Movimento dos Pescadores, Pescadoras e Quilombolas – Regional Recôncavo
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
COMUNIDADE QUILOMBOLA RIO DOS MACACOS DA BAHIA PODERÁ SER DESPEJADA DO SEU TERRITÓRIO
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Atriz vai processar policiais por abuso de autoridade
o impeça de enxergar um Ser Humano..."
"Não deixe que as grades do cárcere...
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Sem Maçonaria, não teria havido a Abolição.
Por Carlos Nobre
Após a morte em 24 de agosto de 1882 do advogado negro Luiz Pinto da Gama, em São Paulo - cujo sepultamento fora acompanhado por cerca de 3 mil pessoas numa cidade que, na época, tinha 46 mil habitantes - o promotor de justiça e depois juiz Antônio Bento, formado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco de São Paulo, jurou diante do túmulo de Gama em continuar sua obra abolicionista
Para tal empreitada, ele organizou uma sociedade secreta chamada "Os Cai fazes", cujos membros eram recrutados em todas as camadas sociais e nas três principais lojas maçônicas de São Paulo: " América", " Piratininga" e " Amizade".
Essa sociedade retirava a força das fazendas paulistas os escravos e os encaminhava para o Quilombo de Jabaquara, em Santos, ou então para quilombos do Rio de Janeiro (Castellani: 1998).
Já o enterro de José do Patrocínio, jornalista mulato, morto em 30 de janeiro de 1905, contou com um roteiro previamente traçado pelos líderes abolicionistas, para que diversos oradores se revezassem em discursos de louvação ao morto ilustre em determinados lugares da cidade - como a Praça Tiradentes, Campo de Santana, por exemplo -, até chegar ao Cemitério do Caju, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro ( Junior: 1969).
Patrocínio, nos anos 1880 do século XIX, se tornara a face popular/militante do movimento abolicionista, travando lutas ideológicas intermináveis com os representantes das elites escravocratas. Era uma mistura de Espartaco com Desmoulins (Nabuco: 1999).
Sua figura pública também expressava a articulação nacional/internacional do movimento abolicionista, que, desde dos anos 1920 do século XIX, vinha ganhando espaço/corpo na opinião pública nacional ( Albuquerque: 1970).
Embora sintetizasse o símbolo do pensador estrutural do movimento abolicionista, o engenheiro mulato André Rebouças, no entanto, não teve um sepultamento grandioso como os de Gama e Patrocínio, pois, morrera, no exílio, em Funchal, na Ilha da Madeira, Portugal, em 9 de maio de 1898, e seu corpo chegara dias depois ao Rio de Janeiro ( Santos: 1985).
No entanto, seus amigos e a direção da então Escola Politécnica, no Largo de São Francisco, no Rio de Janeiro, da qual fora aluno, professor e pioneiro em introduzir novas cadeiras de engenharia civil, prestaram-lhe homenagens que se estenderam até o século XX.
Na verdade, ele era um ícone para demais abolicionistas, pois, com sua rara inteligência, era uma espécie de civilizador do século XIX, segundo o historiador José Murilo de Carvalho, na orelha da obra de Maria Alice Rezende Carvalho, onde ele estuda a trajetória de Rebouças (Carvalho: 1998).
Outros dois negros também se destacaram nas lutas sociais do início do século XIX. O primeiro deles é o médico e advogado Francisco Barbosa Gê Acayaba Montezuma, que chegou a ser a maior autoridade maçônica do seu tempo, pois, fora, Grande Comendador Soberano do Supremo Conselho do Grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito, organismo que ele trouxe da Bélgica e que disciplinou a maçonaria brasileira ainda ascendente no Brasil.
Em 17 de maio de 1865, Acayaba, o Visconde de Jequitinhonha, apresentou no Senado vários projetos de extinção gradual da escravidão. Entre os quais, se destacam: ao fim de 10 anos dali em diante, seria concedida liberdade para escravos maiores de 15 anos e ao fim de 15 anos liberdade para os demais, com a cláusula segundo a qual os senhores de escravos seriam indenizados pelo fim do trabalho escravo. Era proposta conciliatória, bem peculiar dos liberais da época, onde não queriam desagradar aos senhores de escravos nem se assemelharem com refinados escravocratas.
Conservador e " caramuru " ( partidário de Dom Pedro I no período das regências) , Montezuma chegou a ser ministro de estado duas vezes e fundou a Ordem dos Advogados do Brasil e Instituto Histórico Geográfico do Brasil ( Aslan: 1973).
Consta ainda que Montezuma fora o primeiro integrante do governo de Dom Pedro I a se posicionar contra a escravidão no Brasil, segundo o Barão do Rio Branco, também maçom, e autor do lei do ventre livre.
Trajetória não menos surpreendente pertence a outro mulato, o livreiro Francisco de Paula Brito, descobridor do talento de Machado de Assis e editor do primeiro romance no Brasil, o " O Filho do Pescador" ( 1843), de outro mulato, o escritor cabo friense Antônio Gonçalves Teixeira e Souza.
De origem humilde, Paula Brito, que nasceu liberto, fora um dos primeiros tipógrafos brasileiro da Corte, cujo mercado, na época, era monopolizado pelas tipografias francesas Nacional, Ogier e Plancher. ( Lima: 2004).
Ao lado de sua tipografia, na Praça Tiradentes, num clube criado e intitulado por ele de "Sociedade Petalógica", se reunia a nata da literatura brasileira da época que tornara o local o centro da vida literária da Corte ( Azevedo:1998).
Paula Brito foi um dos primeiros afrodescendentes a participar dos debates raciais no início do século XIX ao lançar, em 1833, o jornal " O Homem de Cor", num momento de surto nativista, onde os brasileiros procuravam valorizar suas origens étnicas em relação aos colonizadores portugueses.
Na época, em livrarias, bares, lojas comerciais, ruas e praças da Corte discutia-se a identidade racial brasileira em contraponto a cor europeia, e a imprensa fora um campo privilegiado onde esse debate se visibilizou.
Havia uma mídia negra, digamos, assim, que repercutia a discussão racial através de jornais com títulos bem sugestivos, tais como " O Crioulinho", " O Crioulo", "O Brasileiro Pardo" e outros ( Lima: 2004).
Um traço marca a trajetória de todos estes cinco homens do século XIX: todos eram maçons em Lojas cariocas e paulistas, e levaram para dentro da ordem maçônica a luta contra o escravismo.
Também entre eles figurava o maestro mulato Carlos Gomes, autor da ópera o " O escravo", também maçom, só que sem a militância dos demais.
A maçonaria incorporou as propostas abolicionistas e a e o fim do trabalho escravo entrou na ordem do dia de diversas lojas, provocando contradições e discussões complicadas sobre o negro e sua perspectiva de liberdade na sociedade brasileira.
Neste sentido, Gama, Patrocínio, Rebouças, Montezuma e Paula Brito, talvez tenham sido os afrodescendentes que mais se destacaram numa sociedade antagônica a eles, naquele período, pois, eram homens com personalidades-alma complexas: embora nascidos livres, sentiam dores internas profundas ao verem a totalidade dos negros fazendo os serviços mais pesados e humilhantes da sociedade brasileira. Para eles, a liberdade do escravo entrou na ordem do dia de suas ações políticas.
Enquanto os demais negros estavam atados a correntes, eles, os maçons negros, podiam ter escravos e ascenderem naquela sociedade, pois, estavam articulados com instâncias superiores do poder que facultavam a eles uma certa ascensão em meio a negregada sem direitos.
Mesmo por isso, eles fundamentaram suas vidas em defesa da liberdade escrava, pois, sabiam, que, naquela forma de organização da sociedade, estava contra as novas tendências de sociedade - principalmente o capitalismo, que implicava um novo sistema, ou seja, a venda da mão-de-obra no mercado de trabalho.
Diante destas apresentações políticos-estratégicas, perguntamos: como foi possível, numa sociedade escravocrata, afrodescendentes livres da escravidão, ingressarem em sociedades secretas e se tornarem militantes fundamentais da causa abolicionista, esgrimindo críticas radicais até contra as próprias ideologias dos estratos sociais que, de certo modo, favoreceram suas ascensões?
Em que medida, esta ascensão social faz parte de um esforço pessoal de "subir na vida" e não do favor, tão comum na época ? Em que medida suas ligações maçônicas facilitaram a propagação das ideias abolicionistas ? De que modo suas vozes e trajetórias raras - para os demais mulatos livres da sociedade escravocrata - não teriam um limite político-ideológico, pois, eles, eram, por outro lado, ligados as elites urbanas? E, por fim, que tipo de contribuição político-estratégica é possível identificar nessas trajetórias para futuras ações negras no Brasil?
Acho muito difícil responder estas perguntas em virtude da magnitude dos problemas levantados através delas. Neste sentido, acho mais importante perseguir algumas pistas deixados por eles e por outros para entender uma época chave de libertação negra na corte imperial.
Tenório de Albuquerque, em A maçonaria e a inconfidência mineira, mostra como a maçonaria brasileira foi diretamente influenciada pela francesa, e que o ambiente revolucionário daquele país impactou os maçons brasileiros, que viam na escravidão um entulho a ser removido para a modernização política do país. " A maçonaria lutava intimoratamente pela Liberdade, Igualdade e Fraternidade, combatia a exploração do Homem pelo Homem", escreve ele.
Claro, era uma explicação liberal que atendia a determinados pressupostos históricos sobre ascensão negra e maçonaria no século XIX, um dois mais politizados da história brasileira, devido às tentativas constantes de mudanças provocadas através de movimentos populares.
Então, a influência francesa no Brasil ganha uma dimensão particular, pois, os principais líderes da Revolução Francesa eram maçons ( Desmoulins, Marat, Mirabeau, Robespierrre, Danton) juntamente com os enciclopedistas Diderot, Voltaire e Court de Geblin.
A maçonaria europeia do século XVIII, além de seu caráter iluminista, era "escolas práticas de governo", segundo Célia Marinho Azevedo, em Maçonaria, cidadania e a questão racial no Brasil escravagista, baseando-se em estudiosos europeus.
No Brasil, a maçonaria esteve desde cedo combatendo a escravidão. Em 1798, em Salvador, uma das (supostas) primeiras lojas maçônicas, a " Cavaleiros da Luz", ajudou aos escravos a iniciar a Revolta dos Alfaiates, inaugurando a primeira revolução social brasileira. Não se sabe da presença de maçons negros na " Cavaleiros da Luz".
Mas, por volta de 1820, encontramos maçons negros participando das primeiras lutas contra a escravidão, de acordo com Albuquerque, em Os maçons e a abolição da escravatura, tendo como aliados intelectuais urbanos maçons, que, também sonhavam com o fim da monarquia e a instauração da república.
Em geral, o papel dos " bodes negros" ( bode é como é apelidado o maçom brasileiro) era o de ser o elo de ligação do liberalismo das lojas e a sociedade civil, ou seja, as idéias discutidas em loja maçônica, podiam ser aplicadas para a reforma política do estado e da sociedade civil.
Em São Paulo, em meados do século XIX, Luiz Gama era o advogado da loja " América" dedicado a libertar escravos através de ações judiciais ou mesmo tirando-os à força das fazendas e, depois, encaminhado-os para esconderijos articulados com a luta abolicionista como o Quilombo de Jabaquara, em Santos. Gama se tornara, então, um herói popular em todo o Brasil, e é provável que tenha libertado centenas de escravos em ações judiciais, segundo ( Azevedo; 1999).
Existem várias biografias sobre André Rebouças. Destacamos algumas delas, quais sejam: André Rebouças, de José Louzeiro; André Rebouças e seu tempo, de Sidney G. dos Santos; O quinto século. André Rebouças e a construção do Brasil, de Maria Alice Rezende de Carvalho, e André Rebouças. Reforma e utopia no contexto do segundo reinado, de Joselice Juca.
Esses autores enfatizam a inteligência, o caráter e a capacidade de Rebouças em pensar a ação abolicionista para frente, ou seja, Rebouças, previa, após a Abolição, a instalação da reforma agrária, onde os libertados poderiam receber terras para desenvolver atividades agrícolas, já como cidadão livre dos grilhões. Maçom, de uma loja não identificada, possivelmente a "União e Tranquilidade", do Rio de Janeiro, ao qual pertencia Patrocínio, Rebouças fora amigo de outro maçom negro famoso, o maestro Carlos Gomes, que, no entanto, nunca foi um militante das causas abolicionistas.
Cyro Flamarion Cardoso organizou estudos variados no livro Escravidão e Abolição no Brasil, onde cita autores que mostram que o processo abolicionista foi um movimento social urbano, apoiado pelas massas excluídas do processo de cidadania, com base na classe média, sem posses agrárias, que surgia nas cidades, principalmente no Rio de Janeiro e São Paulo. Este fato fica bem claro ao acompanharmos a trajetória de Patrocínio em A vida turbulenta de José do Patrocínio, de Raimundo Magalhães Jr., onde as redes de relações do jornalista estavam mais fincadas em novas elites urbanas, sustentadas pelo positivismo e pelas ideias republicanas, que, dos meados do século XIX até 1889, caminharam juntas com o processo abolicionista.
Neste sentido, ao nos aproximarmos, por exemplo, da análise dos jornais abolicionistas (existiram vários), é necessário também consultar os jornais de linha escravocratas, que também exprimiram as reações das elites agrárias expressas em golpes regimentais na Câmara e Senado para que leis abolicionistas não fossem aprovadas; manipulações de processos jurídicos; cooptação de líderes abolicionistas; apadrinhamentos e aplicação de políticas imigracionistas, entre outras reações ao fim da escravidão no Brasil no século XIX.
Fonte desta informação Histórico / Cultural: www.glomaron.org
Naquela época, assim falavam os meus, os seus, os nossos antepassados NEGROS, para se expressar quando não sabiam ler e escrever: "EU NÃO ALISEI O BANCO DA CIÊNCIA", isto é, quando não tinham nenhum tipo ou forma de estudo ou formação acadêmica, assim como é o meu caso.
Uma pergunta que não quer calar, em que dirijo "especialmente" aos Brasileiros NEGROS, do porque somente o "foco" principal só se restringe ao Grande Herói ZUMBI DOS PALMARES, e não procuram enriquecer com outros nomes NEGROS que foram citados na matéria Histórico / Cultural acima?
Os jovens principalmente os NEGROS precisam e devem saber, para se orgulharem mais e mais, que outros NEGROS / MAÇÔNICOS "intelectuais" acadêmicos e formadores de opinião também lutaram através / junto da MAÇONARIA, que deu a sua GRANDE CONTRIBUIÇÃO para a ABOLIÇÃO da Escravatura no Brasil, que são esquecidos pelos próprios Brasileiros NEGROS, que se travestem de... "intelectuais" mas que nada contribuem para a continuidade da luta de nossos GRANDES HERÓIS NEGROS MAÇÔNICOS, que a História do Brasil procura esquecer com a conivência conivente destes Brasileiros NEGROS que se dizem intelectuais que só olham para o próprio "UMBIGO" para galgar ou conseguir serem "ministros-chefes ou presidentes / diretores" de algum Órgão que dizem que foram criados para DEFENDER, OUVIR, PROTEGER, DIALOGAR, etc., os Brasileiros NEGROS, sejam eles Municipais, Estaduais e principalmente os Federais / Secretaria da Igualdade Racial-SEPPIR, Fundação Cultural Palmares e tantas e tantas Superintendências etc., etc., etc. que apenas... existem, mas... "NÃO É PARA FUNCIONAR" e sim para serem... puro e simplesmente ... CURRAL eleitoral dos eleitores Brasileiros NEGROS, que continuem a serem... ENGANADOS, assim como "eles" fizeram com os nossos antepassados com... "QUINQUILHARIAS" e nos dias de hoje continuam dando / oferecendo "empreguinhos temporários" ou as já famosas... "PUXADINHAS" para ficarem calados e eles aceitam.
Este Brasileiros NEGROS esqueceram ou FINGEM que esqueceram de dar continuidade a nossa LUTA ABOLICIONISTA para que os nossos DIREITOS CIVIS sejam respeitados assim como a LIBERDADE DE EXPRESSÃO que é constantemente AMORDAÇADA e SUFOCADA.
Onde estão os descendentes de: Rebouças, Patrocínio, Gama, Paula Brito e Montezuma?
Será que a dita elite intelectual de Brasileiros NEGROS poderiam nos informar para enriquecer mais e mais os companheiros do nosso HERÓI ZUMBI DOS PALMARES que deu a vida pela nossa ABOLIÇÃO... não concluída.
Assim a MAÇONARIA contribuiu e MUITO para a nossa ABOLIÇÃO / LIBERTAÇÃO, mas... como é costume / praxe deste Brasil / CORRUPTO, VIOLENTO, RACISTA e outros Substantivos, Adjetivos, Pronomes, Verbos, Advérbios, Preposições, Conjunções, Interjeições, etc., etc., etc., omitir as informações Históricas / Culturais de uma forma VERGONHOSA, dos que lutaram... "REALMENTE" contra a Escravidão no Brasil, focando somente e unicamente no nome do nosso HERÓI NEGRO ZUMBI DOS PALMARES
Assim sendo a nossa VERDADEIRA HISTÓRIA vai sendo esquecida e interna para que as futuras gerações de Brasileiros NEGROS, desconheçam e saibam quem foram: REBOUÇAS, PATROCÍNIO, GAMA, PAULA BRITO e MONTEZUMA.
Quem sabe que, com estas informações Históricas / Culturais através da MAÇONARIA o Brasil seria menos... RACISTA INSTITUCIONAL e nós Brasileiros NEGROS seríamos mais... RESPEITADOS.
Graças a MAÇONARIA estou conhecendo estes GRANDES VULTOS NEGROS MAÇÔNICOS da nossa História do Brasil que é negada e escondia através dos currículos / oficiais / institucionais / escolares.
J. Reis Dualibi
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Um pouco de História da Dança
História da Dança
Fonte
História da Dança - Palladino Dança Social
www.palladino.com.br/site_historia.htm
Be Bop: É um tipo de Jazz sofisticado. Anos 40.
El Son: Antiga forma musical popular em Cuba.
Jive: Uma mistura de Rock com Boogie Woogie americanos.
Lundum: Conhecido também como Lundu, Landu ou Lundu. Dança e canto de origem africana, baseados em sapateados, movimentos acentuados de quadris e umbigadas. Trazidos para o Brasil(Pará) por escravos Bantos no século XVIII. Nessa mesma época os escravos praticam-no no Rio de Janeiro, onde constituiu uma das origens do Samba e da Chula.Cantores mais famosos: grupos folclóricos.
Quick Step: Ritmo americano que como o próprio nome diz, é rápida e cheia de pulinhos.
Soca: Nasceu no carnaval de Trinidad e Tobago. É uma abreviação de soul-cum-calypso.
websmed.portoalegre.rs.gov.br/escolas
O maxixe
A dança está presente no dia-a-dia das pessoas, seja no vilarejo ou no bosque sagrado ou das florestas. A dança interrompe a monotonia e estrutura do tempo. Assim como uma canção, a dança é uma forma de contar histórias.
Dança e Esporte Pular deitar e rolar fazem parte do jogo da capoeira. Não escapa se quer um músculo sem ser trabalhado ao ritmo do berimbau do atabaque e do pandeiro. Desenvolvem aspectos motores, passa noções de disciplina canaliza a agressividade. Esse jogo conquista pai, mãe e a garotada: tem música que brasileiro nenhum dispensa; a sequência dos movimentos parece uma dança e faz bem para a mente. Além disso pode ser a "senha" para despertar o interesse de seu filho por esporte. Dos tempos da escravidão pra cá, muita coisa aconteceu no mundo da capoeira, foram crises proibição, liberação, perseguição e etc ... Atualmente a capoeira é reconhecida e praticada mundialmente por um número muito grande de pessoas.
baiano/ baião-de pares
bambelô ou coco-de zambê-de roda bate-baú-de roda
batuque-de-fileira
calango-de-pares
carimbó-de-roda
Caxambu-roda
frevo-individual
jongo-de-roda
lundu-de-pares
maculelê-de-fileira
mineiro-pau-de-pares
pagode de amarante de fileira
partido-alto-de-roda
samba-de-roda
tambor-de-crioula-de-roda.
Dança do Congo - É uma dança teatralizada que tem lugar na gravana, ao ar livre, realizada durante as festas religiosas e populares. Cada grupo de Dança do Congo é constituído por uma seção musical (três ou quatro tambores, flautas e canzás) e um número variável de figurantes, todos eles hábeis dançarinos: o capitão congo, o logozu, o anjo mole (anjo que morreu), o anjo cantá (anjo cantador), o o pé pó (figura que executa diversas acrobacias), ulogi o feiticeiro, o zuguzugu (ajudante de feiticeiro), três ou quatro bobos, o d jabu (diabo) e dez a dezoito soldados dançarinos.
ÚSSUA - Dança de salão, de grande elegância (uma espécie de mazurka africana), em que os pares são conduzidos por um mestre de cerimônias, ao ritmo lento do tambor, do pito doxi (flauta) e da corneta. Todos os dançarinos usam trajes tradicionais: as mulheres saia e quimono, xale ou pano de manta; os homens trazem chapéus de palhinha e usam no braço uma toalha bordada (que serve para limpar o suor do rosto).
DEXA - Típica da ilha do Príncipe de raízes angolanas. Ao ritmo de um tambor e de uma corneta, diversos pares executam danças de roda. As letras são quase sempre humorísticas, e implicam uma réplica da parte do visado. A dexa é dançada durante horas inteiras, apenas com ligeiras modificações.
PUITA E D'JAMBI - Provavelmente com raízes angolanas, a puita é uma dança fortemente erótica, em que o tambor avança de forma frenética, obsessiva, sensual, pela noite dentro. Homens e mulheres formam filas indianas e, à mistura com alguns semi rodopios, fazem entrechocar os corpos de forma sexualmente explícita. Quando um parente deixa este mundo é de praxe executar-se uma puita em sua homenagem. A falta de cumprimento a este ritual pode ocasionar desventuras na família. Mas a puíta é tocada em muitas outras ocasiões, sendo uma das formas de música mais populares em São Tomé.
BLIGÁ (ou jogo do cacete) - É um misto de dança e jogo lúdico, em que a destreza e o vigor físico se aliam a uma sofisticada corporalidade e gestualidade que fazem por vezes lembrar certas artes marciais orientais. O bligá (que significa brigar) foi certamente, tal como a capoeira no Brasil, um modo de os escravos exercitarem uma arte de autodefesa sem que as autoridades disso se apercebessem.
SOCOPÉ - Os grupos de socopé são sociedades musicais com estandarte e fardamento próprio, organizadas segundo uma rigorosa estrutura hierárquica, que vai do Presidente aos sócios (os "membros" e as "membras"). As músicas têm um ritmo bastante lento, quase em tom de lamento, e os textos servem na maior parte das vezes para expor os principais problemas da comunidade ou para fazer crítica social ou de costumes.
CABETULA - Estilo de dança executado na região de Luanda em ocasiões festivas mas propriamente no período carnavalesco, por essa razão por vezes é conhecida como a dança do Grupo Carnavalesco União mundo da Ilha.
STLEVA E TLUNDU - O stleva e o tlundu são as únicas representações teatrais musicadas que não acontecem durante a gravana.
SUNGURA - Dança usual entre os povos da região sul de Angola (região do Huambo e Bié), também executada em cerimônias e rituais tradicionais, normalmente dançado em grupo.
DANÇAS DE SALÃO - As danças de salão, mais conhecida por Kizomba, é uma dança executada preferencialmente em festas e cerimoniais, alias, Kizomba significa festa. Começou a ser executado nos Centros Recreativos e Culturais dos subúrbios luandenses e praticado nos primórdios por dançarinos profissionais no tempo colonial (tendo se generalizado nos dias de hoje), provavelmente entre as décadas de 60 e 70.
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Mostra exalta a beleza e cultura das mulheres africanas
Mostra exalta a beleza e cultura das mulheres africanas
As cores das obras de Caggiano são adquiridas com a colagem de papéis de revistas e jornais
A artista plástica Surama Caggiano traz para São Paulo a mostra “Mulheres Africanas”, que exalta a cultura destas mulheres que carregam consigo trajes, acessórios, movimento e cores característicos do continente africano. Caggiano tem por princípio realizar obras em que valorize o papel da mulher negra na sociedade, fazendo com que o povo brasileiro reconheça suas origens africanas. “Mulheres Africanas” fica em cartaz no Reciclamundo – Loja Moema, de 4 de agosto a 4 de setembro, com entrada Catraca Livre. Dia 4 de agosto, às 14h, acontece a abertura da mostra e, mais tarde, às 19h, a vernissage com a participação d0 professor e escritor Ivan Poli – autor do livro Antropologia dos Orixás. A dançarina com Luciane Ramos e Coletivo Diasporos das Artes também se apresentam e será exibido o documentário “Mulheres Africanas” de Eliza Capai. Fechando a programação, o evento traz a apresentação do grupo musical “Shandala”.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
25 de julho – Dia internacional da mulher afro-latina-americana e caribenha
25 de julho – Dia internacional da mulher afro-latina-americana e caribenha
“Meu cabelo é bom! Ruim é o racismo!”
O dia será marcado em Belém com várias atividades com direito à manifestação em via pública, cineclube e roda de conversa, com foco na violência doméstica e com o racismo no cotidiano da mulher negra.
Uma vasta programação agitará a capital paraense nesse 25 de julho. Pela manhã, a Articulação de Mulheres Brasileiras – AMB e o Fórum de Mulheres da Amazônia Paraense – FMAP lançam a Campanha Nacional pelo Fim da Violência contra as Mulheres Negras com o foco no racismo. A campanha será lançada em várias capitais brasileiras e em Belém, inicia às 10h30 com um “Cabelaço Feminista”, uma ação de rua com performance no Pátio Belém e concentração em frente ao shopping.
O termo cabelaço não é toa, porque a campanha nacional tem como foco a valorização do cabelo “negro”, “afro”, “crespo”, que é objeto da discriminação, aliás, uma das formas mais cruéis do racismo, sofrida pelas mulheres negras desde a infância. “Meu cabelo é bom! Ruim é o racismo!”, é o lema da campanha.
À tarde, a partir das 15 horas, a programação continua, mas desta vez no Instituto de Artes do Pará (IAP). Será exibido o curta brasileiro “CAROLINA”, de Jeferson Brasil, 2003. (15 min.), uma denúncia contra a miséria em que, ainda, se encontram milhões de mulheres negras.
Após o filme haverá uma roda de debates entre as participantes e dois momentos políticos importantes o “Lançamento da Carta de Incidência Política, do CEDENPA”; e o lançamento formal da “Campanha da Articulação de Mulheres Brasileiras – AMB, “Pelo fim da violência contra a Mulher Negra”.
Sobre o 25 de julho
O 25 de julho é comemorado em todo mundo como o Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha. A data foi instituída em 25 de julho de 1992, durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, em Santo Domingos, República Dominicana, para representar o marco internacional da luta e da resistência da mulher negra.
Desde então, sociedade civil e alguns governos têm atuado para consolidar e dar visibilidade a esta data, tendo em vista a condição as desigualdades de gênero, classe, racial/étnica, geração e outras opressões constatadas no cotidiano das mulheres negras.
E Belém não podia ficar de fora dessa grande articulação mundial em defesa da garantia dos direitos da mulher negra. Será um momento de união de forças entre as diversas organizações de mulheres negras, que juntas, constroem estratégias voltadas para elevar a estima, o orgulho e fortalecer a auto-organização das negras paraenses.
Programação
10:30h – Cabelaço Feminista (ação de rua/Performance no Pátio Belém, concentração em frente ao Shopping).
15:00h às 18:00h – Instituto de Arte do Pará – IAP, Praça Justo Chermont, nº 236 (antigo largo de Nazaré)* Projeção de Filme: “CAROLINA”, de Jeferson Brasil, 2003. 15 min. Brasil. Final dos anos 50. Carolina de Jesus escreve seu diário. Dentro de seu barraco ela denuncia a fome, o preconceito e a miséria. Publicada, torna-se um sucesso editorial, sendo editada em 13 línguas. Apesar do reconhecimento imediato e explosivo, ex-favelada falece pobre. Passadas algumas décadas, as palavras de Carolina continuam a ser uma denúncia contra a miséria em que se encontram milhões de mulheres negras. Com Zezé Motta e Gabrielly de Abreu.
* Lançamento da Carta de Incidência Política construída de forma coletiva, pelo CEDENPA.
* Lançamento da Campanha da Articulação de Mulheres Brasileiras – AMB, “Pelo fim da violência contra a Mulher Negra”, a qual nos leva a refletir o modo como se articulam a violência doméstica com o racismo no cotidiano da vida da mulher negra, expressa nos aspectos simbólicos e psicológicos da rejeição e controle de nossos cabelos.
* Roda de Conversa – Provocadoras: Grupo de Mulheres Felipa Aranha.
Organização:
ACIYOMI, GRENI, Instituto Nangetu, Felipa Aranha, CEDENPA, IMUNE, Rede Fulanas, AMNB e quem mais chegar.
Apoio: Rede de Cineclubes em Terreiros da Zona Metropolitana de Belém. A Rede de Cineclubes em Terreiros da Zona Metropolitana de Belém é uma articulação criada por poroposição do GT de Comunidades Tradicionais de Terreiros da Federação Paraense de Cineclubes – PARACINE, em parceria com a Diretoria Regional Norte do Conselho Nancional de Cineclubes – CNC. Fazem parte da Rede: Cineclube Nangetu, Cineclube ti Bamburucema, Cineclube ACIYOMI, Cineclube ACAOÃ, Cineclube Maristrela (AFAIA), Cineclube Estrela Guia Aldeia de Tupynambá, Cineclube do Turco Jaguarema.
Makota Kizandembu Kiamaza/T.C
Educadora Social_Palestrante em DH_PIR
Coordenação de Articulação Política-MONABANTU
Conselheira CRSANS Metropolitana/CONSEA-MG
www.modatcarte.blogspot.com
www.monabantumg.com.br
(31)96865777-86311097
quarta-feira, 6 de julho de 2011
A INSERÇÃO DA MULHER NEGRA NO MERCADO DE TRABALHO
A INSERÇÃO DA MULHER NEGRA NO MERCADO DE TRABALHO
ELENICE DO ROSÁRIO DIAS AMORIM1
ÂNGELA ERNESTINA CARDOSO DE BRITO2
FACULDADES UNIDAS DO NORTE DE MINAS – MONTES CLAROS – MG – BRASIL.
RESUMO
Introdução: À ênfase deste estudo está em suscitar novas reflexões e indagações sobre a inserção da mulher negra no mercado de trabalho, despertando assim, o interesse em entender o porquê do elevado número de mulheres negras fora do mercado de trabalho e para as que estão inseridas, encontram-se na informalidade, em cargos secundários, trabalhando como empregadas domésticas e recebendo menores salários do que as mulheres não-negras. Objetivo: Analisar quais os fatores que dificultam a inserção da mulher negra no mercado de trabalho na cidade de Montes Claros. Metodologia: Foi realizada a pesquisa bibliográfica. Optou-se pela pesquisa qualitativa, mas não se descartou os dados quantitativos. Teve como instrumental a entrevista semi-estruturada e a técnica da gravação. A pesquisa foi realizada na cidade de Montes Claros, norte de Minas Gerais, com seis mulheres negras, de faixa etária entre 20 a 65 anos, sendo três com nível superior e exercendo cargo de chefia, e as outras três, em nível de escolaridade fundamental e em cargos de serviços gerais. Resultados: Ficou explicito que a maioria das mulheres negras são triplamente discriminadas, por ser mulher, negra e pobre; três fatores cruciais para dificultar a sua inserção no mercado de trabalho. A pesquisa revelou também que a mulher negra mesmo sendo discriminada é capaz de resignar aos obstáculos e ocupar espaços que a sociedade esquecia vagos: no mercado de trabalho; na formação/instrução; nas artes; na religião, na cultura e na vida. Conclusão A situação da mulher negra em Montes Claros, manifesta ainda um prolongamento da sua realidade vivida no período de escravidão com poucas mudanças, pois ela continua em último lugar na escala social e é aquela que mais carrega as desvantagens do sistema injusto e racista do país.
Palavras Chaves: Mulher negra, Trabalho, Discriminação.
1- Elenice do Rosário Dias Amorim.
Endereço: Avenida dos Militares, 1346, Nossa Senhora de Fátima. Montes Claros – MG. E-mail: ellemoc@yahoo.com.br Tel. (38) 30820788 – (38) 91079387/99754069
2 - Professora Ângela Ernestina Cardoso de Brito. E-mail angelafro@yahoo.com.br. Faculdades Unidas do Norte de Minas – FUNORTE.