Horas – Mesa 1 – Conhecendo a diáspora de Joãozinho da Goméia
Palestrantes:
· Tata Oluô Gitadê herdeiro dos Atins Religiosos de Joãozinho da Goméia e Líder Espiritual da Goméia/Toluaê
· Tata Walter de Logun – SP
· Professora Joselina da Silva (Jô) – Universidade Federal do Ceará – Juazeiro do Norte/Ceará
· Ojé Lejibé Eurico de Araújo Santos – Alabá do Ile Oluo Asiwaju - Ile Baba Aboula – Itaparica – Salvador/B
Mediadora
· Iya Vanda D’osun – Iyalorisa do Terreiro Ile Iya Mi Osun Muiywa – Otun Ialase do Terreiro Asiwaju – Osun Dum-lesse egun do Asiwaju – São Paulo/SP
10:30 Horas – Café
10:45 – Debate
12:30 Horas – Almoço
14:00 Horas – Espaço da Integração Ontem e Hoje Ashé Goméia - Depoimentos : Eu sei a importância de Joãozinho da Goméia no fortalecimento da Identidade Negra no Brasil
Facilitadores:
· Professor Marcos Cardoso – Bacharel em Filosofia – Mestre em História – Belo Horizonte/MG
· Equede Nirinha de Oxumarê - Ilê Axé Maroialaji – Alaketu – Salvador/BA
· Gano Gilberto Leal – Núcleo Cultural Niger Okan – Bogun – BA
· Jorge Carneiro – Ebame do Ilê Axé Iya Nassô Oka – RJ
· Oluô Ivani dos Santos – Centro de Articulação das Populações Marginalizadas – CEAP – Rio de Janeiro/RJ
16:00 Horas – Intervalo Café
16:15 Horas – Espaço da Integração Ontem e Hoje Ashé Goméia – Depoimentos continuação mesa anterior
18:30 Horas – Jantar
20 Horas - Celebração religiosa Casa de Sessy Itaocy (Reginaldo)
22/06 – DOMINGO
09:00 Horas – Café
09:30 Horas – Mesa – Ser Goméia – um desafio permanente Perspectivas do Futuro da Tradição Goméia
COMPOSIÇÃO DE MESA:
· Professor Marcos Cardoso – Bacharel em Filosofia – Mestre em História – Belo Horizonte/MG
· Professor Carlos Alberto – Coordenação Nacional do CENARAB - BRASÍLIA/DF
· Jorge Carneiro – Ebame do Ilê Axé Iya Nassô Oka – RIO DE JANEIRO/RJ
10:30 Horas – Intervalo Café
10:45 – Horas - Debate
12:30 Horas – Almoço
Encerramento
14:00 Horas – Roda de Caboclo - Sede da Associação da Resistência Afro-brasileira Jacutá de Iansã – Celebrando e encerrando
o Encontro Nacional da Família Gomeiana

terça-feira, 24 de junho de 2008

Jongo é uma manifestação cultural essencialmente rural, diretamente associada à cultura africana no Brasil

Jongo é uma manifestação cultural essencialmente rural, diretamente associada à cultura africana no Brasil e que influi poderosamente na formação do samba carioca em especial a cultura popular brasileira como um todo.
Inserindo-se no âmbito das chamadas “danças de umbigada” (sendo, portanto aparentada com o “semba” ou “masemba” de angola), o Jongo foi trazido para o Brasil por negros bantu, seqüestrados nos antigos reinos de angola e do congo na região compreendida hoje por boa parte do território da república de Angola.
Composto por músicas e danças características, animadas por contendores que se desafiam por meios da improvisação, ali, no momento, com cantigas ou pontos enigmáticos (“amarrados”), o Jongo tem provavelmente, como uma de suas origens mais remotas (pelo menos no que diz respeito à estrutura dos pontos cantados), o tradicional jogo de adivinhas angolano denominado Jinongonongo.
Participam homens e mulheres, mas em sua forma original, restrita aos iniciados ou mais experientes da comunidade.
VALORES
Um valor relacionado a normas éticas e sociais ainda hoje vigentes na sociedade tradicional angolana, baseadas na obediência a um conselho de indivíduos “mais velhos” e no “culto dos ancestrais”.
Dançando e cantando outrora com o acompanhamento de urucungo (arco musical bantu, vulgarmente conhecido hoje como berimbau), viola e pandeiro, além de três tambores cerimônias, utilizados até os nossos dias, chamados de “caxambu”, o maior – que dá nome a manifestação em algumas regiões – “Candongueiro”, o menor e o tambor de fricção “Ngoma-puíta” (que deu origem à cuíca do Samba), o Jongo ainda hoje é bastante praticado em diversas cidades de sua região original: O Vale do Paraíba, na Região Sudeste do Brasil, ao sul do Estado do Estado do Rio de Janeiro e ao Norte do estado de São Paulo.
Entre as diversas cidades que mantêm (ou até recentemente mantiveram) a prática desta manifestação, pode se citar, por exemplo, as localidades na periferia das cidades de Valença, Vassouras, Paraíba do Sul e Barra do Piraí (Rio de janeiro) além de Guaratinguetá e Lagoinha (São Paulo), com reflexos na região dos rios Tietê, Pirapora e Piracicaba, também em São Paulo (onde ocorre manifestação muito semelhante ao jongo conhecida pelo nome de “batuque”) e até em certas localidades no sul de Minas Gerais.
Entre os precursores da implantação do Jongo nesta área se destacaram a ex-escrava Maria Teresa dos Santos e muitos de seus parentes ou aparentados além de diversos vizinhos da comunidade, entre os quais, Mano Elói (Eloy Anthero Dias), Sebastião Mulequinho e Tia Eulália.
A partir de meados da década de 70, no mesmo Morro da Serrinha, o músico percussionista Darcy Monteiro (mais tarde conhecido como “Mestre Darcy”), a partir dos conhecimentos assimilados com sua mãe, a rezadeira Maria Joana Monteiro (discípula de Vó Teresa), passando a se dedicar à difusão das tradições do Jongo da Serrinha.
CANDOMBLÉ (REGIÃO DO NORTE DE MINAS)
Nos séculos XIV e XIX navios negreiros vindos da África desembarcavam no Brasil, trazendo juntamente com os negros toda a sua carga cultural. Os cultos africanos, desconhecidos naquela época pelos colonizadores portugueses, foram considerados como feitiçarias, porém, em média um século pós-abolição da escravatura, a sua concepção foi modificada, tornando-se uma das religiões mais populares no Brasil.
Denominado como candomblé, o culto as divindades africanas é hoje um dos maiores símbolos da resistência da cultura negra no Brasil. A diversificação de “nações” existentes se dá pela representação dos diferentes grupos étnicos provindos da África.
O candomblé Bantu herança das regiões africanas do Congo, Angola, Moçambique e outros, considerada primitiva quando comparada a outras nações como a dos Yorubás, possui atualmente pouca representação e estudos. No norte de Minas Gerais, o Candomblé Bantu se caracteriza pela diversidade de ritos dos Candomblés da Nação Angola. Esta diversificação possivelmente acontece devido à variedade dos precursores dos cultos aos Inkisses (como são denominados os Deuses cultuados pela nação Batu) em solos brasileiros.
FESTA DO ROSÁRIO
Influenciada pela cultura Africana, a Festa do Rosário trata-se de uma manifestação cultural religiosa até hoje realizada no mês de agosto nas ruas das cidades do Norte de Minas Gerais em especial na cidade e de Montes Claros.
Em sua totalidade, a festa é composta pelos catopés - representando os negros, a marujada - representando os portugueses e os caboclinhos - representando os índios. Muita dança e cantos invadem as ruas da cidade através dos três cortejos que reverenciam São Benedito, Divino Espírito Santo e Nossa Senhora. Estes, por sua vez, seguem para frente da Igreja do Rosário, local onde acontece o ponto máximo da festa.
O Fitas – grupo de tradições folclóricas apresenta em seu repertório a Festa do Rosário, sendo esta considerada uma das principais manifestações religiosas do Norte de Minas.
23/06 - 15:51
Capoeira pode virar patrimônio nacional
23/06 - 15:51
Concurso e que influi poderosamente na formação do samba carioca em especial a cultura popular brasileira como um todo.
Inserindo-se no âmbito das chamadas “danças de umbigada” (sendo, portanto aparentada com o “semba” ou “masemba” de angola), o Jongo foi trazido para o Brasil por negros bantu, seqüestrados nos antigos reinos de angola e do congo na região compreendida hoje por boa parte do território da república de Angola.
Composto por músicas e danças características, animadas por contendores que se desafiam por meios da improvisação, ali, no momento, com cantigas ou pontos enigmáticos (“amarrados”), o Jongo tem provavelmente, como uma de suas origens mais remotas (pelo menos no que diz respeito à estrutura dos pontos cantados), o tradicional jogo de adivinhas angolano denominado Jinongonongo.
Participam homens e mulheres, mas em sua forma original, restrita aos iniciados ou mais experientes da comunidade.
VALORES
Um valor relacionado a normas éticas e sociais ainda hoje vigentes na sociedade tradicional angolana, baseadas na obediência a um conselho de indivíduos “mais velhos” e no “culto dos ancestrais”.
Dançando e cantando outrora com o acompanhamento de urucungo (arco musical bantu, vulgarmente conhecido hoje como berimbau), viola e pandeiro, além de três tambores cerimônias, utilizados até os nossos dias, chamados de “caxambu”, o maior – que dá nome a manifestação em algumas regiões – “Candongueiro”, o menor e o tambor de fricção “Ngoma-puíta” (que deu origem à cuíca do Samba), o Jongo ainda hoje é bastante praticado em diversas cidades de sua região original: O Vale do Paraíba, na Região Sudeste do Brasil, ao sul do Estado do Estado do Rio de Janeiro e ao Norte do estado de São Paulo.
Entre as diversas cidades que mantêm (ou até recentemente mantiveram) a prática desta manifestação, pode se citar, por exemplo, as localidades na periferia das cidades de Valença, Vassouras, Paraíba do Sul e Barra do Piraí (Rio de janeiro) além de Guaratinguetá e Lagoinha (São Paulo), com reflexos na região dos rios Tietê, Pirapora e Piracicaba, também em São Paulo (onde ocorre manifestação muito semelhante ao jongo conhecida pelo nome de “batuque”) e até em certas localidades no sul de Minas Gerais.
Entre os precursores da implantação do Jongo nesta área se destacaram a ex-escrava Maria Teresa dos Santos e muitos de seus parentes ou aparentados além de diversos vizinhos da comunidade, entre os quais, Mano Elói (Eloy Anthero Dias), Sebastião Mulequinho e Tia Eulália.
A partir de meados da década de 70, no mesmo Morro da Serrinha, o músico percussionista Darcy Monteiro (mais tarde conhecido como “Mestre Darcy”), a partir dos conhecimentos assimilados com sua mãe, a rezadeira Maria Joana Monteiro (discípula de Vó Teresa), passando a se dedicar à difusão das tradições do Jongo da Serrinha.
CANDOMBLÉ (REGIÃO DO NORTE DE MINAS)
Nos séculos XIV e XIX navios negreiros vindos da África desembarcavam no Brasil, trazendo juntamente com os negros toda a sua carga cultural. Os cultos africanos, desconhecidos naquela época pelos colonizadores portugueses, foram considerados como feitiçarias, porém, em média um século pós-abolição da escravatura, a sua concepção foi modificada, tornando-se uma das religiões mais populares no Brasil.
Denominado como candomblé, o culto as divindades africanas é hoje um dos maiores símbolos da resistência da cultura negra no Brasil. A diversificação de “nações” existentes se dá pela representação dos diferentes grupos étnicos provindos da África.
O candomblé Bantu herança das regiões africanas do Congo, Angola, Moçambique e outros, considerada primitiva quando comparada a outras nações como a dos Yorubás, possui atualmente pouca representação e estudos. No norte de Minas Gerais, o Candomblé Bantu se caracteriza pela diversidade de ritos dos Candomblés da Nação Angola. Esta diversificação possivelmente acontece devido à variedade dos precursores dos cultos aos Inkisses (como são denominados os Deuses cultuados pela nação Batu) em solos brasileiros.
FESTA DO ROSÁRIO
Influenciada pela cultura Africana, a Festa do Rosário trata-se de uma manifestação cultural religiosa até hoje realizada no mês de agosto nas ruas das cidades do Norte de Minas Gerais em especial na cidade e de Montes Claros.
Em sua totalidade, a festa é composta pelos catopés - representando os negros, a marujada - representando os portugueses e os caboclinhos - representando os índios. Muita dança e cantos invadem as ruas da cidade através dos três cortejos que reverenciam São Benedito, Divino Espírito Santo e Nossa Senhora. Estes, por sua vez, seguem para frente da Igreja do Rosário, local onde acontece o ponto máximo da festa.
O Fitas – grupo de tradições folclóricas apresenta em seu repertório a Festa do Rosário, sendo esta considerada uma das principais manifestações religiosas do Norte de Minas.

Capoeira pode virar patrimônio nacional

Capoeira pode virar patrimônio nacional
Da Ascom/Iphan
O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) reúne-se, a partir das 14h30 do dia 15 de julho, no Salão dos Espelhos do Palácio Rio Branco (Praça Tomé de Sousa - Centro), em Salvador, para votar o registro da Capoeira como patrimônio cultural brasileiro.
Também será apreciado o tombamento do Forte Assunção, do Século XVII, que deu nome à cidade de Fortaleza, capital do Ceará, além da proposta de preservação de vários edifícios de valor histórico do Bairro do Comércio, na Cidade Baixa de Salvador.
O registro de patrimônio imaterial também deverá valorizar o ofício dos mestres nesse saber que mistura luta música e dança. Responsáveis pela divulgação desta atividade em mais de 150 países, os mestres terão sua habilidade de ensino reconhecida.
Os capoeiristas vão celebrar o registro de sua arte com um grande evento no Teatro Castro Alves, oferecido pelo Ministério da Cultura, o Iphan e o Governo do Estado. Já estão confirmados apresentação dos baianos do Recôncavo, Maria Bethânia e Roberto Mendes, dos percussionistas Naná Vasconcelos, Wilson Café e Ramiro Musotto, além do mestre capoeirista Lorimbau. A entrada será gratuita e haverá distribuição de ingressos na véspera.
Ainda no Teatro Castro Alves, será aberta a exposição Na roda da capoeira, produzida a partir do inventário realizado entre 2006 e 2007 para o registro deste bem imaterial. São pinturas, esculturas em barro, instrumentos musicais, xilogravuras e folhetos de cordel que retratam o universo da capoeiragem. Na ocasião, também haverá o lançamento do livro, produzido pelo Iphan, Ofício das baianas do acarajé. O material é resultado do processo de registro, em janeiro de 2005, de este outro saber característico da cultura brasileira. 23/06/2008 - 15h51m
Da Ascom/Iphan
O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) reúne-se, a partir das 14h30 do dia 15 de julho, no Salão dos Espelhos do Palácio Rio Branco (Praça Tomé de Sousa - Centro), em Salvador, para votar o registro da Capoeira como patrimônio cultural brasileiro.
Também será apreciado o tombamento do Forte Assunção, do Século XVII, que deu nome à cidade de Fortaleza, capital do Ceará, além da proposta de preservação de vários edifícios de valor histórico do Bairro do Comércio, na Cidade Baixa de Salvador.
O registro de patrimônio imaterial também deverá valorizar o ofício dos mestres nesse saber que mistura luta música e dança. Responsáveis pela divulgação desta atividade em mais de 150 países, os mestres terão sua habilidade de ensino reconhecida.
Os capoeiristas vão celebrar o registro de sua arte com um grande evento no Teatro Castro Alves, oferecido pelo Ministério da Cultura, o Iphan e o Governo do Estado. Já estão confirmados apresentação dos baianos do Recôncavo, Maria Bethânia e Roberto Mendes, dos percussionistas Naná Vasconcelos, Wilson Café e Ramiro Musotto, além do mestre capoeirista Lorimbau. A entrada será gratuita e haverá distribuição de ingressos na véspera.
Ainda no Teatro Castro Alves, será aberta a exposição Na roda da capoeira, produzida a partir do inventário realizado entre 2006 e 2007 para o registro deste bem imaterial. São pinturas, esculturas em barro, instrumentos musicais, xilogravuras e folhetos de cordel que retratam o universo da capoeiragem. Na ocasião, também haverá o lançamento do livro, produzido pelo Iphan, Ofício das baianas do acarajé. O material é resultado do processo de registro, em janeiro de 2005, de este outro saber característico da cultura brasileira.

O sucesso da Noite da Beleza Negra

O sucesso da Noite da Beleza Negra
Mais uma vez conquistamos uma estrela em nossa vitoriosa carreira no colunismo social. Na última sexta, com o apoio de Hilário Bispo (Grupo Consciência Negra Tambores dos Montes) e Vera Nice (Brexó), realizamos no glorioso salão de festas do Automóvel Clube de Montes Claros, a 1ª Noite da Beleza Negra. A festa, repleta de atrações foi um verdadeiro espetáculo com animação da consagrada Alice Entreportes e banda que fervilhou a pista.
Também entregamos o diploma Tamborim de Ouro 2008 aos melhores do carnaval. Finalizando, realizamos um belo desfile com abertura apoteótica, homenageando a beleza negra, o carnaval e o futebol. Posteriormente, elegemos a Miss e Mister Beleza Negra de Moc.
O resultado premiou Bruna Michele, na categoria de Miss, seguida por Gláucia Lopes, em 2º lugar e Laiane de Sá em 3º. Na categoria de Mister Beleza Negra, Patrick Ferreira conquistou o 1º lugar, Paulo André ocupou a segunda colocação e Arlen Santos o 3º lugar. Confira nesta edição a cobertura fotográfica de Fabyo Alves.

domingo, 15 de junho de 2008

BELEZA NEGRA AGITA O AC DIA 20

BELEZA NEGRA AGITA O AC DIA 20
Todas as atenções da nossa sociedade estão voltadas para a grande Noite da Beleza Negra. A super festa produzida por JJ com o apoio do grupo Consciência Negra Tamboris dos Montes, presidido por Hilário Bispo, agitará o salão nobre de festas do glorioso Automóvel Clube de Montes Claros às 22h30 do próximo dia 20, sexta-feira.
A atração musical será Alice Entreportes e banda, famosa cantora que encantou o ex-presidente JK com sua bela voz. No repertório, o melhor do samba, boleros e forró. Também teremos uma homenagem a 20 destaques do carnaval com o diploma Tamborim de Ouro aos melhores da folia em Montes Claros, região e alguns nomes do carnaval carioca.
Completando esta noite tipicamente brasileira, mas com toque afro teremos um belíssimo desfile para eleger a Miss e Mister Beleza Negra de Moc.
As reservas para esta promoção moderna e diferenciada podem ser feitas pelo 32216084 no AC ou 9155-3222. Também teremos à venda de convites individuais, porém limitados.

Estrela do Norte
Toda beleza de Gilvânia Trindade,uma das candidatas ao título de Beleza Negra dia 20, no AC

· CONTRA O PRECONCEITO – Assumo sem nenhum problema e fico feliz de ser consagrado como o repórter social mais popular de Moc. Sou um colunista inclusivo e que procura agregar os valores da nossa sociedade independente de cor, sexo, raça e classe social. Ano passado, realizamos com sucesso o Oscar dos Bairros, festa que voltaremos a realizar neste ano. De uma coisa não abrimos mão: a qualidade! Quem for ao AC dia 20, verá um espetáculo de primeira na Noite da Beleza Negra. Já dizia Joãozinho 30: “O povo gosta é de luxo!”
· SAMBA, LUXO E BELEZA – Além de desfilarem com luxuosos vestidos de gala, nossas candidatas ao título de embaixatriz da beleza negra irão sambar na passarela com luxuosas fantasias do carnaval carioca, como acontece nos concursos Miss Brasil TUR e Miss Brasil Globo. A festa da Beleza Negra, dia 20 no AC, promete!
· PRODUÇÃO E APOIO – Nossos amigos Hilário Bispo, Brexó, Vera Loyola, Cinara Dreide, Fábyo (fotógrafo), Fatinha Colares, Coró Brabosa e Liege Rocha, nos dando o total apoio neste projeto de festa diferenciada. Por ter muitas atrações, a Festa da Beleza Negra terá seu tempo com roteiro rigoroso e agilidade para que não ocorram atrasos. Sem contar que também contratamos uma banda de repertório variado e de qualidade, comandada pela bela voz de Alice Entreportes, que vai fervilhar a pista do AC.
· DANÇANTE DO AC – Considerado o melhor projeto musical do interior mineiro, a Quinta Dançante do AC já recebeu personalidades de peso da política mineira e vários secretários do governo Aécio Neves. Nesta quinta, às 22h30, o presidente Coró Barbosa apresenta o talentoso artista mineiro João Carlos, o Fera de Minas. No repertório o melhor do forró, sertanejo, românticas e anos 60. Convites a preços acessíveis.
· EXPOMONTES 2008 - Nesta sexta, a partir das 21horas, a Sociedade Rural de Montes Claros mais uma vez recebe a imprensa, agências, marketeiros e convidados para o coquetel de lançamento da Expomontes 2008. Vale destacar o valoroso trabalho do presidente daquela entidade, Alexandre Viana e de toda a sua diretoria.

O candidato ao título de Mister Beleza Negra, Paulo André
Com JJ, as candidatas ao título de Beleza Negra, Jeane Cristinae Gláucia Lopes com Hilário Bispo presidente dos Tambores dos Montes
Com o presidente do AC, Coró Barbosa, as belas candidatas:Layane Bezera, Jeane Cristina e Gláucia Lopes

terça-feira, 10 de junho de 2008

A Identidade da Raça

A Identidade da Raça
A cultura negra marca sobremaneira a cultura brasileira. Seus traços estão na nossa forma de falar, de nos portarmos, em nossos rostos, em nossa comida, música e dança. A história do Brasil é indissociável da influência dos povos africanos que foram trazidos para cá e que participaram ativamente da construção econômica e social de nosso país. Contudo, a participação dos negros ainda é muito reduzida dentro das esferas de decisão do poder público, nas universidades e em cargos de direção de grandes empresas. Situação que se agrava conforme o gênero, a idade e a classe social dos indivíduos.
O documentário “Raça”, da série Juventude de Atitude, produzida pela Associação Imagem Comunitária com o apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, aborda a questão do negro na perspectiva de três entidades juvenis que atuam na valorização da identidade afro-brasileira em Belo Horizonte: a ONG Humbiumbi, o grupo de mulheres Negras Ativas e a Associação Cultural Odum Orixás.
Humbiumbi é o nome de um pássaro angolano que usa o seu canto para conclamar pássaros de outras espécies para segui-lo em seu vôo. Cada vez mais alto e juntos, sempre. A ONG nasceu da proposta de promover a troca cultural entre brasileiros e angolanos, aproximando os dois povos. Atualmente, ela está localizada no Buritis e trabalha com jovens da região centro-oeste da capital, realizando projetos de comunicação, artes, saúde, acompanhamento familiar, educação e participação comunitária. Além disso, a instituição busca envolver diversos segmentos da comunidade e fazer de seu centro cultural um espaço de convivência e de expressão genuína da população dos bairros de periferia da região.
O grupo Negras Ativas foi criado em 2003 por um grupo de amigas, ativistas do movimento negro. O coletivo, formado por mulheres jovens e negras, atua com o objetivo de promover a inclusão e o reconhecimento da mulher na arena do debate político, cultural, familiar e social, afirmando seu espaço criativo e expressivo na construção de uma sociedade mais plural, pautada no respeito aos direitos de mulheres e homens. A diversidade, o respeito mútuo e a liberdade de expressão são propostos como os principais instrumentos de transformação das relações de gênero. Além disso, as integrantes do Negras Ativas também formam um grupo de rap, cujas letras denunciam o machismo e a opressão contra as mulheres.
A Associação Cultural Odum Orixás, por sua vez, também tem na cultura o principal mote para promover a reflexão sobre a trajetória do povo negro e as produções de matrizes africanas no contexto de Minas Gerais. Com um forte viés político, a Associação nasceu na década de 70, como um balé folclórico de jovens negros. Desde então, o grupo vem expandindo sua atuação para além da coreografia e da dança, envolvendo também iniciativas de formação, geração de renda e mobilização comunitária. Entre uma oficina e outra, o trabalho da ONG é marcado por discussões relacionadas ao resgate e à valorização das manifestações culturais afro-brasileiras, principalmente na perspectiva da juventude.
Identidade e Diversidade
Na atuação das três entidades, a questão da afirmação da identidade negra evidencia-se como uma das principais questões. Quer seja de um indivíduo ou de um grupo, a identidade é constituída na interação com o outro e corresponde aos elementos que organizam os significados acerca de nós mesmos. Assim, é no universo das interações simbólicas que estes grupos atuam. Ao valorizar as raízes da cultura negra, essas entidades criam condições para que as pessoas se afirmem e se reconheçam como importantes atores sócio-culturais, abrindo caminhos para novas conquistas.
Valéria da Silva, da Humbiumbi, afirma que as pessoas têm dificuldade para reconhecer as suas próprias raízes e, com isso, de se conhecerem melhor e de se aceitarem. Segundo ela, é fundamental “mostrar para a pessoa que ela é importante e que ela é capaz de transformar o meio em que está inserida”.
Adilson Sabará, da Associação Cultural Odum Orixás, alerta sobre o perigo da segmentação. De acordo com ele, “o negro, ou quem atua na defesa das questões da identidade afro-brasileira, não deve se fechar para as outras coisas do mundo, para as outras oportunidades e referências”. Segundo ele, a questão não é impor algo, mas criar espaços para que os diferentes grupos possam se respeitar. Cássia Donato, do Negras Ativas, confirma essa idéia ao destacar que a igualdade racial tem que ser buscada através de uma compreensão maior de união. Ela recorda, ainda, que mesmo o movimento negro não é algo uníssono, “um desafio e um caminho que estão sendo traçados é trabalhar dentro dos próprios movimentos a questão das diferenças, da pluralidade”. A busca e a afirmação da identidade negra tem como objetivo criar espaços de referência, de reconhecimento e de auto-conhecimento de cada um. Mas, antes de tudo, é importante que se tenha em mente que nenhuma cultura é melhor do que a outra. Ou, nas palavras de Adilson Sabará, é preciso levar em consideração que “são cores diferentes, mas de uma única raça, a humana.”
O documentário “Raça” tera foi lançado no dia 12 de julho de 2007,centro cutural da UFMG.
Às 18:00 e 20:00hs

sábado, 31 de maio de 2008

RELATÓRIO/ FECAN /2008


A sociedade brasileira emerge de um período de três séculos de escravidão. O Brasil foi o último país das Américas a abolir o trabalho escravo e só o fez quando o número de escravizados já não muito significativo.Possuímos uma forte herança colonial, herdando do regime escravocrata características e práticas autoritárias. A sociedade foi formada sob bases que se caracterizam pela ausência de valores igualitários.Vivemos mais de cinco séculos, convivendo com a iniqüidade e a injustiça. A 3ª edição do festival de cultura e arte negra FECAN em Montes Claros foi mais um momento de fortalecimento da cultura negra, tão marcante em nossa sociedade.
OBJETIVO
O FECAN,apresentou várias nuances da cultura negra como forma de resgate dos ideais de libertação dos afro-brasileros, fizemos uma reflexão sobre as condições dos negros e negras, devido a sua herança histórico-cultural e liberdade tão violada e que deixou seqüelas marcantes que permanecem até hoje.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Mantivemos viva a memória e a cultura dos negros e negras brasileiros, e seu ideal de liberdade,e que sempre lutarão por uma sociedade mais justa.Divulgamos o 13 de Maio nas escolas, universidades e facudades, bem, como o dia nacional da luta contra o racismo no Brasil.Resgatamos e divulgamos a cultura negra; e algumas de suas formas de arte e criatividade;Damos visibilidades as organizações do Movimento Social Negro do Norte de Minas e Vale do Jequitinhonha.
A META PRINCIPAL
Conscientizamos a sociedade da importância dos elementos da cultura dos afro-descendentes na formação cultural, política, econômica e social da sociedade brasileira.
JUSTIFICATIVA.
O tema da 3ª edição do FECAN, foram os quilombos.Os Quilombos foram as experiências mais rica de organização dos negros e negras das américas.. Nos Quilombos, as terras e o fruto do trabalho eram de todos. O excedente da produção era vendido ou trocado por bens necessários a toda a coletividade.Mas foi no Quilombo dos Palmares, na serra da Barriga, no atual estado de alagoas, que os homens e mulheres negras escreveram as mais belas paginas de luta de libertação na América. Palmares desenvolveu lutas de grande envergadura derrotando as tropas portuguesas e holandesas, manchando com sangue a sua historia.O colonialismo português organizou um exercito com mais de 9 mil homens sob o comando do Bandeirante domingos Jorge Velho para destruir Palmares.Com Palmares destruído, Zumbi foi assassinado no dia 20 de Novembro de 1695. Zumbi tornou-se um símbolo vivo para gerações futuras como exemplo de luta e amor a liberdade. Por essa razão justificarão a 3ª edição do FECAN,com o lema “ O despertar da Consciência” “ Do Cafundó ao Palmares”.O FECAN, aconteceu em Montes Claros nos dias 10 à 18 de Maio de 2008, onde fizemos uma reflexão dos 120 anos de libertação dos escravos brasileiros. Realizaamos dentro do FECAN, O 1ºEncontro de Negras e Negros do Norte de Minas e Vale do Jequitinhonha, 13 de Maio de 2008, onde discutimos um Projeto Político do Povo Negro Para o Pais. Dentro do FECAN, tivemos oficinas: Dança Afro, Break, Percussão, Graffiti, Artes Plásticas, Penteados e Tranças AfroTrabalhamos a lei 11.645,que obriga o estudo da cultura africana nas disciplinas de : Historia, literatura e artes no ensino fundamental e médio da rede Municipal, Estadual e Particular. O publico alvo, crianças, adolescentes, jovens, professores, estudantes, pesquisadores, em todas as atividades tivemos uma atenção especial as crianças.Atingimos mais de 30 cidades que estiverão representadas pelos seus Secretários, em especial os de: Ação Social, Educação e Cultura.As fotos das atividades do FECAN estão no ORKUT fecan_culturaeartenegra@yahoo.com.br acesse é divulgue.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

O Governo Federal, em parceria com Estados e Municípios



O Governo Federal, em parceria com Estados e Municípios, está
desenvolvendo o Programa Agenda Social Quilombola com o objetivo de
promover a igualdade racial e superar as desigualdades raciais e sociais
em nosso país. O programa visa levar serviços básicos à população
residentes em quilombos nas diversas regiões do Brasil.

Atender as necessidades da população quilombola é viabilizar o acesso a
terra, saúde, educação, recuperação ambiental e assistência social, entre
outros, a homens e mulheres guardiões da memória e cultura da população
negra em nosso país.

Neste sentido, a Assembléia Legislativa de Minas Gerais convida V.sa. a
participar da cerimônia de lançamento do Programa Agenda Social Quilombola
no dia 21 de maio de 2008, às 9:00, na Assembléia Legislativa de Minas
Gerais. À Rua Rodrigues Caldas, Nº30, Bairro Santo Agostinho, Belo
Horizonte, MG



Agenda Social Quilombola será lançada este mês em oito estados

Em novembro do ano passado a SEPPIR, a partir de uma ação articulada do
Governo Federal, apresentou um plano de consolidação e ampliação do
Programa Brasil Quilombola. A síntese desse plano é a Agenda Social
Quilombola, que tem a previsão de mais de R$ 2 bilhões de reais até 2011.
Inicialmente terão prioridade os estados da Bahia, Maranhão, Minas Gerais,
Pará, Pernambuco, Piauí, São Paulo e Rio Grande do Sul por concentrarem o
maior número de comunidades no país. O lançamento da agenda nestes estados
acontece ainda este mês.
O primeiro lançamento ocorreu em Minas Gerais no dia 21 de maio,
quarta-feira, às 9h, no Teatro da Assembléia Legislativa (Rua Rodrigues
Caldas, 30 - Santo Agostinho - Belo Horizonte - MG).
A SEPPIR - em articulação com a Casa Civil, Ministério da Educação,
Fundação Nacional de Saúde, Ministério do Desenvolvimento Agrário e
Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome FUNASA, MDA, MDS -
já iniciou o processo de execução orçamentário atreves de celebração de
convênios com municípios dos estados prioritários. "Até o dia 10 de junho
faremos reuniões regionais, aproveitando a articulação e estruturação do
Programa Territórios da Cidadania para reunir gestores municipais e
comunidades quilombolas com o objetivo de instituir os comitês estaduais
do PBQ, sensibilizar e instruir gestores sobre o acesso aos recursos
previstos na agenda, bem como a construção dos projetos e a garantia do
controle social", afirma o subsecretário de Políticas para Comunidades
Tradicionais (Subcom/ SEPPIR), Alexandro Reis.
Além dessa articulação, a SEPPIR já firmou parceria com o Ministério da
Integração Nacional a fim de realizar obras de recuperação e proteção
ambiental que beneficiarão mais de 50 comunidades que vivem nas margens do
Rio São Francisco. Essa parceria envolve mais de dez milhões de reais até
2010. "Vamos iniciar este o projeto de alfabetização quilombola que
atenderá mais de 3000 pessoas a partir de ações articuladas que envolve o
MEC, Petrobras e a Eletronorte. Também começaremos a construção dos
Centros de Referências das Comunidades Quilombolas, iniciativa que
envolverá mais de oito milhões de reais e beneficiará mais de 150 famílias
que terão um espaço definitivo de lazer e de desenvolvimento das
manifestações culturais da comunidade", argumenta Alexandro Reis.
O que é a Agenda - O esforço para combater o racismo e a discriminação
racial mobiliza vários setores governamentais e da sociedade civil. Com a
convicção de que esta política inovadora precisa ser ampliada, o Governo
Federal - sob a coordenação da SEPPIR e da Casa Civil - criou a Agenda
Social Quilombola para melhorar as condições de vida e garantir o acesso
aos direitos da cidadania a homens, mulheres, crianças e adultos
quilombolas.
As chamadas comunidades remanescentes de quilombos existem em praticamente
todos os estados brasileiros. A Fundação Cultural Palmares, do Ministério
da Cultura, reconhece a existência de mais de 700 dessas comunidades. De
acordo com outras fontes, no entanto, o número total de comunidades
remanescentes de quilombos pode ultrapassar três mil.
A garantia do acesso à terra, relacionada à identidade étnica como
condição essencial para a preservação dessas comunidades, tornou-se uma
forma de compensar a injustiça histórica cometida contra a população negra
no Brasil, aliando dignidade social à preservação do patrimônio cultural
brasileiro - tanto seus bens materiais quanto imateriais. Portanto,
alterar as condições de vida nas comunidades remanescentes de quilombos
por meio da regularização da posse da terra, estimular o desenvolvimento e
apoiar suas associações representativas são objetivos estratégicos que
visam ao desenvolvimento sustentável, com garantia de que os seus direitos
sejam elaborados e também implementados.
As metas e os recursos dessa iniciativa envolvem 14 órgãos federais e
estão baseadas num conjunto de projetos e ações voltados a 1.739
comunidades quilombolas - localizadas em 22 estados, 330 municípios e 128
territórios rurais.

terça-feira, 20 de maio de 2008

I Seminário de Políticas de Promoção da Igualdade Racial

I Seminário de Políticas de Promoção da Igualdade Racial



2008,120 anos da Abolição da Escravidão no Brasil. De 13 de maio de 1888 a 9 de outubro de 2002, data da aprovação da lei de cotas na UERJ, transcorreram mais de 114 anos sem que existisse, neste país, uma única política pública em benefício da população negra. Nesta Casa tramitam diversas propostas de políticas públicas de superação das desigualdades raciais que são contribuições efetivas para alterar um quadro já bastante diagnosticado pelo IBGE, Ipea e centros universitários de pesquisa.São indicadores sociais e econômicos que revelam o acesso desigual dos afro-descendentes ao mercado de trabalho, às oportunidades educacionais, à habitação, à saúde, ao Poder Judiciário e à terra. Os 120 anos da Lei Áurea são uma motivação para que possamos nos debruçar sobre a realidade de uma população cujo esforço físico e os atributos intelectuais foram decisivos para o desenvolvimento da nação.O I Seminário de Políticas de Promoção da Igualdade Racial se realizará no Auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, nos dias 7 e 8 de maio. O evento será realizado pelas Comissões de Legislação Participativa, Direitos Humanos e Minorias, com o apoio da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, da Frente Parlamentar em Defesa da Igualdade Racial, do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, do Conselho de Defesa do Negro do DF, do Centro de Convivência Negra da Universidade de Brasília e da Associação Nacional dos Advogados afro-descendentes e congregará parlamentares de diferentes partidos, pesquisadores e profissionais da Carreira Jurídica, acadêmicos e representantes de organizações do movimento social negro para uma ampla reflexão e avaliação de políticas públicas que conduzam efetivamente à sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos que consta do preâmbulo de nossa Constituição.

NÃO PODEMOS MOS CALAR DIANTE DESTA VIOLÊNCIA DO APARELHO REPRESSOR DO ESTADO BURGUÊS.

NÃO PODEMOS MOS CALAR DIANTE DESTA VIOLÊNCIA DO APARELHO REPRESSOR DO ESTADO BURGUÊS.
Carta aberta à sociedade brasileira e internacional.Em repúdio à violência policial:“Reaja ou será morto! Reaja ou será morta!”Pela liberdade de manifestação da juventude negra.Nos dias 05 e 06 de maio aconteceu em São Bernardo do Campo o Encontro Regional de Juventude Negra do ABC, preparatório para o Encontro Estadual e o Encontro Nacional de Juventude Negra (ENJUNE).O evento foi aberto com o Ato Público em Repúdio ao Genocídio da Juventude Negra, como parte da campanha “Reaja ou será morto! Reaja ou será morta!”, que já é impulsionada há dois anos na Bahia. Nossas principais bandeiras no ato foram: contra a redução da maioridade penal, contra a violência policial que tem a juventude negra como principal alvo e por emprego para a população negra.Para a realização do ato, informamos a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), mas tivemos que alterar nosso trajeto já que a Igreja da Matriz não aceitou nossa solicitação, feita com antecedência, para que o encerramento do ato acontecesse na Praça da Matriz – local utilizado historicamente para as manifestações públicas da região do ABC.Quando chegamos a uma rua menos movimentada, o carro de som (que foi cedido pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC) foi parado pela polícia militar, que arrancou alguns dos nossos cartazes e exigiu que o ato fosse encerrado naquele momento. Quando os manifestantes já estavam na calçada, a polícia levou quatro manifestantes ao 1º Distrito Policial de São Bernardo sem dizer por qual motivo. Quando Mara do Hip Hop, uma das manifestantes, perguntou ao policial por qual motivo tinha que ir para a delegacia, o policial disse que se ela não fosse, ele a arrastaria pelos cabelos. Na delegacia foi registrado Boletim de Ocorrência contra Gilson Negão e Mara do Hip Hop, por “desacato”.Durante as várias horas que ficamos em frente à delegacia aguardando a liberação dos quatro manifestantes (Eduardo, militante do coletivo Rosas Negra de Mauá; Gilson Negão, assessor do deputado federal Vicentinho; Luciana do coletivo de resgate afro-indígena Quilomboca de Ribeirão Pires; e Mara do Hip Hop, da Corrente Operária do PSOL e da Casa de Cultura e Política do ABC), recebemos a solidariedade ativa de parlamentares, organizações, militantes e estudantes. Estiveram no local: o deputado federal Vicentinho, Paulo Dias do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, MNU - Movimento Negro Unificado, Melão da Comissão de Fábrica da Volkswagen, Anderson Mangolin do PSOL, Espaço Socialista, Liga Estratégia Revolucionária, Projeto Meninos e Meninas de Rua, Coletivo Rosas Negra, Posse Kilombagem, Coletivo Quilomboca, Posse Hausa, Corrente Operária do PSOL, Casa de Cultura e Política do ABC, Movimento Tendência Sindical Classista e Socialista, CEUPES-USP (centro acadêmico de ciências sociais), estudantes que estão ocupando a reitoria da USP (contra os ataques do governo Serra à educação), DCE-USP, CMP-SP, Núcleo Cultural Força Ativa , Centro Acadêmico de Ciências Sociais da PUC, Juventude e Revolução e um militante do PSTU. Recebemos ainda a solidariedade dos deputados estaduais José Cândido (PT), Raul Marcelo (PSOL) e da vereadora Elzinha (PT) de Ribeirão Pires.No estado de São Paulo está explícita a linha dura do governo de José Serra com uma repressão policial brutal. Somente nesse fim de semana, além do que aconteceu no ABC, vimos a repressão policial na Favela da Bela Vista, na zona norte de São Paulo, e na Praça da Sé, durante o show do Racionais (momento da Virada Cultural em que havia maior concentração de jovens negros) com bombas e cassetetes. Seguimos denunciando a violência policial que tem a juventude negra como o principal alvo.Nenhuma punição aos manifestantes do ato do dia 05!Basta de violência policial contra a juventude negra!Contra a criminalização do movimento negro!REAJA OU SERÁ MORTO! REAJA OU SERÁ MORTA!Assinam:Fórum de Juventude Negra do ABC, Comissão de Combate ao Racismo do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Coletivo Rosas Negra, Posse Hausa, Coletivo de Resgate Afro-Indígena Quilomboca, Posse Kilombagem, Corrente Operária do PSOL, Casa de Cultura e Política do ABC, Organização Manos de Paz, Liga Estratégia Revolucionária, Movimento negro Unificado - MNU.____________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ ________ENJUNE ABC- UMA PRÉVIA DO QUE ESTÁ POR VIR...Nosso Pré ENJUNE aqui no ABC tomou proporções que para muitos servirá de reafirmação que o estado brasileiro, através de seus mecanismo de repressão, não aceitaram da nossa parte, do povo negro, da juventude negra, uma reação a violência racial, o medo se espalha no sentido de que mais pessoas se despertem dessa anestesia racista que faz com que muitos ainda não enxerguem que esse genocídio que vem acontecendo nas periferias tem objetivos específicos e tem ligação direta com a nossa característica étnico / racial. Essa é a segunda vez que invadimos as ruas de São Bernardo do Campo pára Denunciar o Racismo! Em 97 Fomos 300 jovens na mesma avenida, pautar as demandas da juventude Negra. 10 anos depois, Um numero menor de pessoas mais com uma demanda racista muito mais genocida para denunciar e combater, viabilizamos uma sena que se repete no resto do país. Onde quer que se junte negros e negras, seja em suas manifestações culturais, seja em manifestação legitimas, estaremos sujeitos ao enfrentamento ao estado que manda seus cães de guarda para espancar, inibir e demonstrar seu ódio racial e sua indignação a qualquer levante que o povo negro fizer. O pior desse processo todo onde vivenciamos nesse ultimo sábado 5/5/2007 e ver a argumentação da parte da policia que se sentiu “OFENDIDA” por ter sido chamada de racista. Talvez a corporação precisa acompanhar mais suas próprias ações e rever o que as estatísticas nacionais e regionais apontam. Quem tem o direito de estar ofendido e reagir a violência racial SOMOS NÓS que chegamos a ser 70% de seu explicito genocídio. Não bastando, esse estado nos nega o básico para o desenvolvimento de nosso povo como trabalho, saúde, moradia, etc. Vende uma falsa idéia de “planejamento familiar” mais que no fim das contas prevê uma esterilização das mulheres negras em longa escala e em plena idade fértil, diminui a maioridade penal hoje para 16, e amanhã só Deus sabe mais em breve já nasceremos enjaulados se é que nos darão o direito de nascer, Facilitam na cara larga a chegada das drogas e armas nas favelas colocando mais lenha nesse caldeirão desigual objetivando com isso desenvolver justificativas para suas ações genocidas. Apesar de tudo isso, ainda não nos dão o direito de nos manifestar e ficam “indignados” com as acusações!!! Me poupe... ESSE ESTADO SÓ SERVE PARA PROTEGER NÃO NEGROS! Se são brancos nas ruas para protestar o que for, eles fazem escolta... Pra preto/preta a política é BORACHADA e cadeia. Mais para a infelicidade dos grupos racistas desse país estaremos cada vez mais nas ruas denunciando o racismo e suas manifestações discriminatórias e preconceituosas! Lamento Informar que isso não fará com que nós deixemos de REAGIR A VIOLENCIA RACIAL POR TODOS OS MEIOS NECESSÁRIOS! Salve salve Gilson Negão, Mara, Eduardo rosa, Marquinhos, Neia, Ketu, Vicente, Deivison, Weber, O Fórum de Juventude Negra do ABC que se constituiu no Pré Enjune ABC e as organizações pretas que estão constantemente na luta! Tamo junto e misturado!Nossa cara é ir pras ruas! Utilizando da oralidade que a ancestralidade africana nos ensina para polarizar a denuncia ao racismo aonde quer que nosso povo estiver.É desse jeito!Honerê Al-amin OadqPosse Hausa - minha familia, minha base!MNU De onde sou centralizado politicamente!ENJUNE Uma reposta coletiva a violência racial!Segue texto de Hamilton WalêReaja ou Será Mort@Uma Campanha para Além da ConjunturaNada Mudou, vamos lutar!“Criaram no Brasil o Delito de Ser Negro”.Abdias do NascimentoOntem em São Bernardo do Campo, São Paulo os jovens, Negros e Negras que articulam e organizam o Iº Encontro Nacional da Juventude Negra foram alvo da brutalidade policial, do racismo do Estado Brasileiro, do neo-colonialismo tacanho das elites intelectuais que ficam acomodadas em sua manutenção de privilégios nos centros acadêmicos e nos editorias de jornais enquanto os órgãos de repressão nos atacam numa franca guerra aberta contra os pretos e pretas.Os pretos e pretas de São Bernardo do Campo e toda região do ABCD em São Paulo ousaram reagir fora do roteiro estabelecido pelos brancos. Sem a boa educação exigida aos pretos acomodados que lotam as salas ventiladas onde preparam nosso abate e onde esses traidores falam manso e baixinho.Os Pretos e Pretas do ABCD em São Bernardo do Campo saíram às ruas enfurecidos para lutar contra a violência , a brutalidade e o genocídio que nos acomete e foram acusados pelos policiais de fazerem “apologia contra a policia”.Vejam bem: eles falavam para a sociedade , na frente de uma polícia que mata, que a polícia mata e foram presos e presas.... se nós não reagirmos nacionalmente eles e elas podem ser mortos.Há 2 anos, nós do Movimento Negro Unificado de Salvador, chamamos uma reunião com mais de 18 representações do Movimento Negro e comunitário locais e fomos atendidos em nossa proposta de lançarmos uma Campanha contra o Racismo, contra o Sexismo, contra a homofobia e pela vida. E gritamos nas ruas como os Jovens de São Bernardo Reaja ou Será Morto, Reaja ou Será Morta.Como os jovens de São Bernardo fomos perseguidos pelos órgãos repressivos, fomos acusados de desacato e por pensarmos com autonomia e exigir nosso protagonismo negro nessa campanha, excluindo de sua coordenação os partidos políticos com sua bandeiras e sua tática de nos desqualificar e dividir, de nos menosprezar e dirigir e no final nos oferecer tudo pela metade.Fomos acusados de não ampliar o movimento, de não termos diplomacia, de não captarmos o volume necessário de recursos, de não nos tornarmos ONG, fomos acusados de má educação, de radicalismo e de só denunciar e de não apresentarmos propostas.Somos Movimento Negro Unificado e para nós tudo isso soa como elogio, pois o que queremos é uma outra sociedade, uma outra política e uma a outra alternativa de luta como nos mostraram os jovens negros e negras de São Bernardo, os mesmos que nos exigem uma postura cada vez mais dura contra o racismo sem concessão alguma. Se nada Mudou vamos lutar!!O Estado brasileiro mantém em vigência uma política de segurança pública que conserva a mesma tradição republicana racista de criminalização do Povo Negro. Nossa epiderme continua sendo "a prova do crime". A celeridade utilizada pelos setores racistas no Congresso Nacional para aprovarem a redução da maioridade penal na CCJ do senado demonstra a disposição destes setores em ratificarem seus propósitos mais radicais,na defesa da elite branca brasileira,aproveit ando-se de um clima de comoção nacional ,em função da utilização sensacionalista de alguns fatos que na prática revelam flashes de uma realidade que é cotidiana para nossa gente.E os Jovens de São Bernardo sabem disso!!!Nada mudou na conjuntura político racial nesses mais de 35 anos de luta direta do Movimento Negro e dois anos de enfretamento e denúncia dessa Campanha Pela Vida, contra o Racismo, o Sexismo e a Homofobia.Na Bahia mudou a política de governo, mas a brutalidade, o extermínio e a arrogância racista do Estado tem uma continuidade univitelina, faces da mesma moeda que o racismo faz circular no revezamento do poder dos brancos. Mesmo sendo maioria no estado não ocupamos nem um terço dos postos de comando. Esse poder que nos mata há cinco séculos tem a mesma origem no colonialismo que pretende aprisionar nossos espíritos e nos tirar de combate. Exigem de nós uma paciência que não temos, querem nos impor um silêncio enquanto nos matam como se fossemos baratas.Começamos o ano de 2007 nas ruas, tomando a iniciativa de lutar pela preservação de nossas vidas, mais de 250 pessoas mortas pela polícia ou com a tolerância da policia, a maioria negra. São dados de uma guerra que denunciamos em 2005 quando morreram 631 pessoas de janeiro a setembro daquele ano.Nada mudou, vamos lutar!!!Para que os números não se repitam, ou multipliquem- se, como é o que parece obvio, enquanto o comando da policia militar diz que um policial pisar a cabeça de um jovem negro era uma exceção, o Governador dizer que “não via ali Racismo algum”. Não foi exceção para o Jovem Aspirante da Marinha, Edivandro Pereira, morto por uma guarnição da Polícia Militar que deveria protegê-lo. Não foi a exceção para Clodoaldo Souza, 22 anos, morto com nove tiros frente à incapacidade do Estado em nos proteger. É bom lembrar que esse jovem era militante do Movimento Hip Hop e suas músicas tratavam diretamente da brutalidade policial.A invasão de uma comunidade negra, por forças policias que chegaram para extorquir, roubar, invadir, torturar. Quadrilhas oficiais em busca do dinheiro que caiu do céu de Maracangalha tendo como método o terrorismo cotidiano de Estado.A situação atual de C.A. única testemunha da Matança de Nova Brasília que ceifou a vida de Clodoaldo Souza, ante um compromisso não cumprido do Governo, que amarga uma peregrinação trágica pelos hospitais racistas da Bahia como grande parte de jovens negros vítimas de traumas por armas de fogo.Nada mudou, vamos lutar!!!O cenário nacional é desesperador. Nunca se viu tanta disposição das forças conservadoras e racistas para aprovar pacotes de medidas para nos empurrar cada vez mais para fora da sociedade lotando as prisões numa lógica (in)disfarçada de criminalização da população negra, com a colaboração direta da grande imprensa que tem pautado o medo e o terror como artifício para nossa destruição.A redução racista da Maioridade Penal deverá ser combatida sob o risco de se aprovarem leis que fariam de Hitler um humanista face ao controle e o desrespeito às vidas humanas.Na redução racista da maioridade penal para 16 anos está flagrante o projeto das elites brancas de nos eliminar, de enfraquecer nossas comunidades. Da Mesma forma a criminalização da população negra faz lotar os presídios com leis cada vez mais brutais que violam a dignidade e o direito humano. A violência até hoje vivida por nós negros é um caso explícito de saúde pública. Estamos sendo mortos por causas evitáveis e por omissão. Não há dúvidas, uma vez que os dados mostram que homens negros em idade produtiva tem morrido mais por causas externas e, portanto, evitáveis. Entre elas vítimas de Projétil de Arma de Fogo (PAF), morrendo mais que homens e mulheres brancos. No ano de 2004, na cidade de Salvador, segundo o Sistema de Informações sobre Mortalidade, sistema que agrega as informações sobre mortalidade do país, 1.501 pessoas negras tiveram óbito por causas externas na cidade de Salvador, enquanto que 92 pessoas brancas tiveram a mesma causa mortis. Os dados de mortalidade materna no Brasil revelam que mulheres negras morrem mais por doenças relacionadas a gestação e ao parto que mulheres brancas, ou seja, também por causas evitáveis. Isto também revela a face da falta de acesso da população negra aos serviços de saúde. Nem de posse destes dados o Estado toma medidas no sentido de reverter este crescente quadro. Ao invés disto o Estado busca medidas que vão contra os preceitos de saúde estabelecidos na Carta de Ottawa (1986) do qual o Brasil é signatário, que considera que na saúde reside o maior recurso para o desenvolvimento social e dentre estes destaca a paz, ou seja, a redução da violência, e a justiça social como recursos fundamentais para o desenvolvimento social. As várias formas de violência que temos sofrido, como exclusão, falta de acesso aos serviços, falta de políticas públicas equânimes e o racismo institucional reforçam sim uma política pública de extermínio da população negra. E foi contra isso que os jovens de São Bernardo se levantaram ai reside seu desacato.A redução racista da maioridade penal é mais um golpe contra a população negra: em se tratando de saúde seria o mesmo que matar a população adulta para que futuramente não haja necessidade investimento no tratamento de doenças, uma vez que o Estado não é capaz de investir na educação e prevenção de agravos evitáveis à saúde.Por isso estamos nas ruas. Para Reagir, para lutar para dar as mãos a quem de fato quer uma outra sociedade. Uma sociedade justa e com igualdade.Honerê Oadq, Mara do Hip Hop, Catiara, Jaqueline, Eduardo Rosa nós estamos na mesma trincheira. Dia 17 voltaremos às ruas, cheios de fé, cheios de esperança na luta como a que tem inspirado os jovens e as jovens do ABCD em São Bernardo do Campo.Hamilton Borges Walê. Reaja ou será Morto, Reaja ou Será Morta. Movimento Negro Unificado.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

AFRO-POETHÓRIAS NO MÊS DA ABOLIÇÃO

AFRO-POETHÓRIAS NO MÊS DA ABOLIÇÃO
O ancestral e o contemporâneo, a poesia e a história dialogam no novo espetáculo
de dança afro-brasileira e samba da Companhia Primitiva de Arte Negra.


Nos dias 19 e 20 de maio no Teatro Marília, a Companhia Primitiva de Arte Negra nas comemorações do mês da abolição apresenta seu novo espetáculo poético-histórico, intitulado "Afro-Poethória". O trabalho lança um olhar sobre ritmos populares do povo brasileiro e suas representações histórico-poético-culturais através diversos dançarinos, músicos e cantores. A direção é do coreógrafo João Bosco.

O roteiro do espetáculo tem duração de uma hora, é composto por três atos e 12 coreografias, embaladas por trilha sonora original, de autoria de Lena Santos, também bailarina da Companhia. As músicas em ritmo de afoxé, congado, ijexá e samba, abordam temas políticos como a questão racial, da terra, do feminino e da resistência negra.
O samba será representado por sua resistência belo-horizontina, o compositor da velha guarda, o Mestre Conga, que no alto de seus 80 anos de idade vem trazer, através da interpretação das músicas "Vozes da África" e "Lágrimas Sentidas", uma reflexão sobre a origem africana e a dura realidade dos moradores dos aglomerados urbanos.
As canções são interpretadas por movimentos ancestrais, espontâneos e técnicas de improviso, gerando coreografias de alto teor expressivo. O cenário de criação coletiva, é composto por deslumbrantes painéis de paisagens naturais e o figurino, primitivista, é de amarrações.


A COMPANHIA PRIMITIVA DE ARTE NEGRA
Uma das linhas de atuação da Associação Cultural Eu Sou Angoleiro, a Companhia Primitiva de Arte Negra, dirigida por Mestre João Angoleiro (também mestre do grupo Eu Sou Angoleiro de Capoeira Angola) há mais de 20 anos vêm contribuindo com a construção da dança afro-brasileira em Belo Horizonte, através de pesquisa, prática, e formação de atores-dançarinos étnicos. O saldo social é a interação dinâmica de comunidade-cultura-escola, onde mais de 15 educadores sociais e 100 alunos em diversas frentes de trabalho de Belo Horizonte, têm, através da dança afro, contato direto com a cultura popular e sua origem ancestral.

NGUNZO SEMPRE!

Ngunzo Sempre!Nos dias 23 a 25/05/08 em Lagoa Santa (MG) na Gruta da Lapinha. Associação Cultural Eu Sou Angoleiro e a Irmandade Atores da Pandega promovem o V Encontro. Aguardamos todos.23 a 25/05/08 Lapinha Museu Vivo no Mês daAbolição: V Encontro de Cultura de RaizLapinha Museu Vivo no Mês da Abolição: V Encontro de Cultura de Raiz, promovido pela Associação Cultural Eu Sou Angoleiro (Acesa). Neste ano o evento será realizado entre os dias 23 a 25 de maio, na Gruta da Lapinha, Igreja Nossa Senhora do Rosário e praça central da cidade de Lagoa Santa, em Minas Gerais.O Lapinha Museu Vivo é realizado, desde 2003, pela Acesa, por meio de seu núcleo Irmandade Atores da Pândega, e em parceria com a Prefeitura Municipal de Lagoa Santa. São três dias de práticas culturais gratuitas, com aulas de capoeira angola, teatro, percussão, dança afro e educação ambiental, para crianças e jovens de escolas públicas de Lagoa Santa, associações comunitárias ligadas a estes alunos e público em geral. Os últimos quatro anos de evento é a comprovação do sucesso de mobilização social, público, formação ambiental e repercussão cultural das manifestações de matrizes africana. Com mais de 300 agentes sociais envolvidos em sua produção/execuçã o, e um público médio de 1200 pessoas por edição, o Lapinha Museu Vivo propõe o contato das novas gerações com a ancestralidade de sua cultura e história. Trata-se, portanto, de um verdadeiro instrumento de acesso, vivência e valorização do patrimônio imaterial - das tradições culturais de raiz como a capoeira angola, os reinados, o congado, o candombe, a dança-afro; incluindo a valorização do patrimônio material arqueológico- ambiental da Gruta da Lapinha.O Lapinha Museu Vivo tem proporcionado ainda a troca de experiências geradas a partir da presença de grandes mestres de tradição oral. Ele tem trazido para Minas Gerias grandes nomes da Capoeira Angola, como os baianos e alunos diretos de Mestre Pastinha, Gildo Alfinete e Boca Rica (representantes da Associação Brasileira de Capoeira Angola) e João Pequeno (Academia João Pequeno de Pastinha, guardião da Capoeira Angola neste século), para trocar conhecimento com outros mestres de Minas, tanto da Capoeira Angola quanto de outras manifestações culturais do Estado, como dona Mercês, do Candombe do Açude, e dona Isabel, Rainha Conga de Minas Gerais, dos Reinados de Nossa Senhora do Rosário do bairro Concórdia e da Lapinha. O Lapinha Museu Vivo valoriza esses mestres pela grandiosa contribuição que eles têm dado à cultura do país, e garante que essas contribuições não se percam por falta de divulgação.

RECHEIO PARA BIJU DE GUINÉ

RECHEIO PARA BIJU

- FRANGO
- GOIABADA COM QUEIJO
- DOCE DE CÔCO
- CARNE SECA
- BRIGADEIRO E
- QUEIJO

domingo, 18 de maio de 2008

Culinária africana feita no III FECAN 2008

RECEITA , FRANGO A LIMÃO (CAFRIELA)INGREDIENTES:1 frango inteiro, 6 limões, 2 colheres de margarina,10 dentes de alho, cebola, folha de louro e pimenta.Tempere o frang, deixe-o escorrer por 2 horas e cozinhe sem água. Não deixe secar muiito e reserve o caldo. O frango poder ser assado no forno ou na grelha (brasa)Sirva com arroz branco e bom apetite

culinária de Guiné ( Africa )

PEIXE A GUINÉ

Curimatá (ou peixe de escama grande)
- Tire o couro do peixe e reserve com um pouco de sal.
- Para o recheio, cozinhe o peixe temperado com alho, cebola, pimenta. Após cozizdo
- Tire toda a espinha.
- Pegue a carne do peixe e misture com ovo e azeite de oliva e prepare uma massa

RECHEIO

Pegue o couro reservado com a massa da carne do peixe junte à massa da carne do peixe, costure e frite.

PEIXE AO MOLHO DE AMEDOIN

1 peixe p/ cozinhar (limpe-o e passe na água quente)
* temprere com cebola, alho, sal, pimenta do reino, folha de louro, limão, margarina, (óleo ou azeite)
* Deixe-o curtir no tempeiro por 30 minutos e cozinhe sem água
MOLHO
* PREPARE O MOLHO COM AMEDOIN TORRADO OU MOÍDO
3 copos de água, extrato de tomate, repolho, pimenta do reino, cumim, sal, alho. Deixe-o cozinhar até engrossar (mexendo sempre)
*Após o cozimento, misture-o com o caldo de amedoin e deixe ferver por 5 minutos.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Cacá ex Prefeita de Araçuai Abre O Enconto!


Cacá Abre O 1º Encontro de Negras e Negros
A palestra de Maria do Carmo Ferreira da Silva - Cacá Gerente de Projeto FIPIR-Fórum Intergovernamental de Políticas de Igualdade Racial Assessora para Assuntos Federativos/SASF Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - SEPPIR - Presidência da República ; http://www.planalto.gov.br/seppir/fipir/fipirapres.htmAbre O 1º Encontro de Negras e Negros do Norte de Minas e Vale do Jequitinhonha, que acontecerá dentro da 3ª edição do FECAN ; Cacá irá falar das políticas do Governo Federal para as comunidades tradicionais de quilombos e de religiões de matriz africana, pois essas ações ainda não são de conhecimento dos governos municípais pois o município que aderir as políticas aumenta a sua arrecadação:na saude, educação e assistência social ;esse encontro será de muita importância para informar aos municipios dos recursos do Governo Federal a ser aplicados nas políticas de ações afirmativas. Com o tema: os quilombos do Brasil , de Palmares à Cafundô. Os Quilombos foram as experiências mais rica de organização dos negros e negras das américas. Nos Quilombos, as terras e o fruto do trabalho eram de todos. O excedente da produção era vendido ou trocado por bens necessários a toda a coletividade. Mas foi no Quilombo dos Palmares, na serra da Barriga, no atual estado de alagoas, que os homens e mulheres negras escreveram as mais belas paginas de luta de libertação na América. Palmares desenvolveu lutas de grande envergadura derrotando as tropas portuguesas e holandesas, manchando com sangue a sua historia. O colonialismo português organizou um exercito com mais de 9 mil homens sob o comando do Bandeirante domingos Jorge Velho para destruir Palmares. Com Palmares destruído, Zumbi foi assassinado no dia 20 de Novembro de 1695. Zumbi tornou-se um símbolo vivo para gerações futuras como exemplo de luta e amor a liberdade. Por essa razão justifica-se a 3ª edição do fecan fazendo um resgate dos quilombos do Brasil com o lema " O despertar da Consciência" " Do Cafundó ao Palmares". O FECAN, de10 a 18 de Maio de 2008, onde vamos refletir os 120 anos de libertação dos escravos brasileiros, o 13 de maio hoje é visto como o dia nacional de luta contra o racismo; o FECAN é uma ação organizada do MOVIMENTO SOCIAL NEGRO DO NORTE DE MINAS E VALE DO JEQUINTINHONHA, com o objetivo de construir um projeto politico é cultural para as negras e negros dessa região tão esquecida do estado, com apóio das seguintes instituições pois elas prestam serviços relevantes aos municipios Vamos realizar dentro das atividades do fecan ; O 1º Congresso dos Negros e Negras do Norte de Minas e vale do Jequitinhonha dia 13 de Maio de 2008,em Montes Claros MG ; com propósito de construirmos um Projeto Político do Povo Negro Para o Pais; além do debate politico vamos ter dentro do FECAN : Oficinas: Dança afro, Break, Percussão, Graffite , Artes plásticas e Penteado Concursos: Break e Beleza negra. Temos como proposta trabalhar a lei 10.639 pois ela obriga o estudo da cultura africana nas disciplinas de : Historia, literatura e artes no ensino fundamental e médio da rede Municipal, Estadual e Particular. Publico alvo, crianças, adolescentes, jovens, professores, estudantes, pesquisadores, em todas as atividades vamos dar uma atenção especial as crianças. Esperamos atingir em percentuais 70% da população do Norte do Estado, que conta com uma população de mis de 1200,000,00 de pessoas de acordo com dados do próprio governo.12 a 18EXPOSIÇÃO DOS TRABALHOS CONFECCIONADOS NAS OFICINASCENTRO CULTURAL DR. HERMES DE PAULODE 08.Hs às 22hsDIA10 Abertura às 9.30hs Praça Dr Carlos.10 hs Oficinas: Tranças Afro/ Penteado (Praça Dr Carlos), 9hs Artes Plásticas (SESC ) 9hs Percussão Casa do Tambor.Dia 11 de 9hs às 13hs-Oficinas: Tranças Afro/ Penteado ( Praça da Matriz)09 às 17hs-Artes Plásticas( SESC )09 às 12hs-Percussão( Casa do Tambor)Dia 12 Show que Abolição?Grupo Capoeirando/ Centro Cultural às 19hs. 13- Lançamento do Fórum Nacional da Juventude Negra às 8hs no SESC.Às 9hs, abertura do 1º Congresso de Negras e Negros do Norte de Minas e Vale do Jequintinhonha, com sete mesas temáticas: Comunidade quilombolas, As religiões de matriz africana, Diálogos: educação e diversidade cultural, Saúde da população negra, Políticas afirmativas, Juventude negra como ator social na Republica, Mulher Negra: construindo um projeto político para o Brasil13- Show TAMBOR DE CRIOULO,com BIOLLA e LUCIANO de JESUS, Centro Cultural, 20hs. 14-Oficinas, de Break e Dança Afro, Núcleo de Dança Luciano de Jesus, de 9hs às 12hs e das 14hs às 17hs. 15-Oficinas: de Break e Dança Afro,Núcleo de Dança Luciano de Jesus, de 9hs às 12hs e das 14hs às 17hs. 16-Oficinas, de Break e Dança Afro Núcleo de Dança Luciano de Jesus, de 9hs às 12hs e das 14hs às 17hs. 16-Concurso, Beleza Negra/ SESC 19hs. 17-Oficinas de,Graffíte(9hs às 12hs) e Culinária Africana( 8hs às 15hs )Caic Américo Souto. 18-Concurso de Break/ 14hs Caic Américo Souto, Show encerramento, Messias e convidados, 17hs. FECAN 2008 Têm como parceiros: AMAMS,AVAMS,PREFEITURA DE MONTES CLAROS,UNIMONTES,SESC-MG.REALIZAÇÃO: CERCAN, TAMBORES DOS MONTES, GRUCON, DCE-UNIMONTES, ASSOCIAÇÃO UMBANDISTA DO NORTE DE MINAS, UNEGRO, CAPOEIRANDO, CONEN, FCRCN, CULTURA HIP HO
Conheça o passo a passo do caminho para titulação das terras quilombolas:http://www.cpisp.org.br/terras/html/comosetitula_caminho.htmlConfira os textos:•Decreto 4.887/2003http://www.cpisp.org.br/htm/leis/fed14.htm•Parecer contrário ao projeto de Decreto Legislativo Nº 44 de 2007, de autoria de Walter Claudius Rothenburg, Procurador Regional da República.http://www.cpisp.org.br/acoes/pdf/_artigos/ ParecerContrarioDecreto44_WalterClaudiusRothenburg.pdf•Nota contra as mudanças na IN Incra 20/2005http://www.koinonia.org.br/oq/noticias_detalhes.asp?cod_noticia=3784&tit=Notícias•Dossiê Imprensa Antiquilombola - Koinonia PresençaEcumênica e Serviçohttp://www.koinonia.org.br/oq/dossies_detalhes.asp?cod_dossie=2.
QUILOMBOS
Quilombolas: direitos ameaçados
O governo federal não vem adotando uma posição de firme defesa dos direitos quilombolas frente às ameaças vindas da imprensa e dos setores conservadores.Ao contrário, decidiu alterar instrução normativa do Incra que detalha procedimentos para identificação e titulação das terras quilombolas.

ENTREVISTA
Tonho Matéria, inspiração na força de Besouro Mangangá
Nascido e criado no bairro de Pau Miúdo, em Salvador, Bahia, Tonho Matéria conquistou a fama graças a sua trajetória no cenário musical e na defesa da capoeira.
DESTAQUES
Estatuto da Igualdade Racial
Conheça os dois projetos de Estatuto da Iguadade Racial e o texto da lei que institui o Estatuto no Distrito Federal


Homenagem ao poeta Aimé Césaire (1913-2008) .
Por Maria de Lourdes Teodoro


Hamilton Borges escreve sobre o assassinato de Diego de Jesus Sampaio, 17 anos, em Salvador.
Jornal Ìrohìn é tema de mestrado da USP.


Leia artigo da Dep. Janete Rocha Pietá (PT-SP) sobre promoção da igualdade.

Andréia Beatriz Santos escreve sobre racismo na Medicina.

domingo, 4 de maio de 2008

120 ANOS DE ABOLIÇÃO?



30 ANOS DE MNU-MOVIMENTO NEGRO UNIFICADOPor: Reginaldo Bispo.No rol das muitas comemorações de datas históricas em 2008, destacam-se os 200 anos da chegada da família real portuguesa no Brasil em março; os 120 anos da abolição da escravatura, em maio; e um fato histórico contemporâneo: OS 30 ANOS DA CRIAÇÃO DO MNU, em julho próximo.Se chegada da família real marca a fundação do estado brasileiro e a introdução aqui dos elementos da cultura clássica européia: o luxo e a ostentação, também trouxe valores pouco recomendáveis, como os bacanais, a ociosidade, a preguiça, o desprezo pelo trabalho e o acirramento da exploração escravista.O processo da abolição não se deveu a boa vontade da família real, de D.João, dos Pedros I e II, nem tampouco da Dna. Izabel. Ao contrário, a família real foi a responsável por seu atraso, uma vez que, além de proprietários, financiavam o comércio escravista, fazendo do Brasil, o ultimo pais a abolir a escravidão.A lei sexagenária, liberou os proprietários de arcar com os custos de assistir o negro que conseguisse sobreviver aos maltratos e a fúria animalesca dos proprietários. Um negro que sobrevivesse a violência desse tratamento, após os 60 anos, era incapaz de sobreviver por seus próprios meios. Era libertado, pois, para morrer a mingua, liberando o patrão do ônus.A lei do ventre livre de 1871, outra farsa, colocava sob a tutela do estado a criança nascida livre, ou permanecia sob o mando do escravista, proprietário da mãe, que o explorava até os 18 anos.A Abolição, de 13 de maio de 1888, foi resultado das pressões internacionais, principalmente da Inglaterra, empenhada em conquistar novos mercados consumidores para o excedente da sua produção industrial, e as revoltas populares e dos negros que pipocavam em todo o território brasileiro, e que após a guerra do Paraguai e a vitória dos negros contra os escravocratas franceses no Haiti, tornaram-se um pesadelo para as elites escravista de nossa terra. Nestes 120 anos, pouco mudou nas relações sócio-econômico-culturais no Brasil. Os grilhões foram substituídos por um instrumento ideológico muito mais eficiente: o Racismo! Que através de mecanismos econômicos, culturais, institucionais e legais, impõem os espaços que são permitidos aos negros, preservando os melhores espaços para os brancos.Os castigos corporais, foram substituídos por perseguição, prisões e a eliminação física de jovens negros por orgãos de segurança dos governos, a policia, em todo o país.O racismo segregou os espaços de moradia, de educação, de consumo, através da monopolização dos melhores postos de trabalho e salário pelos euro-descendentes.Na sociedade, na política, o prestígio e os privilégios, advem da capacidade individual ou coletiva, de possuir-se algum poder econômico, ou ter padrinhos, o que não foi permitido aos negros neste século mais um quinto.O MNU-MOVIMENTO NEGRO UNIFICADO, surgiu em 07 de julho de 1978, com ato público em frente ao Teatro Municipal de São Paulo, em protesto contra as manifestações de racismo: O Assassinato de Robson Silveira da Luz, por policiais, dentro do distrito de Guaianazes - Capital, e a segregação de atletas negros, cestobolistas, do Clube de regatas Tietê, também na Capital-SP, por diretores, que os impediam de entrar na piscina do clube.O 07 de julho, foi um marco e dia de Gloria para os negros de SP e do Brasil, em plena ditadura militar, milhares de negros desafiam a repressão, e vão para a praça pública gritar em uníssono, o que estava engasgado na garganta de todo um povo, desde a ilegalidade da frente negra em 1937, pela ditadura do estado novo, desde o golpe militar que calou o Teatro experimental do Negro, de Abdias do Nascimento, em 1964: NÃO TOLERAREMOS MAIS O RACISMO E OS RACISTAS!!!; DE AGORA EM DIANTE OS RACISTAS NÃO DORMIRÃO MAIS EM PAZ!!!; ESTAREMOS ORGANIZADOS E VIGILANTES NA LUTA CONTRA O RACISMO!!! E assim tem sido, nestes 30 anos. Novas organizações surgiram, avanços e conquistas ocorreram, mas, praticamente todos beberam e se inspiraram nos Programa de Ação do MNU, nas bandeiras e nas lutas travadas por nossa organização.O MNU esteve lutas e manifestações contra o regime de aparthaid da África do Sul, pela derrubada da ditadura e por eleições livres no Brasil, no Fora Collor, na Construção da CUT, na Constituinte emplacando bandeiras pelo reconhecimento das terras quilombolas, pela inclusão da história do negro nos currículos escolares, e racismo como crime inafiançável.O MNU foi tema de artigos, teses e livros. Foi perseguido pela repressão e por governos ditos “democráticos”, com detenção, é o caso de Neninho do Obaluaiê, que por sua militância, mofou 14 anos na penitenciária de SP; com demissões de militantes sindicais: Miltom Barbosa, do Metro-SP; Reginaldo Bispo, da Unicamp-Campinas, por governos do PSDB/PMDB. Colecionamos nossos mártires: militantes nossos foram perseguidos, presos e mortos, pela policia e grupos de extermínio.Militantes do MNU, em salvador, vem recebendo ameaças de morte, devido a Campanha REAJA OU SERA MORTO OU SERÁ MORTA, do MNU e outras entidades negras de Salvador. A recente acusação de um alto funcionário da secretaria de segurança, de que o MNU “SERIA UMA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA” pela defesa que faz, naquele estado, contra a matança de jovens negros e por melhores condições aos encarcerados nas prisões públicas da Bahia, que mais lembram navios negreiros, pelo proporção de negros e pela condições fétidas e anti-humanas com que são tratados, nos dão uma idéia de como os carlistas ainda comandam o governo da BA. Será responsabilidade do governo petista de Jaqques Wagner, se algo vier ocorrer com aqueles irmãos e irmãs. Este ano é especial, muitas manifestações e comemorações serão realizadas em todo o país. Ao reavivamos esta história, renovamos nosso compromisso e disposição para seguir lutando, de forma independente, contra o racismo, em defesa de um Brasil melhor, onde negros e negras exerçam seus direitos inalienáveis de liberdade e cidadania, conscientes e organizados, construindo o CONNEB-Congresso Nacional de Negras e Negros do Brasil e o Projeto Político do Povo Negro para o Brasil, inclusivo e justo, onde os 50% da população, nós e nossas futuras gerações ocupemos os espaços que nos pertencem de direito.-VIVA O CONNEB!-CONSTRUIR PROJETO POLITICO DO POVO NEGRO PARA O BRASIL!-LONGA VIDA AO MOVIMENTO NEGRO UNIFICADO!-Parabéns aos companheiros do MNU, são os votos do Grupo de Consciência NegraTambores dos Montes.