segunda-feira, 8 de maio de 2017

Nomes das homenageadas do troféu Rainha Nzinga 2017

Troféu Rainha Nzinhga 2017
DIA 25 DE maio no CENTRO cultural de MONTES claros -MG
Praça da Matriz 32.
às 19h
Homenageadas:
Alessandra Nzinga (Rio de Janeiro)
Amanda Pereira Souza ( Montes Claros)
Ana Cristina Duarte (Rio de Janeiro)
Ana Maria Pereira da Silva ( Montes Claros)
Ana Maria Rosa Santana (Montes Claros)
Claudia Menez Vitalino (Rio de Janeiro)
Edna Correia de Oliveira ( Jaiba)
Eliane Rosa dos Santos ( Brasília DF)

Elissandra Flávia Santos  ( Divinópolis )
Eloyá Amorim ( Montes Claros)
Eneida Albuquerque Santos ( Pará)
Enedina Santos Deiró ( Valença Ba)
Geralda Islene( Montes Claros)
Gisele Costa ( Rio de Janeiro)
Ione Oliveira ( Belo Horizonte)
Ivone Diniz (Pedro Leopoldo)

Janaelle Cristina Neri Almeida ( Manga - MG )

Luba Fee ( Niteroi Rio)
Maria Cecilia ( Montes Claros )
Maria do Carmo Pereira dos Santos (Mãe Duca - Montes Claros)
Mara Catarina Evaristo ( Belo Horizonte)
Marilene Alves – Leninha ( Montes Claros)
Margarethe Rose Alves ( Brasilia DF)

Marcia da Conceição Valadares ( Ouro Preto )
Marisa Vieira da Silva( Venda Nova)
Patricia França ( Caetite) Ba
Ronilda Azevedo Lauton ( Montes Claros)
Rosângela Silva ( Belo Horizonte)
Sandra Andrante ( Bom Despacho)MG
Sônia Aparecida dos Santos (SP)

quinta-feira, 6 de abril de 2017

25 de Maio é o dia da África

Neste dia, os líderes de 30 dos 32 Estados africanos independentes assinaram uma carta de fundação, em Addis Abeba, na Etiópia.
Em 1991, a OUA estabeleceu a Comunidade Econômica Africana, e em 2002, a OUA estabeleceu o seu próprio sucessor, a União Africana. No entanto, o nome e a data do Dia de África foram mantidos como uma celebração da unidade Africana tema do Dia de África 2012 é África e da Diáspora”.
A celebração de Nova York foi realizada em Nova York em 31 de maio de 2011. Em Nairobi, foi comemorado no Parque Uhuru Recreational Park. Também deve ser notado que o Dia da África é celebrada como um feriado público em apenas cinco países africanos, Gana, Mali, Namíbia, Zâmbia e Zimbabwe.
No entanto, as celebrações são realizadas em alguns países africanos, bem como pelos africanos na diáspora.


Introdução

A mais marcante das singularidades africanas é o fato de seus povos autóctones terem sido os progenitores de todas as populações humanas do planeta, o que faz do continente africano o berço único da espécie humana. Os dados científicos que corroboram tanto as análises do DNA mitocondrial(6) quanto os achados pelo antropológicos apontam constantemente nesse sentido.
O continente africano, palco exclusivo dos processos interligados de hominização e de organização, é o único lugar do mundo onde se encontram, em perfeita sequencia geológica, e acompanhados pelas indústrias líticas ou metalúrgicas correspondentes, todos os indícios da evolução da nossa espécie a partir dos primeiros ancestrais hominídeos. A humanidade, antiga e moderna, desenvolveu-se primeiro na África e logo, progressivamente e por levas sucessivas, foi povoando o planeta inteiro
E a imagem que temos da África é a de um continente sem história. Sabemos hoje que os povos africanos já navegavam os mares à procura da rota para as índias milênios antes das caravelas portuguesas e espanholas.

Berço das primeiras civilizações mundiais

Uma das singularidades da África decorre do fato de esse continente ter sido o precursor mundial das sociedades agro-sedentárias e dos primeiros Estados burocráticos, particularmente ao longo do rio Nilo (Egito, Kerma e Kush). Ao longo dos séculos, as riquezas destes Estados, assim como as riquezas do império de Oxum, na parte oriental do continente, e do império de Cartago, situado na porção setentrional, aguçaram a cobiça de inúmeros povos vizinhos, desde o Mediterrâneo europeu (gregos e romanos) e o Oriente Médio semita (hicsos, assírios, persas, turcos, árabes), até o sudeste asiático (indonésios)

Suas tragédias:
Mas grande parte do continente ainda sofre com os efeitos da colonização europeia. O exemplo mais gritante é o surto de ebola, que afeta países como Guiné, Serra Leoa, Libéria, Mali, Senegal e Nigéria.
Algumas comunidades de Serra Leoa já perderam mais de 10% da população, vítima do ebola. Essa doença representa mais do que uma tragédia humana, também existe o desastre ecológico, que contribuiu para a morte de milhares de gorilas e chipanzés, nossos parentes genéticos mais próximos, por cepas do mesmo vírus. Cientistas calculam a morte de cerca de 5000 gorilas no Congo e no Gabão entre 2002 e 2004, e de 88% da população de chipanzés no Santuário Lossi.   Ou seja, o modelo imposto pelos colonizadores limita as possibilidades de desenvolvimento do continente, contribui para a destruição de riquezas naturais, e para a degradação do ambiente e da biodiversidade local.
Se liga:O surto recente do ebola é um típico exemplo da ausência de saneamento ambiental e de políticas sanitárias no continente africano, que oprimido pelo passado colonialista, pela dívida externa, e pela pressão dos organismos financeiros internacionais (FMI e Banco Mundial), da União Europeia e dos EUA, não consegue investir neste campo.
Faltam médicos, medicamentos, e mecanismos de controle sanitário, como o acompanhamento da propagação do ebola-vírus nos morcegos, que são o reservatório natural mais provável da doença, em roedores e outras espécies.
O Ocidente também tem fechado os olhos, como sempre, para as guerras civis e os conflitos militares, como o massacre de cerca de 2.000 pessoas na Nigéria, a maioria mulheres e crianças, pelo grupo extremista Boko Haram, na mesma época do atentado à revista francesa Charlie Hebdo.
Assim as grandes agências de notícias tentam isolar as vítimas do ebola nos limites da quarentena formada na Libéria, Serra Leoa, Guiné e Senegal, também não se observou nenhuma indignação em relação ao massacre da Nigéria. Nem passeatas, nem debates, muito menos o bombardeio de notícias pela mídia. Não verificamos a solidariedade dos líderes internacionais em razão deste atentado terrorista, ou de qualquer outro massacre.
Seu povo sua Riqueza majestosa
A África é o segundo continente mais populoso do mundo (fica atrás somente da Ásia). Possui, aproximadamente, 820 milhões de habitantes .
É um continente basicamente agrário, pois cerca de 63% da população habitam o meio rural, enquanto somente 37 % moram em cidades.

- No geral, é um continente pobre e subdesenvolvido, apresentando baixos índices de desenvolvimento econômico. A renda per capita, por exemplo, é de, aproximadamente, US$ 850,00. O PIB (Produto Interno Bruto) corresponde a apenas 1% do PIB mundial. Grande parte dos países possui parques industriais pouco desenvolvidos, enquanto outros nem se quer são industrializados, vivendo basicamente da agricultura.
- O principal bloco econômico africano é o SADC (Southern Africa Development Community), formado por 15 países: África do Sul, Angola, Botswana, República Democrática do Congo, Lesoto, Madagascar, Malaui, Maurícia, Moçambique, Namíbia, Suazilândia, Seychelles, Tanzânia, Zâmbia e Zimbábue.
- Além da agricultura, destaca-se a exploração de recursos minerais como, por exemplo, ouro e diamante. Esta exploração gera pouca renda para os países, pois é feita por empresas multinacionais estrangeiras, principalmente da Europa.
- Os países africanos que possuem um nível de desenvolvimento um pouco melhor do que a média do continente são: África do Sul, Egito, Marrocos, Argélia, Tunísia e Líbia.
- Os principais problemas africanos são: fome, epidemias (a AIDS é a principal) e os conflitos étnicos armados (alguns países vivem em processo de guerra civil).
- Os índices sociais africanos também não são bons. O analfabetismo, por exemplo, é de aproximadamente 40%. 
- As religiões mais presentes no continente são: muçulmana (cerca de 40%) e católica romana (15%). Existem também seguidores de diversos cultos africanos.
- As línguas mais faladas no continente são: inglês, francês, árabe, português e as línguas africanas.

 - A África possui uma fauna rica e diversificada. Os principais animais que vivem neste continente são: elefante africano, leão, zebra, rinoceronte, hipopótamo, leopardo, hiena, gorila, chacal, chipanzé, girafa e avestruz.
A África é um  continente com, aproximadamente, 30,27 milhões de quilômetros quadrados de terras. Estas se localizam parte no hemisfério norte e parte no sul. Ao norte é banhado pelo mar Mediterrâneo; ao leste pelas águas do Oceano Índico e a oeste pelo Oceano Atlântico. O Sul do continente africano é banhado pelo encontro das águas destes dois oceanos.

A África também e aqui...
A maioria dos países que compõem o continente africano apresenta muitas similaridades com o Brasil. Primeiramente, os aspectos naturais de ambos têm em comum a presença de extensas áreas florestadas, como a Amazônia brasileira e a Floresta Equatorial do Congo. Em seus territórios estão localizados os dois maiores rios em volume de água do mundo, o rio Amazonas e o rio Congo, respectivamente. Outro ponto em comum são as enormes faixas de clima tropical recobertas por vegetação esparsas, conhecida como Savanas, na África, e Cerrado, no Brasil. Na literatura de língua inglesa, o Cerrado é conhecido como Brazilian Savanna, ou seja, a Savana Brasileira.
O tráfico negreiro e a escravidão determinaram o presente do nosso país. A população vinda do continente africano criou aqui raízes, família, cultura, história. Hoje, 53% dos brasileiros se declaram pretos ou pardos, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2013. Esse grupo é grandemente desfavorecido. Dados tabulados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) comprovam: eles são a maioria dos analfabetos, com a maior taxa de distorção idade-série, e o trabalho infantil é mais comum entre eles do que entre brancos

Finalizando

Dia da África ou a Semana da África, celebrado no dia 25 de maio ou de 26 a 28 de maio, é um evento anual promovido pelas Delegações Africanas Permanentes perante a UNESCO, que visa a aumentar a visibilidade da África, destacando a diversidade de seu patrimônio cultural e artístico.

No Brasil, o Programa Brasil-África: Histórias Cruzadas celebra esse dia para promover o reconhecimento da importância da interseção da história e da cultura africana com a história e a cultura brasileira, buscando transformar as relações entre os diversos grupos étnico-raciais que formam o país.
Esta celebração é uma oportunidade para se organizar festividades culturais como, exposições artísticas, filmes, apresentações, exposições gastronômicas e noites de gala. É também uma ocasião para se organizar conferências e debates sobre várias questões importantes a respeito do continente africano e das influências desse continente na história e na cultura brasileira.

Um afro abraço.

Claudia Vitalino.

Uma Nova Ordem Racial.

Não é o desconhecimento de ninguém que a grande massa carcerária no Brasil, principalmente na Bahia, é formada por um grande contingente de pessoas negras. Num pais onde políticas públicas de educação, saneamento básico, saúde, transporte, cultura e lazer inexiste nas nos bairro e comunidades onde a população negra habita, não se poderia esperar por uma estatística mais otimista.



Independentemente da omissão do poder público, uma lastimável incorreção que corre no sistema carcerário brasileiro é a prisão e condenação de pessoas inocentes devidos a inquéritos policiais maus elaborados o que acarreta em terríveis erros judiciais.

Os meios de comunicação têm sistematicamente noticiado casos parecidos com os dos Irmãos Naves, um grave erro judiciário acontecido em 1937, na cidade de Araguari, em Minas Gerais. Tem sido recorrente no país, principalmente nas comunidades pobres, pessoas serem levadas para a prisão e condenadas sem realmente ter cometido os crimes dos quais são acusadas. O mais trágico nisso tudo é que 90% das vítimas desses erros são da raça negra. Uma tragédia que se repete no sistema judiciário do país.

Os principais noticiários das emissoras de TVs do pais vem incansavelmente alertando sobre a prisão de pessoas inocentes. E pesquisa mostram que 92% dessas pessoas são vítimas de maus policiais, que prendem pessoas, pressupostamente suspeita de algum crime, sem qualquer critério probatório.  Desconfia-se que assim agem para receber gratificações para atingirem metas por prisões efetuadas. Levadas a julgamento, se o réu ou a ré é negra dispensam-se peças essenciais e outras ações legais, que poderiam provar a sua inocência. Com isso, os presídios cada vez mais recebem um número preocupante de pessoas negras inocentes.

O telejornal, Bom Dia Brasil voltou a exibir o caso do vendedor ambulante de SP que ficou preso um mês sem ter cometido crime algum.  Outros exemplos de injustiça foram exibidos, e em todos as vítimas eram pessoas negras. Essas aberrações da justiça causou a indignação do ancora Chico Pinheiro, que fez um desabafo emocionado. Um dos casos mostrados, na quarta-feira, 05/04, foi mostrado o caso do vendedor ambulante de São Paulo que ficou um mês preso sem ter cometido crime.

Um policial civil, fora da sua jurisdição de serviço, baseando-se nas informações da esposa, que teve o celular roubado, deu voz de prisão ao ambulante e o levou preso para outra cidade, onde ocorreu o roubo, a 30 km da residencial do suposto ladrão. A esposa do policial, em princípio, ficou em dúvida, mas certamente para que o marido policial não passasse por autoritário, acabou por declarar reconhecer o inocente como o autor do roubo do seu celular.   O triste drama do ambulante Wilson Rosa, que não é isolado, passou uma temporada na cadeia até ser definitivamente provado a sua inocência.

Eu ilustro esse lamentável episódio como bônus da minha afirmativa de que os conselhos, centros, unidades, secretarias e comissões da igualdade racial e ou de defesa do negro não passam e latrinas politiqueiras, e nada tem a ver com a pauta que apregoam. Nenhuma liderança de movimentos negros prefigura como defensores das negras vítimas de injustiça e de erro judicial.

Esse caso se tornou notório em São Paulo, mas nenhuma liderança dos movimentos negros se levantou para ir em defesa do ambulante. Isso ocorreu por meio de um advogado voluntário sensibilizado com o drama que a família do ambulante estava vivendo. E olha que em Sampa não existe somente o lixo dos lixos chamado Movimento Negro Unificado, MNU. Existem centenas de outras porcarias do mesmo quilate com a pseuda proposta de defender os direitos legítimos da Raça Negra. Mas o que ocorre, na verdade, é que seus líderes não passam de um bando de vendilhões da raça agrilhoado aos politiqueiros seus patrões e senhores.

Cerca de 89% dos defensores públicos ou defensores voluntários das pessoas negras, vítimas de injustiça judicial, não tem quaisquer vínculos com as entidades ditas de defesa do negro ou da igualdade racial. E nenhum desses defensores também são negros ou negras. Isso denota a ineficácia, inercia, omissão e inutilidade dos movimentos negros e das latrinas politiqueiras espalhadas pelo Brasil afora.

Junta nessa lama politicalha a Comissão da Igualdade Racial da OAB/RJ, reconhecida com justiça como a latrina mor de todas outras latrinas politiqueiras, devido a sua total omissão diante aos genocídios de jovens negros promovidos por forças policiais, e outras mazelas lançadas contra a negritude, no Rio de Janeiro, sem qualquer ação jurídica tomada por seus gestores.

Outras duas latrinas, no Rio de Janeiro, com os mesmos teores de dejetos politiqueiros, que nada fizerem e nada fazem em prol da negritude, – e cujas existências pressupõe esse propósito – são o CEDINE, Conselho Estadual dos Direitos dos Negros, e o COMDEDINE, Conselho Municipal de Defesa dos Direitos do Negros. Dois lixos que envergonham a Causa Negra fluminense por seus gestores serem relhes capitães do mato pós-modernos e mucamas de gabinetes do presidiário Sergio Cabral e quadrilha e, também, do futuro presidiário Eduardo paz e quadrilha.  Seus patrões e sinhozinhos.
 
CEDINE? COMDEDINE? Não sei do que se trata não. Por aqui nunca apareceram. – Respondeu uma líder comunitária do Morro do Boréu, na Tijuca, zona norte do Rio ao ser indagada sobre a participação daqueles dois lixos nas atividades sociais da comunidade.
 
A ineficiência dessas entidades e dos seus gestores mostra-se ao tirar proveito de ações das quais não tiveram quaisquer participações. Nos projetos nas comunidades e periferias em que jovens negros são inseridos em programas sociais de músicas, dança, teatro, audiovisual, artes em geral, não se vê nenhuma ação do CEDINE, do COMDEDINE ou dos movimentos negros fluminense.  Essa súcia para justificar aos governos e aos seus senhores e sinhazinhas dos partidos políticos, o que não realizam, desavergonhamente buscam tirar proveitos dessas ações.
 
– Os caras dos movimentos negros só parecem por aqui em época de eleição com seus políticos brancos e, também, para tirar fotografias e publicar nas páginas sociais, como se o projeto que os gestores culturais, brancos, desenvolvem aqui, fossem deles. – Desabafa uma professora negra, do Complexo da Maré, conjunto de favelas da zona norte do Rio, de grande contingente negros.
 
Essas atitudes de má fé, desonestidade e de usurpação alheia é recorrente também nos Quilombos e comunidades onde é grande o contingente negro, e as ações sociais e culturais são promovidas por gestores sem quaisquer vínculos com os movimentos negros e com as entidades ditas oficiais de defesa do negro e da igualdade racial.
 
Sem legitimidade, sem propostas, programas e projetos para findar ou pelo menos amenizar as agruras impostas aos negros e negras no Brasil, essa velha e conhecida turminha dos movimentos negros emergem de suas insignificâncias apenas para apregoarem discursos panfletários que, para a negritude, resulta em nada e leva a lugar nenhum.

A luta –  se é que se pode chamar essa mesmice de luta –  dos movimentos negros ao longo das últimas quatro décadas, tem sido somente para criar um modelo de vitimização do negro. Vítima da sociedade, vítima do estado, vítima do sistema, vítima do poder branco, vítima da extrema direita e outros subterfúgios panfletários.  A negritude é vítima sim, mas da ausência do poder e de políticas públicas nas comunidades em que habita.

Sendo o movimento negro o defensor dos interesses do negro não poderia direcionar sua luta nesse sentido? Não são eles que gerenciam as coordenações, comissões, centros, secretarias, departamentos e núcleos de defesa do negro e ou da igualdade racial?

Eu permaneço nas críticas e denúncias devido as incomensuráveis aberrações e mazelas lançadas contra a negritude brasileira. Aberrações e mazelas usadas por essa velha e conhecida turminha para promover as tais mentirosas conquistas históricas, que lhes rendem cargos públicos e outros benefícios pessoais.
E motivações para essa turminha mostrar trabalho é o que não faltam.

Em 04 de Maio de 2015 enviei uma carta manifesto intitulado Cracolândia. 
As Senzalas Pós-Modernas, em que eu mostrava a omissão dos movimentos negros sobre o contingente negro, de homens, mulheres e crianças, vivendo em condições sub-humanas nas Cracolândias do Rio e de São Paulo. Relatei a ausência do poder público diante da situação e a promiscuidade gananciosa de ONGs, que recebiam verbas privadas e do estado para desenvolverem projetos e programas de erradicação das Cracolândia, e nada estava sendo feito.

Recebi dezenas de mensagens ameaçadoras e ofensivas de segmentos dos movimentos negros. As cracolândias continuam promovendo a decadência humana de cidadão, cidadão e de crianças negras e, também, fomentando rendas para aqueles e aquelas que usam essa tragédia para suas hediondas causas próprias.
E não é somente nas cracolândias que a negritude padece e reque ações dos movimentos negros. E nada acontece vindo dessa velha e conhecida turminha.

Nesse Domingo, 02/04/201702/04/2017, o Fantástico fez uma reportagem sobre uma senhora negra chamada Silvia que vivia na Cracolândia, em São Paulo, região que ela conheceu desde criança e onde virou assaltante e, aos 18, foi presa e condenada a 25 anos. Ao sair, ela só conseguiu trabalho no tráfico.  Depois de 40 anos de vida, Sílvia se perdeu nas drogas, virou uma pessoa irreconhecível e ganhou um apelido: a 'Bruxa da Cracolândia', devido ao seu aspecto deflagrado.

A vida da Dona Silvia mudou consideravelmente até que, segundo palavras dela – um anjo branco apareceu para mim mudando completamente a minha vida. Para a melhor. Esse anjo branco e a jovem estudante, Fernanda, da classe média paulista, que levou Dona Silvia para uma casa clínica de tratamento e, em seguida, para uma casa de acolhimento. Doma Silvia estudou, completou os estudos fundamental e médio e está cursando a faculdade de direito. E sentiu-se com uma criança ao conhecer a praia pela primeira vez ao cinquenta e poucos anos.

Bastou a ação solitária de uma pessoa para que a vida da Dona Silvia tomasse um outro rumo. 

Quantas entidades dos movimentos negros existem somente no Rio de Janeiro e em São Paulo? Por que não tomaram e nem tomam nenhuma atitude em relação às cracolândias? Ou –  Não é assunto nosso!!!  Que resultado e ou legado os movimentos negros têm conquistado para a Causa Negra e para a Causa Quilombola? Não me venham com papo de cotas raciais. Elas representam uma humilhação sem precedentes para a negritude. As cotas raciais não representam nenhuma conquista.

Ao contrário das críticas – acompanhadas de ameaças que recebo – eu não pertenço a nenhum grupo político ou força reacionária do poder branco da extrema direita, segundo um dirigente, da CUT/SP, em e-mail raivoso dirigido a mim.

Minhas mensagens são enviadas para mais 15 mil endereços eletrônicos do meu mailing pessoal; mais de 40 listas de diversos grupos de entidades religiosas, de capoeira, de mulheres, universidades, da diversidade sexual, culturais, artísticas e sociais das quais sou inscrito; para vereadores,  parlamentares estaduais, federais e senadores, de todos os partidos; para dezenas de entidades dos direitos humanos; para a assessoria de imprensa e de comunicação do STF; PF; MPF; MPE; TCU; emissoras de rádio, TVs, e redações da imprensa em geral, totalizando mais de 62 mil pessoas.

Recebo semanalmente mais de 1.200 mensagens de todo o pais de críticas, elogios e sugestões. Também recebo inúmeras ofensas e ameaças. Há também convites para palestras e debates em universidades, terreiros, centros de direitos humanos, etc., das quais agradeço o convite, mas não participo.

Sou apenas, e exerço esse meu direito, um cidadão negro cansado de ver os legítimos direitos da sua raça ser usurpada pelos seus iguais.

Iguais, que sob a égide dos movimentos negros se apresentam como defensores da Causa Negra e da Causa Quilombola, mas agem em causa própria e pelos interesses políticos dos seus senhores e sinhazinhas dos partidos políticos. 
Deles e delas criou-se um nova ordem racial:  as do capitães do mato pós-modernos e das mucamas de gabinetes.

Abraços a todos.
Flávio Leandro
Cineasta, Professor de Produção Audiovisual, Professor de Produção Teatral.
Busca no Google: cineasta Flávio Leandro
Cartas do Flávio Leandro
Youtube: Filmes do Flávio Leandro: A Vênus da Lapa; Entre os Dois Planos; A Relação Humana Uma História Cigana; O Velório; Yeah, Meu Negro. 

terça-feira, 4 de abril de 2017

Programação do Troféu Rainha Nzinga 2017


Quinta feira dia 25 de Maio de 2017
Local.: Centro Cultural Dr Hermes de Paula
Endereço: Praça Dr. Chaves, 32 - Centro, 
Montes Claros - MG, 39400-005 
Telefone: (38) 3229-3456

19 h Abertura do Troféu com apresentação cultural
Luciano de Jesus, Maristela Cardoso e Elenice Diaz
19.30 h: Documentário
20h :Roda de Conversas Integrando Saberes.
Cláudia Menezes Vitalino, Conjuntura e a construção de uma agenda Nacional para o Movimento Negro Brasileiro.
Patrícia Freitas, Educação Quilombola, diversidade desafios e perspectivas..
Sônia Aparecida dos Santos, O Genocídio da juventude Negra.
Pretta Val, O empoderamento da Mulher Preta.

21h: Entrega doTroféu Rainha NZINGA 2017
22h Confraternização
TROFÉU RAINHA NZINGA



Propósito


O Troféu Rainha NZINGA tem por objetivo de da  visibilidade  e valorizar a luta das mulheres que milita no combate ao racismo em diversas frentes como por exemplo: religião, música, dança, artes plásticas, culinária, moda, politica, educação e no empreendedorismo.


Visão Geral do Troféu

O Troféu Rainha NZINGA surge dentro das atividades do Festival de Cultura e Arte Negra – FECAN, trazendo algumas nuances da cultura de matriz africana no Brasil em especial em Montes Claros, com oficinas de: dança afro, percussão e artes plásticas.



Metas do Troféu

 Fortalecer o protagonismos das mulheres que luta em defesa da culturade matriz africana, tão marcante em nossa sociedade, através das rodas de conversas, palestras, apresentações culturais contribuindo com o lazer, entretenimento  de todos os envolvidos no evento.

Objetivo do Troféu

•Manter viva a memória das mulheres que sempre defenderama cultura de matriz africana, e seu ideal de liberdade.
•Divulgar os fotos históricos que reafirma a luta das mulheres nossos, nas escolas, universidades. 
•Dar visibilidade a organizações de mulheres negras, além de contribuir com os pesquisadores, professores, jornalistas, estudantes e sociedade organizada sobre a importância dos elementos de matriz africana na construção da identidade cultural


OBJETIVO GERAL DO TROFÉU RAINHA NZINGA


Promover, a inserção das mulheres negras no espaço de poder. Fazendo um recorde nas questões de gênero e raça, o Troféu Rainha NZINGA também irá trabalhar a alto estimas das mulheres negras.

INTRODUÇÃO

O troféu rainha Nzinga vem romper com  silêncio que envolve a questão de gênero e raça na sociedade brasileira em especial no norte do estado de minas gerais. É preciso romper com as praticas machistas e racistas que estão impregnadas na sociedade brasileira, a luta das mulheres negras a partir da diversidade de gênero e raça contribuirá com a ocupação das mulheres no poder. A tentativa do rompimento do silêncio que envolve a questão racial no ambiente politico tem provocado, entre as mulheres, um interesse maior nas questões de uma agenda que de fato discuta as questões de gero e raça no dia-a-dia do fazer politico.                                      
JUSTIFICATIVA

Não tem como comemorar o mês da consciência negra e organizar a discursão acerca do combate ao racismo se não colocarmos as questões de gênero e raça e o empreendedorismo das mulheres negras. A mulher como a protagonista da luta de emancipação politica e socialno recorde de gênero e raça, nesta perspectiva o troféu rainha NZINGA cumprirá um papel importante  na visibilidade da luta das mulher negras brasileira. Além de reforçar a nossa identidade como pertencente da cultura de matriz africana.
Informação adicional do troféu Rainha Nzinga

A idealização do Troféu Rainha Nzinga surgiu com objetivo de dar visibilidade as nossas heroínas negras em especial a rainha NZINGA, mulher guerreira que enfrentou o poder colonial português.  O troféu rainha Nzinga é um prémio que simboliza a luta das mulheres ao preconceito racial e o combate ao racismo, na perspectiva de gênero é raça, também será com este olhar que faremos mais uma edição do troféu rainha Nzinga que este anos vamos  homenageando 30 mulheres de todo o Brasil nos diversos segmentos no dia 25 de Maio de 2017  no Centro Cultural Doutor Hermes de Paula na cidade de Montes Claros Minas Gerais.


Idealizador

Hilário Bispo da Fonseca, através do NEAFRO TAMBORES DOS MONTES, que é um Núcleo de Estudos das Relações Étnicos Raciais da cidade de Montes Claros Minas Gerais, que tem como objetivo a luta contra as desigualdades raciais e a defesa dos direitos sociais fazendo um recorte nas questões de gênero e raça.


Cordialmente,
Hilário Bispo da Fonseca
Coordenador do Evento
                                                         hilariobispo@yahoo.com.br
(38) 99732 6986 Vivo

(38) 99104 4369 TIM

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Troféu Rainha NZINGA 2016

Um pouco sobre as homenageadas Troféu Rainha Nzinga 2016
Marizeth Ribeiro da Costa
professora da Secretaria de Estado de Educação do DF por 31 anos, atuou 26 anos em Regência de Classe e 5 anos como Coordenadora Intermediária de Educação em Direitos Humanos e Diversidade na Coordenação Regional de Ensino do Gama DF
Denise Pereira Castro
Professora. contabilista, Presidente da Associação 8 de Março do Barreiro e Adjancencia BH,Conselheira Municipal de Igualdade Racial , conselheira da crtt Barreiro( conselho regional de transporte Bhtrans Barreiro), da direção da UNEGRO BH, Movimento de Mulheres Negra do Barreiro; de Belo horizonte MG
Maria Marlene Barbosa ("Kota Otaluja "do Tata Lembeuzambe )
Gelsa Porto Barbosa
zeladora de umbanda . Herdeira do Centro de umbanda, onde foi o primeiro terreiro em Montes claros a tocar atabaque
Cristiane Soares dos Santos
Mulher, negra, órfã, arrimo de família, ex-faxineira de casa de família e da antiga Coopagro, ex-cuidadora de pessoa enferma, professora de História, professora de apoio da Educação Inclusiva, pós-graduada em História do Brasil pela Unimontes e advogada.
Maria Lúcia Gomes dos Santos
Nascida em Carangola -Minas Gerais Mora no Município de Seropédica- Rio de Janeiro Formação Acadêmica: Administração de Empresas, Bacharel em Filosofia da Religião e Psicologia Social. MILITÂNCIA: Capelã Espírita Nacional Presidente do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional de Seropédica-CONSEA Conselheira nos Conselhos: da Cidade, da Mulher, da Igualdade Racial e Meio Ambiente em Seropédica. Coordenadora do Fórum de Mulheres Negras de Seropédica PROJETO SOCIAL: Presidente do INSTITUTO DE CULTURA E RELIGIÕES AFRO BRASILEIRA-RJ
Maria Felipe
Assessora Técnica-SECOMT
Secretaria de Comunidades Tradicionais
Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial-SEPRIR
Ministério da Justiça e Cidadania – MJC
Rosa Nilha Rodrigues
Professora Graduada no Curso de Letras e Pós Graduada em Inclusão Social.
Capacitada em Programa de Formação Para Agente Multiplicadores de Pastoral Afro (PROFANPA)
Agente Cultural do Vale Jequitinhonha;
Presidente e Integrante do grupo Consciência Negra Fé e Resgate.
Responsável em realizar encontros e vivências ,ensaios e apresentações do grupo.
Responsável em realizar e coordenar as oficinas de múltiplos saberes do grupo.
Auxiliar de coordenação de projeto :Consciência ,Preservação da Memoria.
Daniele Cantanhede
Iyá Pretah de Ogun
Coordenadora do GAAA-RJ - Grupo de Ação Afirmativa Afrodescendente.
Voluntária no Projeto Entre livros que leva a implementação da lei 10.639 nas escolas públicas de comunidades. Cursa atualmente a faculdade de licenciatura em História. Iyalorisa do Asé Engenho Velho. Militante na causa contra o genocídio do povo negro e na luta contra o Racismo Religioso.
Miriam Seso Amaral Queiroz .
Assistente Social Formada no ano de 2000 Pela Universidade federal fluminense Servidora pública dos Municípios de Armação dos búzios e Macaé . Rio de Janeiro . Direção Estadual do Pc do B e direção municipal do Pc do B em Macaé . Presidente da Unegro Macaé morro do Chapéu Mangueira , no canto do Leme e foi criada em São Gonçalo
Tereza Onä
Mulher, Negra brasileira ela tem um sonho, Sonha com o dia em que nossa história e cultura- História da África- sejam praticadas nos currículos escolares conforme já é previsto por lei 10.639/03 e hoje 11.645(Há mais de 10 anos). Uma vez sem isso(penso eu) nós negros não teremos uma real noção do que e quem foram nosso heróis ancestrais, nossa cor, nossa música, nossa África...sonho uma sociedade onde as diferenças sejam algo que fortaleça, equilibre e não diminua ou menospreze como têm sido em nosso país. Penso que ao conseguirmos entender enquanto nação brasileira mais que a minha cor (que é linda!),meu cabelo duro, meu nariz largo...que se percebermos nossas especificidades culturais com ternura, conhecimento e respeito teremos um Brasil, melhor! Sem feminicídiose e genocídio de nossos jovens negros.
Aqui ou no Haiti.
Bangladesh ou Mali.
Ali ou acolá!"
Juju Souza ( Geralda Islene )
Dona de casa e religiosa candomblecista sonham com um mundo sem intolerância e sem racismo
Nadia Silva
Professora / tutora/secretaria- PÓS- UNIAFRO/UFRRJ
Pedagoga/Lincenciatura plena/ UERJ-FEBF
Pós graduada em Diversidade Étnica e Educação Superior Brasileira- Especialista/UFRRJ
Secretária e membro do Grupo de Estudo e pesquisa Patrimônio Cultural Afro Brasileiro.
Grupo de pesquisa: GEPCAFRO-UFRRJ
Militante em defesa da diversidade cultural e social.
Técnica em Restauração de obra de arte. Funcionaria do Patrimônio Histórico Artístico/MG. Presidente do Fórum da igualdade racial de Ouro Preto.
Militante da frente negra nacional, fomene , Unegro.
Presidente do conselho municipal da igualdade racial de Ouro Preto.
Atuou no filme chico Rei, Aleijadinha amor e suplicio, é conselheira do conselho municipal de cultura
Lúcia de Fátima Moreira
Professora aposentada da rede estadual
Trabalha atualmente como protetora dos animais
Participa como Secretaria da diretoria executiva do grappa
Grupo de apoio a prevenção aos portadores da aids
Soropositiva ha 9 anos, mãe de 2 filhos
Denise Nogueira
professora do Ensino Fundamental II, Médio e Pré – Vestibular.
Umbandista da casa de caridade nossa senhora das graças ,pai Omulú e Maria Padilha
Sônia Iara Soares
1998- Participação no Grupo União e Consciência Negra; 2000- Conselheira no CODENE- Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra-Rs; 2006- Conselheira no Conselho da Mulher- Santa Cruz do Sul; 2006- Montei um grupo de Mulheres Negras em SCS, Mas por causa dos estudos, desativei; 2012- Conselheira no CONPIR SCS; 2015- Bacharela em direito pela Faculdade Dom Alberto; 2016- Diretora de Cidadania- Grupo Face de Ébano; Faço trabalhos voluntários anonimamente
Lucélia Aguiar
Advogada, ativista socioambiental, militante das questões étnico-raciais e presidente da Comissão da Verdade Sobre a Escravidão Negra no Distrito Federal e entorno, do Sindicato dos Bancários de Brasília
Regina Celestino
Militante das questões de combate ao racismo deste o final dos anos 70, em São Paulo, Participou também do poder negro em São Paulo e no Rio de Janeiro por ocasião da expulsão e espancamento, à época, de dois negros no Clube de Regatas Tietê. De lá pra cá a luta nunca parou: a sua vida sempre foi rodeada por estudos, pesquisa sobre leis e informações. Em Mongaguá, organizei a Semana da Consciência Negra, em 2011, junto a membros do Conselho Municipal, e conseguimos a inauguração da Praça Zumbi dos Palmares, em Agenor de Campos.
Conselheira Municipal Dos Direitos da Mulher de Mongaguá , Gestão 2011/2013.
Maria Catarina Laborê
Professora, sindicalista, ativista em defesa da diversidade e de combate ao racismo, uma mulher de luta em defesa da vida.