sexta-feira, 20 de junho de 2014

Segundo a Justiça Brasileira, Candomblé e Umbanda não são religiões.

E A HISTÓRIA CONTINUA
O fato é sabido. Segundo a Justiça Brasileira, Candomblé e Umbanda não são religiões. O que são? Bom... São alguma coisa, mas não religião. Religião não.  A Justiça Federal poderia ter dado grande contribuição na luta por cidadania e respeito, além de diversidade religiosa. Não o fez. Ao invés disso, expôs uma herança escravocrata e altamente preconceituosa, injusta como toda atitude preconceituosa, ao negar que os cultos afro-brasileiros sejam verdadeiras religiões. A decisão pela não classificação e enquadramento dos mesmos, só fortalece a violência, a perseguição e o fomento a intolerância, mas bem do jeitinho brasileiro.

Segundo N. Birbaum, referido no Dicionário de Ciências Sociais publicado pela Fundação Getúlio Vargas, em 1986, a religião é definida como: um conjunto de crença, prática e organização sistematizadas, compreendendo uma ideia que se manifesta no comportamento dos seguidores. Dessa conceituação decorre aferirmos que toda religião se define, em princípio, por um culto prestado a uma ou mais divindades; pela crença no poder desses seres ou forças cultuados; uma liturgia, expressa no comportamento ritual; e finalmente pela existência de uma hierarquia sacerdotal.

O Candomblé e a Umbanda são religiões, e muito mais do que isso. Numa perspectiva mais abrangente, podemos afirmar, inclusive, que a história do Brasil passa pelos terreiros, pela riqueza de suas narrativas coloridas e musicais, por seus batuques, pela luta contra o racismo e pela resistência de milhões de africanos, e de seus filhos e filhas de santo.

Não é o monoteísmo que caracteriza uma religião. Se assim fosse, as religiões orientais como o hinduísmo, o taoísmo e etc., não seriam como tal consideradas. E se o monoteísmo não é critério, muito menos ainda, a exigência pífia de as práticas religiosas serem ou não baseadas em textos escritos, serem religiões de livros. A esse propósito, inclusive, o historiador nigeriano I.A. Akinjogbin, em artigo na coletânea Le concept de pouvoir em Afrique (Paris, Unesco, 1981), assim se manifestou: “O conhecimento livresco tem um valor formal e importado, enquanto o saber informal é adquirido pela experiência direta ou indireta. Os conhecimentos livrescos não conferem sabedoria (…) O ensinamento tradicional deve estar unido à experiência e integrado à vida, até porque há coisas que não podem ser explicadas, apenas experimentadas e vividas”. Qualquer pessoa sensata entenderia, lendo apenas isso, que, embora enquanto instituição se exijam estatutos e regras de qualquer pessoa jurídica, no nível da vivência, fundamental é a experiência, e nada a substitui ou exime.

Há pouco tempo, a polícia invadia os espaços sagrados afro-brasileiros, destruía, agredia e prendia seus adeptos, mas o povo de santo resistiu. A caça às bruxas, porém, não terminou. Antes, foi reinventada em tracejados modernos, repintura de um passado que não podemos deixar abandonado no silêncio omisso de um pacifismo covarde. Hoje, nos deparamos com uma sentença judicial escandalosa, que dá fôlego a discursos de ódio e ao fundamentalismo religioso, sempre imperioso, silenciosamente voraz, como um câncer que não se cura, na sociedade dita, da pluralidade. Mas o povo de santo resistirá, porque a história dos terreiros é a história da resistência. Aliás, estamos acostumados à guerra, inclusive psicológica.

Onde esta a proteção constitucional da carta maior deste estado-nação Brasil, que assim enuncia: “O Estado protegerá as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e das de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional”? Acaso o artigo 215, parágrafo 1º da Constituição caiu em desuso? Sentencia uma conhecida máxima: livros e papeis aceitam tudo. É fato. Quem o pode duvidar? Ao menos no Brasil, algumas leis têm força enquanto literatura jurídica. Não passam de objeto de estudo de juristas, gurus iluminados, que decidem tudo do alto de sua sabedoria abstrativa e, muitas vezes, dissociada da concretude da realidade, onde a vida, de fato, se dá.

Para entender uma religião afro-brasileira, deve-se primeiramente entender todo um processo de alteridade e um sistema cultural próprio, para saber que para o africano a oralidade está acima da escrita, mas isso não nega ou desqualifica a condição religiosa do negro ou do afrodescendente. O Estado brasileiro, cada vez mais sufocado pelo poder judiciário, que ameaça engolir os demais poderes, teria competência prática para determinar aos brasileiros, o que eles podem ou não acreditar, no nível da vivência e convicção pessoal? Parece acreditar poder. Disseram para uma parcela considerável de filhos desta Nação: vocês não são o que pensam que são. Então o que somos? Será se ousam responder, ou sabem?

O Professor e Hipnólogo Wallace Sousa

Formado em Filosofia, Teologia, Hipnose Clínica e Graduando em Ciências da Religião. Trabalha como professor no projeto UNIAFRO da Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES, com o curso de Formação Continuada para Professores da Educação Básica sobre as Relações Étnico-raciais e o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana.

domingo, 1 de junho de 2014

A Argélia está localizada no litoral norte da África.

Capital: Argel Extensão Territorial: 2.381.741 Km2 Clima: Árido Subtropical 
População (2009): 34.895.470 habitantes Densidade demográfica: 14,6 hab/Km2
Idioma: Árabe e berbere (oficiais), francês Religião: Islamismo 96,7%, sem religião 3%, cristianismo 0,3% Moeda: Dinar argelino IDH: 0,677Total do PIB (2007): 132.452 milhões de US$ Esperança de vida ao nascer: 72 anos.
A Argélia está localizada no litoral norte da África, é banhada pelo Mediterrâneo. Faz fronteira com a Tunísia, Líbia, Níger, Mali, Mauritânia, Saara Ocidental e Marrocos. É o segundo maior país em extensão territorial do continente africano, atrás apenas do Sudão.
O território foi habitado primeiramente pelos berberes, em seguida foi ocupado e incorporado por diversos povos e impérios, entre eles se destacam os fenícios, cartagineses, romanos, vândalos, bizantinos e árabes.  Em 1830 a França invadiu a Argélia, com a intenção de dominar o seu litoral. Em 1857 ocorreu a dominação definitiva dos franceses no território argelino. A luta pela independência se intensificou principalmente após a II Guerra Mundial, com o levante popular de 1945, porém eles foram reprimidos com muita violência por parte dos franceses. 
A FLN (Frente de Libertação Nacional) foi organizada em 1954, e deu início a uma luta armada contra a dominação da França. Somente em 1962 os franceses reconheceram a independência da Argélia. Cerca de 1 milhão de franceses deixaram o país em direção à França. A Argélia passou a ser governada no mesmo ano por Ahmed Bem Bella, representante da Frente de Libertação Nacional, único partido político do país. 
Somente em 1989 foi aceito o multipartidarismo, esse fato ocorreu devido aos protestos da população, que resultou numa reforma constitucional que acabou com o regime de partido único. Criou-se a FIS (Frente de Libertação Islâmica), principal organização oposicionista da Frente de Libertação Nacional. A eleição presidencial de 1991 foi vencida pelo representante da Frente de Libertação Islâmica, Bendjedid. No entanto, em 1992 ocorreu um golpe militar que forçou Bendjedid a renunciar o cargo. 
Em 2009, Abdelaziz Bouteflika foi eleito presidente da Argélia pela terceira vez, acusações de irregularidades na disputa eleitoral foram feitas pela mídia e oposição.

Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola

Costa do Marfim.

Localizada na porção oeste do continente africano, a Costa do Marfim faz limites com Mali e Burkina Faso a norte; Gana a leste; Libéria e Guiné a oeste, e é banhado pelo Oceano Atlântico ao sul. O nome da Costa do Marfim foi dado pelos portugueses, sendo uma referência ao grande número de elefantes que existia na região na época colonial.
O país obteve sua independência no dia 7 de agosto de 1960. A Costa do Marfim é uma das nações mais prósperas do oeste africano, isso se deve ao desenvolvimento agrícola, principalmente a produção de café e cacau (o país é o maior produtor de cacau do mundo). Também se destaca a indústria alimentícia, têxtil, a exploração de petróleo e gás natural, além da extração de diamantes. Atualmente, convivem no território marfinense mais de 60 grupos étnicos, esse fato contribui bastante para a diversidade cultural do país, no entanto, gera conflitos entre os diferentes grupos étnicos.
Dados da Costa do Marfim: Extensão territorial: 322.463 km².Localização: África.
Capital: Abidjan.Clima: Subequatorial de floresta ao sul, tropical úmido a noroeste, tropical seco a nordeste. Governo: República presidencialista.Presidente: Laurent Gbagbo. Divisão administrativa: 19 regiões subdivididas em departamentos.
Idioma: Francês.Religião: Crenças tradicionais 37,6%, cristianismo 31,8% (católicos 14,8%, independentes 9,3%, outros 7,7%), islamismo 30,1%, sem religião 0,2%, outras 0,3%.População: 21.075.010 habitantes. (Homens: 10.733.376; Mulheres: 10.341.634).
Composição Étnica: Bauleses 23%, betes 18%, senufos 15%, mandingas 11%, outros 33%.Densidade demográfica: 58 hab/km².Taxa média anual de crescimento populacional: 1,73%.População residente em área urbana: 49,49%.População residente em área rural: 50,51%.População subnutrida: 14%.Esperança de vida ao nascer: 47,7 anos. Domicílios com acesso a água potável: 81%.Domicílios com acesso a rede sanitária: 24%.Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): 0,397 (baixo).
Moeda: Franco CFA.Produto Interno Bruto (PIB): 20.650 milhões de US$.PIB per capita: 1.072 de US$.Relações exteriores: Banco Mundial, FMI, OMC, ONU, UA.

Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola

Um pouco sobre Camarões.

Localizada na costa oeste da África e banhada pelo golfo da Guiné, a República de Camarões é uma das nações que apresenta maior diversidade cultural do continente africano, esse fato ocorre em razão da presença de diferentes grupos étnicos no território camaronês (são aproximadamente 230 grupos étnicos, que falam 250 línguas e dialetos nativos). A nomenclatura do país, Camarões, foi criada pelo navegador Fernando Pó, no século XV, em virtude do Rio dos Camarões. A independência de Camarões só foi obtida em 1° de janeiro de 1960, após o país ter sido colônia da França e Inglaterra ao término da Segunda Guerra Mundial, em 1945. Mais de 40% do território é coberto por floretas tropicais. No norte, onde predominam as savanas, o clima tropical é seco, tornando-se árido nas proximidades do lago Chade. No oeste, há formações montanhosas de origem vulcânica, cujo ápice é o monte Camarões (4,1 mil metros), um dos mais altos da África Central. A disputa territorial com a Nigéria pela península de Bakassi provoca conflitos de fronteira desde os anos de 1990.
Dados de Camarões: Extensão territorial: 475.442 km². Localização: África.Capital: Laundê. Clima: Tropical (ao norte) e Equatorial (ao sul).Governo: República presidencialista. Divisão administrativa: 10 províncias. Idiomas: Francês e inglês (oficiais), principais línguas regionais: fang, balimequê, duala. Religião: Cristianismo 54,2% (católicos 26,5%, protestantes 20,7%, outros 7%), crenças tradicionais 23,7%, Islamismo 21,2%, sem religião e ateísmo 0,4%, Bahaísmo 0,4%. População: 19.521.645 habitantes. (Homens: 9.758.751; Mulheres: 9.762.894). Composição Étnica: Camarões 31%, bantos 19%, quirdis 11%, fulanis 10%, outros grupos étnicos autóctones 29%.Densidade demográfica: 37 hab/km². Taxa média anual de crescimento populacional: 2,3%. População residente em área urbana: 57,6%. População residente em área rural: 42,4%. População subnutrida: 23%. Esperança de vida ao nascer: 50 anos. Domicílios com acesso a água potável: 70%. Domicílios com acesso a rede sanitária: 51%. Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): 0,460 (baixo).
Moeda: Franco CFA. Produto Interno Bruto (PIB): 20.606 milhões de US$. 
PIB per capita: 1.111 de US$. 
Relações exteriores: Banco Mundial, Comunidade Britânica, FMI, OMC, ONU, UA.

Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola

Camarões é um país africano que apresenta grande diversidade étnica.


Camarões é um país africano que apresenta grande diversidade étnica – cerca de 230 grupos étnicos diferentes, os quais falam 250 dialetos. Seu território possui 475.442 quilômetros quadrados, limitando-se com a Guiné Equatorial e com o Gabão (ao sul), Congo (a sudeste), República Centro-Africana (a leste), Chade (a nordeste), Nigéria (a oeste) e com o Golfo da Guiné (a sudoeste). A capital nacional é a cidade de Laundê.

O território que atualmente corresponde a Camarões foi ocupado, em 1884, pelos alemães. Durante a Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918), tropas da França e da Inglaterra invadiram o país, sendo que os franceses se apropriaram de 75% do território camaronês, e os ingleses ficaram com os 25% restantes.
Os movimentos de independência prolongaram-se durante todo o século XX, e somente no dia 1° de janeiro de 1960 Camarões se tornou um país independente.
As florestas tropicais cobrem mais de 40% do território, sendo que na porção norte há o predomínio das savanas. O clima do país varia conforme a região: tropical (ao norte) e equatorial (ao sul). Camarões possui formações rochosas de origem vulcânicas, cujo ápice é o Monte Camarões (4,1 mil metros), um dos mais altos da África Central.
A população de Camarões totaliza 19.521.645 habitantes, considerado como um dos países mais populosos da África.
A densidade demográfica é de 40 habitantes por quilômetro quadrado e o crescimento demográfico é de 2,3% ao ano.
A população residente em área urbana corresponde a 57% e a população rural soma 43%. Os idiomas oficiais são representados pelo francês e o inglês.
Camarões, assim como outras nações da África Subsaariana, apresenta vários problemas socioeconômicos.
O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de apenas 0,460; a esperança de vida ao nascer é de 50 anos. A subnutrição atinge 23% dos habitantes; a taxa de mortalidade infantil é uma das mais altas do mundo: 85 óbitos a cada mil nascidos vivos.
O analfabetismo também apresenta índices elevados: 32%.
A economia camaronense é pouco desenvolvida.
A agricultura baseia-se no cultivo de algodão, café, mandioca, milho, cacau e sorgo.
A pecuária e a pesca são outras atividades importantes.
O petróleo e o calcário são as principais riquezas naturais.
A indústria, por sua vez, atua nos seguintes segmentos: alimentício, de bebidas, madeireiro e petrolífero.
O Produto Interno Bruto (PIB) do país atingiu a marca de 23,4 bilhões de dólares em 2009. 
A moeda é o Franco CFA.


A República Federal da Nigéria

Nigéria
Eduardo de Freitas
Graduado em Geografia (Equipe Brasil Escola)

A República Federal da Nigéria está localizada no continente africano e possui uma grande riqueza em recursos naturais. Essa nação possui o maior contingente populacional do continente. Debaixo do subsolo nigeriano existe uma enorme reserva de petróleo, no entanto, isso de nada favorece a população que enfrenta uma série de mazelas sociais. Muitas vezes, o dinheiro tem destinos ilícitos, como o desvio de verbas e a prática da corrupção, dessa forma, os habitantes não são beneficiados com a arrecadação da receita. A configuração da cidade de Lagos, uma das maiores da Nigéria, é caracterizada por uma grande aglomeração de pessoas que convivem com o desprovimento de serviços públicos de infraestrutura (moradia, alimentação, saúde, educação, renda, entre muitos outros), e isso tende só a piorar, uma vez que existem altos índices de crescimento demográfico. Lagos ocupa um lugar de destaque entre as cidades da Nigéria, embora tenha perdido, em 1991, a condição de capital do país para a cidade de Abuja. Estima-se que a população da Nigéria totaliza, aproximadamente, 154,7 milhões de habitantes, no subsolo nacional encontra-se uma das maiores reservas de minério fóssil do mundo, são cerca de 1 milhão de quilômetros quadrados. Parece que essa imensa riqueza não consegue atingir a pobreza com a qual seus habitantes convivem, o país está entre os piores em qualidade de vida e um dos primeiros em níveis de pobreza.

Características climáticas da Nigéria
O clima predominante no território nigeriano sofre influências diretas dos efeitos provocados pela maritimidade. Nas áreas próximas ao litoral sul a temperatura máxima é de 32ºC, composta por uma alta umidade relativa do ar e índices pluviométricos relativamente elevados e bem distribuídos durante todo o ano. No centro do país o período chuvoso ocorre de abril a outubro, já a época da seca desenvolve de novembro a março, nessa as temperaturas são elevadas e podem superar os 38ºC. Ao norte, a seca permanece por um período maior, cerca de oito meses, fenômeno provocado pela influência dos ventos secos e quentes originados no Deserto do Saara.

Economia da Nigéria
A economia nigeriana era baseada na produção agropecuária, principalmente no cultivo de cacau, café, amendoim, banana e azeite de dendê, todos com finalidade de exportação. A produção de alimentos não acompanhou o crescimento populacional, então o país recorreu à importação para suprir as necessidades internas. O país possui jazidas de diversos minérios, mas o principal é o petróleo, esse recurso mineral responde, atualmente, por 20% do Produto Interno Bruto, 95% das exportações e 80% da receita nacional. O setor industrial ainda é discreto, mas as empresas já existentes e atuam, principalmente, no segmento de bebidas, fumo, equipamentos de transporte e automóveis, produtos químicos, têxteis e alimentos, o parque industrial nigeriano está localizado nas cidades litorâneas.

Informações gerais sobre a Nigéria: 
Área: 923.768 km2. Capital: Abuja.
Idioma: Inglês como oficial, além de outros praticados, como haussá, ibo e ioruba.
 
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): 0,423 (baixo).
Religião: 40% cristianismo, 50% Islamismo, 10% religiões diversas.
Moeda: Naira.


domingo, 11 de maio de 2014

‘Consumo étnico’ aquece negócios entre empreendedores negros.

alt
Especializada em penteados
afro,
Chris tem público masculino
forte que curte dreads e tranças
Cris Olivette
A fundadora da Cia. das Tranças,
Chris Oliveira, era produtora de moda antes de criar um salão especializado em cabelo de pessoas negras. “Não gostava do atendimento que recebia nos salões e passei a cuidar sozinha de meu cabelo.”
O resultado foi tão bom que as pessoas começaram a elogiar e a perguntar quem cuidava de seus cachos. “No início, fiz alguns cabelos por hobby. Nesse processo, vi que muitas pessoas tinham a mesma infelicidade que eu, por não encontrar bons salões. Usei as críticas a meu favor e criei um salão como sempre sonhei encontrar.”
Após 12 anos, Chris comanda uma equipe com 13 profissionais. “Há dois anos cuido só da gestão da empresa, e tem sido ótimo porque nesse período o negócio cresceu 50%.” Ela diz que 80% de seu público é de mulheres. “Em relação a dreads e tranças, tenho um público masculino forte.” Chris diz que não são só negros que buscam penteados afro. “Recebemos japonesas, loiras, mas é claro que negros representam 80%.”
A atividade de Chris, engrossa o estudo que aponta crescimento de 29% no empreendedorismo entre negros, ocorrido em uma década. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra em Domicílios (PNAD), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que considerou o período entre 2001 a 2011. Segundo o estudo, o empreendedorismo entre negros passou de 43% para 49%.
O consultor de marketing do Sebrae-SP Marcelo Sinelli pondera, entretanto, que o que cresceu muito, na verdade, foi o número de pessoas que se declaram negras. “Para o IBGE, o critério que define se uma pessoa é negra ou não é a autodeclaração. É provável, que muitos já fossem empreendedores, mas não se declaravam negros.”
altSinelli diz que as transformações ocorridas na sociedade brasileira nos últimos 20 anos contribuíram para a mudança de postura. “Está tudo atrelado. O crescimento do orgulho de ser negro, a ascensão social das classes C e D, e o aumento do acesso à informação abriram uma série de oportunidades, estimulando negócios específicos, que podemos chamar de consumo étnico.”

Ana Paula (à esq.) e Cristina investem na cultura africana
A sócia da Xongani, Ana Paula Xongani (foto na capa), está entre os que privilegiam
o consumo étnico. “Assim como outros negócios voltados ao público negro, a Xongani nasceu para cobrir uma lacuna. Não havia no mercado acessórios que valorizassem a cultura africana.”
Cristina, sócia e mãe de Ana Paula, afirma que a profissionalização da marca veio a partir da demanda. “Tudo foi concebido para atender as necessidades das mulheres da família. Com o tempo, recebemos encomendas e o negócio cresceu.”
Hoje, após quatro anos de mercado, a Xongani produz 26 itens como sapatilhas, brincos, pulseiras e turbantes. “No ano passado, lançamos nosso primeiro modelo de vestido de noiva afro-brasileira. Nosso principal diferencial está nos tecidos, importados da África”, diz Ana.
Além de vender pelo e-commerce, a marca vai aonde o publico está. “Participamos de grandes eventos realizados em todo o País como o Congresso Brasileiro de Pesquisadores Negros, Feira Preta, Afrolatinidades, Rua do Samba, Festa de São Benedito e Feijoada da Mãe Preta. Também visitamos eventos na periferia de São Paulo.”
altUma das precursoras desse movimento de valorização de produtos específicos para a população negra foi a fundadora da Muene Cosméticos, Maria do Carmo Valério, de 81 anos. “Foi muito difícil ajustar as fórmulas porque o Ph da pele negra é diferente. Tive de mudar várias vezes de químico.” No mercado há 25 anos, a Muene comercializa 121 itens, tendo como carro-chefe o pancake, com nove tonalidades.

Araújo (centro), criou agência especializada em modelos negros há 14 anos.
Hoje, seu book tem 200 nomes
Antes de fundar a agência HDA Model, Helder Dias Araújo era professor de passarela e coreógrafo na Bahia. “Vim para São Paulo praticamente sem dinheiro. Trabalhei três anos em uma agência. Quando ela fechou, vi que não havia na cidade uma agência especializada em modelos negros. Agarrei essa oportunidade. Hoje, 14 anos depois, capacito e formo profissionais. Nosso book contém mais de 200 modelos.”
Ele conta que o curso de modelo tem 33 matérias como etiqueta, teatro, passarela, nutrição, maquiagem e postura. “Na metade do curso, que dura seis meses, eles participam de uma banca que avalia quem está tendo um bom aproveitamento e deve concluir a formação.”
Helder afirma que os aspirantes a modelo passam por avaliação e são indagados sobre os estudos. “É fundamental que o modelo continue estudando. Essa carreira é efêmera e muitas vezes ingrata. Eles precisam ter os pés no chão.”
altO empresário diz que o mercado para modelos negros está crescendo. “Mas acredito que não foi o mercado que se abriu e sim, foi o negro que se conscientizou e está buscando seu espaço. Os negros perceberam, enfim, que a grande ferramenta é a educação, com ela é possível ir aonde quiser.”


Adriana, fundadora da Feira Preta
Militância empreendedora impulsiona negócios
Formada em gestão de eventos e com especialização em arte e cultura, Adriana Barbosa é uma empreendedora engajada. Desde 2002, realiza anualmente a Feira Preta. “Criei a feira pela necessidade de haver um evento com esse recorte racial de segmentação, levando em conta não apenas o viés da militância mas sobretudo pela oportunidade de negócio. Não existia nenhuma feira com essa abordagem que reunisse produtos e cultura”, afirma.
Adriana conta que o evento começou com 40 expositores e hoje são 100 participantes de todo o País. “Em 2005, criei o Instituto Feira Preta que organiza ações culturais, festival de música, seminário de boas práticas em economia criativa e o curso Preta Qualifica, que capacita empreendedores que participam da feira, em áreas como formulação de preços e atendimento ao público.”
O treinamento é feito em parceria com o Sebrae. Mas o instituto também organiza capacitação ligada à área de cultura, que aborda assuntos como elaboração de projetos, captação de recursos e estratégia de comunicação. “O objetivo é dar aos artistas um olhar de gestão sobre sua própria obra.”
Segundo Adriana, existe um potencial grande a ser explorado nesse nicho.
“A preocupação é saber se quem produz compreende as particularidades desse público, cada vez mais exigente, e se tem escala para atender a demanda crescente.”
A empresária conta que a terceirização de algumas etapas de seus negócios é feita por meio de redes que agrupam profissionais negros. “Uma delas é a Kultafro. Hoje, 70% das minhas produções são feitas por profissionais e empreendedores negros. Adotamos o conceito americano Black Money, para fazer circular dinheiro dentro da comunidade negra.”
A diretora comercial da loja de bonecas Preta Pretinha, Joyce Venâncio, se inspirou em um sonho de infância para criar o negócio. “Quando minhas irmãs e eu éramos pequenas, queríamos ter bonecas negras e nossa avó fez bonecas com tecido marrom para nós”, diz Joyce. Em 2000, as irmãs se uniram para criar a loja que oferece, além de bonecas, brinquedos educativos, fantoches e bonecos de madeira.
“Não quisemos segregar produzindo só bonecas negras, elas são maioria, mas também temos orientais, muçulmanas, russas etc.” Joyce afirma que, com o tempo, viu que era necessário criar bonecas com enfoque na inclusão. “Hoje, temos bonecas cadeirantes, albinas e obesas, entre outras, que são muito usadas em aulas sobre inclusão.” Em 2010, elas também fundaram o Instituto Preta Pretinha, que promove oficinas e inclusão de pessoas carentes.

terça-feira, 6 de maio de 2014

8ª edição do Festival de Cultura e Arte Negra 2014

Informação adicional do Projeto

A Realização do Festival de cultura e arte negra surgiu com objetivo de dar visibilidade o artista que trabalha com a diversidade cultura na perspectiva de gênero é raça foi com esse objetivo que surge o  evento e com muita lutar é organização vamos realizar a 8ª edição do Festival de cultura e arte negra. É chegada a hora de perdermos o medo, e hoje através do Festival de cultura e arte negra, temos certeza, este objetivo cultural que faz parte da vida dos homens será alcançado e também pela importância do próprio tema motivar o artista no desenvolvimento de Seu potencial.

Programação

PROGRAMAÇÃO DAS MESAS DE DEBATES CCH UNIMONTES PRÉDIO 02 AUDITÓRIO DE 19.30H as 21.30 H

13 DE MAIO DIA NACIONAL DE LUTA CONTRA O PRECONCEITO RACIAL

Dia 13 de Maio horário 19.30H as 21.30 H

Mesa de debate com Papiõn Cris Santos
A Lei 11.645/08 e Intolerância a Espiritualidade Indígena e Oficina de Reutilização e Grafismos Indígenas das 16.00h às 18.00h.


Dia 14 de Maio horário 19.30H as 21.30 H

Mesa sobre a lei 10639 ,Com Maria Du Carmo Costa ( Madu Costa) Professora de Arte e Literatura na empresa Escola Municipal Belo Horizonte
Contando  estória,Slogan.:Já falei 10639 vezes que racismo é crime.

Dia 15 de Maio horário 19.30H as 21.30 H

Mesa: Autoestima e imagem corporal, com a Prof.ª Luciana de Almeida Moreira.
Pesquisadora do Grupo de Estudo e Pesquisa em Narrativas Formativas – GEPENAF e  Crime cibernético, com a Advogada Lucélia Saraiva Aguiar -

Programação das oficinas

Local das Oficinas ( Núcleo de Dança Luciano de Jesus ) AV Amperes 365 Bairro de Lurdes Próximo a Igreja Católica. 

Sexta Feira dia 16 Oficina de grafite com Wender Miranda - Montes Claros,  das 9H às 12H /Capoeira Angola com Jean Cigano – Montes Claros,  das 9H às 11h/ de Break com Dário Adam -Montes Claros, das 15H às 17H/ de Mascaras Africana Mascaras Africana com Olívio Cerqueira - Montes Claros, das 18H às 21H

Sábado 17 Oficina de Mascaras Africana Mascaras Africana com Olívio Cerqueira - Montes Claros, das 8H às 14h /Trança e Penteado com Ednéa Rubim - RJ e Claudia Santiago - RJ das 8H às 12.H / de Turbante e Amarras com Neguinha Moura -RJ das 13.H às 17.00H

Domingo dia 18 Oficina de Dança Afro com Evandro Passos - Belo Horizonte das 8H às 10H/ Percussão com Luciano de Jesus - Montes Claros das 10H às 12H 

Programação cultural no Quintal Cel Prates 92 Centro

Apresentações Culturais, Culinária Africana, Moda e Beleza Negra com Desfile de Turbantes e Amarras,Lançamento de Livro, Dança Afro, Capoeira e Comida di Preto.
Contatos: 38 91044369 TIM /38 88460040 OI/ 38 97409883 VIVO


Objetivos das oficinas do FECAN

Oficina de Grafite

GERAL

Contribuição e capacitação na compreensão do desenho e da pintura como meios expressivos, com valores históricos – culturais de importante papel social, assim como utilizar diferentes formas de procedimentos através do uso de materiais próprios do campo plástico a partir da análise da produção artística de rua e seus aspectos semânticos.

ESPECÍFICOS



Promover a utilização e pesquisa de materiais artísticos; desenvolver a sensibilidade e a criatividade dos alunos; Possibilitar uma reflexão crítica dos alunos em busca da construção de um conceito de  Cidadania; Compreender o uso dos elementos básicos da linguagem visual; Identificar os significados expressivos e comunicativos das formas plásticas; Apontar as transformações corridas na sociedade de acordo com sua evolução
Industrial; Enfocar em linhas gerais as diferenças entre graffiti e pichação; Estudar as principais intervenções estéticas de caráter urbano e ambiental; proporcionar, um estudo de desenho, onde será abordado todos os elementos necessários para se chegar a técnica do graffite (estudo de cores e formas por exemplo). Também estará trabalhando o olhar dos participantes da oficina para o seu cotidiano, procurando fazer da oficina um observatório do espaço onde você esteja inserido, a fim de valorizar a identidade local e ajudando na formação de cidadãos participativos.


Oficina de Dança de Rua


Esta oficina visa, não só a difusão da história da dança e seus movimentos, mais também a prática da dança de rua, analisando o processo evolutivo da mesma, realizando vivências paralelas, comparando a dança "contemporânea" com a "primeira" dança a ser praticada. Proporcionando o conhecimento do próprio corpo, ajudando num desenvolvimento motor melhor, possibilitando o aluno obter respostas fisiológicas, psicológicas, que resultarão num melhor desempenho em vida pessoal e profissional. Trabalhando principalmente o respeito mútuo, convivência em grupo, socialização e a formação como cidadão.


Oficina de Turbante

Os turbantes têm origem na África, e os turbantes são usados como e para proteção de ORI (cabeça). Na África a forma de adornar (amarrar) a cabeça tem significados.
Jovens e adolescente utiliza turbantes menores e sem ornamentos, bem discretos, e assim conforme o seu poder maior o seu turbante.
No Brasil é uma resistência do nosso povo para com nossos irmãos africanos e ancestrais. Usados no ILE ASE (casa de candomblé),Blocos afros, afro descendentes Afoxés, E por pessoas iniciadas na Religião de MATRIZ AFRICANA.
Hoje é uma tendência na moda que tem influência em África, e temos visto o uso dos turbantes em diferentes regiões, significando como a estampa africana e seus costumes estão nós influenciando ainda hoje.

Oficina de penteados africanos

Objetivo a valorização e preservação da cultura afro-brasileira, proporcionando através do fazer e do saber, poderemos compreender a identidade cultural de matriz africana no Brasil. O fortalecimento da cultura de matriz africana será desenvolvido não só no período das oficinas, mas durante o ano de 2014 com várias iniciativas nascidas nas edições anteriores do FECAN, que sempre pautou pelo resgate e fortalecimento das manifestações culturais de matriz africana.

Oficina de Mascaras Africana

As Máscaras Africanas foram às protagonistas da arte africana. A máscara representava um disfarce místico com o qual os africanos poderiam absorver forças mágicas dos espíritos e assim utilizá-las em benefício da comunidade: na cura de doenças, em rituais fúnebres, cerimônias de iniciação, casamentos e nascimentos. O trabalho com as máscaras africanas também contribui para o reconhecimento da identidade afro brasileira integrando a memória cultural do nosso país, a oficina visa também oportunizar ao público interessado um encontro com as máscaras africanas, concebidas nas suas dimensões técnicas e representativas desde os princípios fundamentais de concepção até sua utilização como um potente elemento para o trabalho criativo do ator, a oficina não pressupõe nenhum conhecimento prévio ou específico de escultura, mas procura uma flexibilidade nas exigências de pré-requisitos de modo a fomentar um trabalho sério de divulgação de uma técnica pouco explorada e uma troca mútua de experiências.                       

Oficina de Reutilização e Grafismos Indígenas


A intenção desta oficina é propagar a cultura Indígena e seu grafismo, acreditando que seja de grande importância para todos, este conhecimento milenar existente me nosso país. Os indígenas buscam referencias visuais nos elementos da natureza, para a construção dos desenhos nas pinturas corporais. Por tanto, utilizam-se de pigmentos oriundos de vegetais e minerais geralmente encontrados nas regiões onde habitam.
As técnicas decorativas, bem como as suas simbologias encontram no corpo humano um dos seus suportes para a representação estética da arte plástica, que alem de uma manifestação artística, é também um resgistro etnocultural. Essas mesmas observações valem para os padrões encontrados nas pinturas dos utensílios cotidianos, nas indumentárias e nos desenhos do espaço habitacional.
Os aspectos visuais, obtidos através da semiótica apresentada na decoração corporal, remetem-nos à identidade de cada etnia, onde são relatadas as mudanças sociais básicas decorrentes do processo etário, hierarquia, gênero, entre outros. Para estabelecermos relações entre esses diferentes grupos humanos promovendo a interculturalidade, necessitamos de maiores estudos pela gama de informações que eles nos oferecem.
A arte Indígena constitui-se um referencial importante, para os professores que pretendem desenvolver projetos interculturais constituindo-se uma porta de entrada a outras questões, pois nas sociedades Indígenas, a arte está relacionada a todos os outros aspectos da vida social, diferentemente do conceito de arte na nossa sociedade. Assim as pesquisas relacionadas a estética considera as tradições e o contexto histórico-social de cada etnia, desbancando a idéia generalizadora, difundida inclusive nos livros didáticos. A pintura e as manifestações gráficas dos grupos Indígenas brasileiros foram objetos de atenção desde o primeiro século da colonização. Os estudiosos nunca deixaram de registrar-las e de admirá-las, estejam elas presentes nos corpos, nos utensílios, e atualmente também nos papeis, que se apresentam como um novo campo de expressão para os artistas Indígenas.

Oficina de Percussão

Objetivo da oficina é a  interação e resgate da musicalidade ancestral africana promover vivências sonoras com os participantes, possibilitando novas descobertas através dos instrumentos construídos e tocados por eles mesmos, partindo da abordagem eco-sustentável dos recursos existentes na região circundante (bambuzal, bananeiras) e dos materiais específicos fornecidos pelo facilitador; Construir e tocar instrumentos de percussão, experimentando diferentes combinações de timbres e afinações, tendo como repertório tanto improvisações estruturadas como motivos melódicos de inspiração étnica e canções de temáticas voltadas para o dia a dia do aprendiz da percussão.

Oficina de capoeira angola


Os objetivos da oficina de Capoeira Angola é a ampliação do universo cultural acerca da capoeira, valorizando seus aspectos herdados da cultura africana em sua pluralidade de formas adquiridas durante seu processo histórico de criação e recriação na África e no Brasil, traduzindo-se assim, como um importante elemento de resistência da cultura negra. Além disso, a Capoeira Angola contempla os indicativos educacionais no que tange a valorização da diversidade, a formação de identidade e o repúdio a qualquer forma de discriminação.
Sem medo de ser feliz a capoeira angola também contribui com o conhecimento do corpo do praticante, construindo assim a consciência corporal, ela é uma terapia para o corpo e alma

domingo, 13 de abril de 2014



FESTIVAL DE CULTURA E ARTE NEGRA - FECAN de 10 a 18 de Maio de 2014.

Para oficinas de: Capoeira Angola com Jean Cigano – Montes Claros, Dança Afro com Evandro Passos - Belo Horizonte, Break com Dário Adam -Montes Claros, Percussão com Luciano de Jesus - Montes Claros, Grafite com Wender Miranda - Montes Claros, Mascaras Africana com Olívio Cerqueira - Montes Claros, Tranças e Penteado com Ednéa Rubim - RJ e Claudia Santiago - RJ, Turbante e Amarras com Neguinha Moura --RJ, Reutilização e Grafismos Indígenas com Papiõn Cris Santos – RJ.

Investimento de 20,00(Vinte Reais) para as oficinas e de 10 ( dez reais) para as mesas de debates com direito a certificado de 50 horas

Comprovante de deposito no Inicio das aulas.
Na Conta Corrente 48625-6
Agência 0104-X
Banco do Brasil
Favorecido - Hilário Bispo da Fonseca

Vagas Limitadas

30vagas para Capoeira Angola, 30 vagas Dança Afro, 30 vagas Break 30 vagas Percussão 20 vagas Grafite 15 vagas Artes Plásticas mascaras africana 20 vagas Tranças e Penteado, 20 vagas para Turbante e Amarras (obs: cada aluno deverá levar uma pessoa para ser o modelo), 30 vagas para Reutilização e Grafismos Indígenas.


Nome_________________________________________________________________End_____________________________________________________________N_____Cep____________Cidade_________________________________________________Tel_________________Cel___________________Data Nascimento______________
Email______________________________________________FaceBook___________

Cor ( )Pardo ( )Preto ( ) Branco ( ) Gênero ( ) F ( ) M ( ) Indígena ( ) Outros

Assinale com um X sua (s) Oficina ( s )

( ) Capoeira Angola ( ) Dança Afro ( ) Break ( ) Percussão ( ) Grafite ( ) mascaras africana ( ) Trança e Penteado Africano ( ) Turbante e Amarras ( ) Reutilização e Grafismos Indígenas

Local das Oficinas ( Núcleo de Dança Luciano de Jesus ) AV Amperes 365 Bairro de Lurdes Próximo a Igreja Católica 
Ligue 038 97409883 Vivo 38 91044369 TIM

E-mail   hilariobispo@yahoo.com.br


terça-feira, 25 de março de 2014

UNEGRO elege nova diretoria em Minas Gerais (2014)



Com uma forte presença quilombola, a UNEGRO elegeu sua nova diretoria para o período de 2014-2018 na Câmara Municipal de Itabira. Nessa 7ª Plenária Estadual da UNEGRO estiveram presentes o vice-prefeito de Itabira, Ronaldo Calixto (PV), o vereador Batatinha (PSDB), Marinete Nunes da Seção do Negro da Prefeitura de Itabira, José Norberto do Centro Cultural do Carmo e Zito Vieira representando a Direção Estadual do PCdoB-MG, além de diversas associações e entidades dos movimentos  sociais, entre elas o Sindicato dos Vigilantes e diretores da CTB. O prefeito de Itabira, Damon Sena (PV) e o vereador Gilson Reis (PCdoB-BH) justificaram ausência.
A nova diretoria já começa os trabalhos com um ousado plano de lutas cujas são bandeiras envolvem temas gerais e temas específicos da luta pela igualdade no Brasil, como a redução da maioridade penal, o fim do fator previdenciário, a participação nas manifestações e por melhorias nas comunidades quilombolas não só de Itabira mas também em outras regiões mineiras.

Projeto eleitoral 
Por decisão da plenária a UNEGRO vai convocar uma reunião para tratar da participação de sua militância nas eleições de 2014 e propor um conjunto de opiniões políticas sobre os rumos da conjuntura nacional. Além disso, nessa reunião UNEGRO vai decidir quais candidaturas apoiará tanto na majoritária quanto na proporcional.

 Clóvis Moura
Para homenagear o sociólogo marxista Clóvis Moura a plenária aprovou a criação do Prêmio Clóvis Moura para agraciar pessoas,  físicas e jurídicas, que contribuíram para a luta pela igualdade racial em Minas Gerais

Encontro Nacional de Mulheres da UNEGRO
Finalizando as atividades da 7º plenária estadual, a UNEGRO criou uma comissão para viabilizar a participação da delegação de Minas Gerais no Encontro Nacional de Mulheres da UNEGRO, em Vitória no Espírito Santo, em julho. E para presidir a entidade, foi reeleito o membro do Núcleo da UNEGRO na UFMG, Alexandre Braga.