quinta-feira, 30 de maio de 2019

Nomes das Homenageadas com o Troféu Rainha Nzinga 2019


Aldeir da Silva Rocha

Do Vale do Jequinhonha, da cidade de Rubim. Viúva aos 35 anos e com nove filhos Aldeir sinônimo de mulher de fibra, determinada e incansável, educou seus filhos com muito carinho sem passar por cima dos valores cristãos e morais. Há 45 anos chegaram à cidade de Montes Claros para recomeçar a sua vida com os nove filhos todos pequenos e com todo esforço e dedicação, trabalhando de faxineira no hospital Santa Terezinha e nas folgas, lavando roupas ou fazendo faxina para completar a renda e sustentar foi assim que Aldeir criou seu filhos.

Aledir Maria da Silva.

Professora pedagoga e psicopedagoga. Negra exótica preservo minhas origens, com meu jeito e estilo africano herdado dos meus ancestrais. Sou militante nas questões Étnicas raciais, Culturais, combate ao racismo, discriminação de gênero e raça. Desenvolvi projetos junto à secretaria de educação da Prefeitura municipal de Campinas, o projeto “Boneca negra na sala de aula”, onde trabalhei o resgate e identidade dos alunos. Através da árvore genealógica, resgatando identidade e origens de seus familiares.
Sou mato-grossense porém moro em Campinas desde 1983, meus pais, negros tinham apenas o ensino fundamental mas lutaram e conseguiram dar estudo para os Dez filhos, sendo dois advogados, quatro professoras, um fiscal portuário, um policial, uma enfermeira é um administrador. Sou negra, mulher, batalhadora e uma vencedora.

Ana Estela Gonçalves Santos
 
Mãe de três filhos e avó de cinco netos. Natural e residente de Francisco Sá/Minas Gerais, 68 anos, filha de Isabel Gonçalves de Freitas. Começou a trabalhar como empregada doméstica na infância e exerceu essa função a muitos anos. Mas hoje é funcionária pública há mais de 20 anos da Câmara Municipal de Francisco Sá. Formada em Auxiliar Técnico de Enfermagem pelo Colégio Pirâmide de Francisco Sá em 2012. Graduada em Pedagogia pela UFSJ ( Universidade Federal de São João Del Rei) em fevereiro deste ano. Católica e faz parte de pastorais e movimentos da igreja. Em especial pastoral dos enfermos , como ministra atuante. Fazendo visitas e levando a comunhão. 
 
Creusa Alves
 
Mãe de duas filhas dois netos uma mulher guerreira lutou bravamente para criar as suas filhas trabalha como prestadora de serviços sendo diaristas para sustentar a sua casa; Creusa tem orgulho de ser negra, adora fazer amizade.
 
 
Cristina Gonçalves Vieira (Cris)
 
Brasileira Solteira de Montes Claros tenho 42 anos Sou estudante acadêmica de Direito e Funcionária pública, trabalho na Secretaria de desenvolvimento social onde faço trabalho também com morador em situação de rua fui voluntária no GRAPPA Grupo de Apoio e Prevenção aos Portadores da AIDS; ajudava a ministra palestras, visitas hospitalar e eventos para informação de prevenção. Também sou profissional do ramo de decoração, trabalho com balões aos finais de semana. Uma vez por mês faço festas para uma criança carente e também uma vez por ano dou curso gratuito de arte com balões para meninas carentes de preferência negras. Gosto de ajudar em eventos pra criança carentes.


Deny Moura

Pesquisadora de Turbantes e Amarras(Moda Afro)
Professora de Dança Afro e Dança Folclórica
Professora de modelo e Manequim
Produtora de Eventos Culturais
Pesquisadora de costumes e Moda Africana.
Engajada nos costumes e Empoderamento do Povo Preto!!
Ativista e atuante no Movimento Negro.
Casas de Asé - Ilê Asé Agué Marê "Projeto Dentro do Asé"
(Empoderamento e reconhecimento de costumes e comprometimento do Asé com a sua comunidade interna e do entorno)

Edite Silva
 
Natural de Diamantina-MG, atualmente residente em Montes Claros- MG. Minha formação é contadora, administradora de empresas e relações públicas, mas atualmente sou produtora e empresária do Cantor e compositor Bob Silva o Reggaeman Norte mineiro e Ativista Cultural apoiando principalmente a Cultura Alternativa que tanto sofrem por falta de incentivos em geral. Incentivar a Cultura é fortalecer nossas raízes, pois um povo sem raízes é um povo sem história. Amo cada trabalho, cada conquista, pois todas elas é através de muita luta, muita garra principalmente com Deus sempre no comando. Para recarregar as minhas energias nada melhor que a mãe Natureza, uma boa comida, livros e bons amigos.
 
 
Fernanda Bellator Santos

Para Fernanda ser preto não é só ter pele, já dizia Baco esu do Blues, e essa é a máxima que carrego na vida, luto pela minha ancestralidade, seja ela através da religião, música ou da vivência diária de uma mulher negra em um país que se orgulha de seu histórico escravocrata, e que tenta a todo custo nos calar! Porém, a resistência e um grito, e gritos dados não podem ser calados, ecoam de geração em geração formando uma resistência, da qual me orgulho de fazer parte!
 
 
Isabel Francisca de Jesus
 
Dona Bela é aquela senhora sábia divertida e admirável, que com seus 95 anos de idade nunca perdeu o encanto de viver, mesmo diante de sua luta para criar seus dez filhos. Autodidata. Mesmo sem acesso aos estudos e escolas, aprendeu a ler e escrever. Uma menina negra, pobre, filha de lavadeira e serviçal, Dona Bela aprendeu as primeiras vogais observando as filhas dos coronéis em suas lições com as cartilhas, nas ocasiões em que ajudava sua mãe nos serviços domésticos onde esta trabalhava, conhecendo assim o labor desde muito cedo. Com sua mãe aprendeu os ofícios de cozinheira, lavadeira e passadeira. Por meio destes criou seus filhos, trabalhando para os ricos fazendeiros da cidade. Além disso, Dona Bela trabalhou no mercado municipal vendendo café e bolos. Também escrevia cartas para as pessoas analfabetas da cidade em troca de um bocado de mantimentos para cozinhar para os filhos.Dona Bela é considerada uma das “mães de leite” mais antiga e ainda viva no Município de Porteirinha. Atendeu grande parte das famílias ricas da cidade naquela época, quando as “mães pretas” eram solicitadas para amamentar os filhos dos ricos. Atualmente Dona Bela passa os dias em casa, ainda realizando alguns serviços domésticos. Tem sempre a disposição um colo aconchegante e uma palavra amiga para todos que vão visitá-la ou jogar uma partida de “ferradinho”.

Jacqueline dias pereira
 
Mam’etu Bankizalu, a mãe Jacqueline, mulher dedicada às forças espirituais e apaixonada pelos Orixás. Zeladora de Santo, mãe de terreiro e mulher que nunca fugiu à luta. Uma super filha e uma mãezona para seus filhos espirituais, sempre zelou pelo seu ilê com garra, determinação e certeza de que o universo conspira a favor de quem é bom

Janaína Lopes Neves de Barros 
 
 
Profissional na área de saúde, como Agente Comunitária de Saúde na Unidade Básica de saúde Auxiliar de Enfermagem e 2011 concluiu o curso de Técnico de enfermagem. Em 2011 teve a oportunidade de atuar na área de Enfermagem na Unidade Básica de saúde Jd.Brasil situada na zona norte de São Paulo , interagindo com a população e com muita dedicação a comunidade, aonde adquiriu vasta experiência na área da saúde. Em 2018 foi atuar em outro setor da enfermagem o Home Care , aonde continua até o dia de hoje se dedica apaixonante sua profissão em presta cuidados e auxílio aos pacientes.

Maria Ângela Moreira

Nascida no dia 09/08/1961 na pequena cidade de Cruzília no interior do Sul de Minas Gerais filha de agricultores e com mais 10 irmãos desde pequena almejava sonhos de sair da pequena cidade. Aos 14 saiu de casa e foi para grande cidade de São Paulo para trabalhar como babá no ano de 1975.
E com isso veio a motivação para estudar. No ano de 1989 Maria Ângela prestou concurso público para a prefeitura de São Paulo para trabalhar como auxiliar de desenvolvimento infantil continuou os estudos ingressou na faculdade de pedagogia mesmo em meio às dificuldades com duas filhas não desistiu concluir com muita luta e força de vontade. Trabalhou 27 anos E hoje aos 57 anos de idade está aposentada e ativista simpatizante e luta pelos direitos do povo negro desse país ainda luta juntamente com sua categoria de profissionais os professores desse país por condições de trabalho melhor é uma guerreira nata e tem se dedicado desde seus 14 anos a fazer a diferença é deixar sua marca no mundo E exemplo para o seu legado e geração futura.

Maria das Dores Pereira da Silva
 
 
Quilombola, Vazanteira, Pescadora, conhecida como Dora Pereira, Maria das Dores é uma liderança nacional das comunidades ribeirinhas, moradora da comunidade quilombola Croata, localizada as margens direita do Rio São Francisco na cidade de Januária Minas Gerais, Dora faz parte do Movimento dos Pescadores e Pescadoras do Brasil, é conselheira do Conselho Pastoral dos Pescadores, do Conselho Municipal de Saúde e do Conselho Municipal de Promoção das Políticas de Promoção da Igualdade Racial do município de Januária.
 
 
Rita Diirr,

Produtora Cultural,
Integrande do Fórum de Mulheres Negras do Município de Niterói e do Estado do RJ;
Integrante da Organização da Marcha das Mulheres Negras do Estado do RJ
Integrante do Comitê Impulsor da Marcha das Mulheres Negras 2015
Fundadora do Bloco Saias na Folia,
Presidente da Liga de Bandas e Blocos Carnavalescos de Niterói Sambaquis,
Diretora Cultural da Liga de Escolas de Samba Lesnit,
Diretora de Organização do MNU-Niterói,
Fundadora do Baobab Reduto Afro Cultural de Niterói,
Ex-Gerente do Projeto de Economia Solidária da Prefeitura de Niterói;
Ex-Coordenadora da Ceppir-Niterói,
Ex-Coordenadora do Projeto Saúde e Cultura do MINC RJES,
hoje, Subsecretária da Coordenadoria de Direitos Humanos da Prefeitura de Niterói.

Ruth Sheila Souza 
 
 
Ativista do Movimento Social Negro, membro do Fórum de Mulheres Negras de Niterói, Coordenadora do Reduto Afro Cultural Baobab-Niterói, integrante do Comitê Impulsor da Marcha das Mulheres Negras em Niterói. Integrou a equipe da CEPPIR- Niterói(2013 2015) Afroempreededora e líder comunitária,Estudante da graduação de Serviço Social.
 
 
Sara Silva Rodrigues

Modelo a mais de oito anos e graduando Letras inglês na Universidade Estadual de Montes Claros, sempre procurei me envolver com as atividades do movimento negro. Seja dando palestras sobre autoestima e valorização da mulher negra ou em caminhadas e protestos lutando por nossos direitos. Buscando sempre combater e denunciar o racismo em todos os espaços.
 
 
Simone Santos

Pedagoga, educadora social formada pela UFMG e bacharelanda em Ciências do Estado pela mesma instituição. No ambiente acadêmico pude continuar o que já venho fazendo fora dele: participando de movimentos cujas pautas se dedicam à melhoria da população negra e de baixa renda por meio de políticas públicas e acesso à informação; como professora, atuo para que o ambiente escolar (sobretudo a sala de aula) seja um espaço de descoberta e construção do conhecimento, em que haja solidariedade e respeito às diferenças

Soraia Santos
 
Licenciada e Pós graduada em cultura popular e valores humanos pela Unimontes e teatro universitário pela UFMG

Uiara Lopes
 
Diretora da União de Negros pela Igualdade (Unegro), praticante do Candomblé e Vondunsi¹ da Roça do Ventura, um terreiro da tradição Jeje Mahi localizando na Bahia

Vandira de Souza Mendes Delgado

Militante dos movimentos sociais em especial o movimento negro, realizou vários eventos no tocante as Políticas de Promoção da Igualdade Racial, SOS Racismo, Saúde Coletiva voltada para a saúde da população negra.
Trabalhou como Assessora na empresa Assembléia Legislativa de São Paulo
Trabalhou como Nursing na empresa Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia
Bacharel Enfermagem na instituição de ensino FMU - Faculdades Metropolitanas Unidas

Vera Lucia de Oliveira 
 
52 anos, natural de Montes Claros MG filha de José Martins e Terezinha Augusta (mulher guerreira mãe de 8 filhos, 18 netos e 7 bisnetos ela recebeu o troféu Rainha Nzinga em 2016) vera é funcionária pública da prefeitura de Montes Claros há 26 anos. Vera Lúcia sempre apoiou e se disponibiliza aos movimentos em especial o movimento negro Verá é apaixonada por capoeira influenciada pela sua amiga e irmã Luciana Axé que é professora de capoeira. Vera Lucia se orgulha de ser descendente materna indígena e paterno de Negros baianos.

Verônica Pereira de Lima

Conhecida no santo como Done Verônica ty oya,sou voluntária nas forças armada do Brasil,viajo em missão de paz,pra Moçambique,serra leoa ,porto príncipe, Guiné Bissau, tenho uma cooperativa de mulheres e crianças vítimas de estupros, orfandade, miséria, sou uma lutadora contra intolerância religiosa dentro e fora do Brasil, atualmente estou no Brasil abrindo minha casa de axé, dando continuidade aos meus trabalhos voluntários no Brasil, mantenho casas de instituições na Bahia/Salvador/Brasil.

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Troféu Rainha Nzinga 2019 na otica de Maria Catarina Laborê

Maria Catarina Laborê

O meu desejo, enquanto mulher negra e rainha combativa é que cada rainha seja referencial determinante para seguir adiante, em cada local e momento onde se encontrar. Esta iniciativa, única em nosso país tem o dever de ser promissor e ousado por cada uma de nós. Rainha Nzinga Mbandi
Uma das maiores governantes da história da África.
O maior símbolo da resistência africana à colonização foi uma mulher, deve traduzir em cada rainha coroada, este ideal libertário. O empoderamento remete à condição de ação individual e coletiva ligada a consciência social, libertação das opressões, conquista de direitos, autonomia, sentimento de pertencimento e identidade, poder sobre seu destino e sobre seu corpo. O empoderamento remete à força individual e coletiva. Essa luta, que envolve as mulheres em geral, é maior para mulheres negras, indígenas e trans, porque lutam contra um nível de opressão maior e acabam acumulando uma força maior. Os resultados virão se um trabalho sério for realizado. E segue meus parabéns a todas vocês, que hoje somam cerca de 150 mulheres negras, que pelo trabalho muito instigante e provocador e que não tem sido nada fácil, para o idealizador do Troféu Rainha Nzinga, Hilário Bispo da Fonseca,vem construindo esta pauta histórica pela valorização da mulher negra em nosso país desde 2015.Nestes 131 anos de uma farsa Abolição da Escravidão no Brasil ,o racismo estrutural imposto no Brasil depois da Abolição é sentida inclusive na frase do presidente Jair Bolsonaro, que, em uma entrevista à TV, afirmou que “o racismo é uma coisa rara” no País. Neste sentido, irmãs rainhas, este é o ranço da Abolição que sem dúvida é mais desafiante para nós! Desejo um ótimo evento em todos os sentidos e que principalmente seja pilar fundamental para nossas lutas em ações concretas. Grande beijo em cada uma.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

25 personalidades negras brasileiras que marcaram um pouco da história.


1. Aqualtune (c.1600-?) - princesa e comandante militar

Aqualtune
Aqualtune
Nascida no Reino do Congo, Aqualtune era uma princesa que ocupou um importante papel na sua terra natal. Comandou um exército de 10 mil homens contra o Reino de Portugal defendendo seu território.
Derrotada, foi vendida como escrava e trazida para Alagoas. No engenho onde estava como escrava ficou sabendo da existência do Quilombo dos Palmares e fugiu para o local levando consigo vários companheiros.
Ali teria três filhos que se destacariam na luta contra a escravidão: Ganga Zumba e Gana, líderes no Quilombo dos Palmares; e Sabina, a mãe de Zumbi.
A causa da sua morte é incerta, mas seus feitos ajudaram a consolidar o Quilombo dos Palmares como refúgio dos escravos na colônia.

2. Zumbi dos Palmares (1655-1695) - líder do Quilombo dos Palmares

Zumbi do Palmares
Zumbi do Palmares
Zumbi dos Palmares foi o símbolo da resistência dos escravos que conseguiam fugir das fazendas de Alagoas e arredores.
Zumbi já nasceu no Quilombo e, portanto, livre. No entanto, numa das incursões contra o quilombo foi vendido para um sacerdote e assim estudou latim e português.
Desta forma sabia das péssimas condições de vida que estavam submetidos os africanos que eram trazidos à força para trabalharem nos engenhos nordestinos.
Volta ao Quilombo e quem o liderava era Ganga-Zumba. Nessa época, o lugar já tinha uma população de 30 mil pessoas e representava uma ameaça ao governo português. Por isso, decidem fazer uma oferta para que se entreguem se violência.
A proposta é rejeitada por Zumbi que teria armado uma emboscada para Ganga-Zumba ou o envenenado. Começa, assim uma guerra entre os quilombolas, colonos e a Coroa portuguesa.
Liderando o Quilombo dos Palmares, seu exército foi derrotado, sua cabeça exposta em praça pública, mas seu exemplo de luta foi passado de geração em geração. A vida de Zumbi se tornou exemplo para o movimento negro atual.

3. Dandara (? - 1694) - esposa de Zumbi

Personalidades Negras Brasileiras Dandara
Dandara
Além disso, participou da resistência contra o governo português lutando ao lado das tropas que defendiam o Quilombo dos Palmares.
Para não ser pega pelos soldados coloniais, Dandara preferiu suicidar-se, atirando-se num precipício.

4. Aleijadinho (1738(?)-1814) - escultor e arquiteto

Personalidades Negras Brasileiras Aleijadinho
Aleijadinho
Filho de um arquiteto português e de sua escrava, Antônio Francisco de Lisboa, foi alforriado pelo pai. Cresceu num ambiente de arte e pôde receber educação formal junto aos seus meios-irmãos.
Sendo pardo ou mulato nem sempre recebia o que lhe correspondia por suas obras e muitas peças não podem ter a autoria confirmada por carecerem de contrato.
Mesmo assim foi encarregado de várias obras importantes das ordens religiosas mais ricas da região das Minas Gerais. Suas obras estão em cidades como Congonhas, Mariana e Sabará e em vários museus brasileiros.
Desenvolveu uma doença degenerativa que o fez perder (ou paralisar) os dedos das mãos e dos pés.Mesmo gravemente enfermo não parou de trabalhar e imprimiu às suas criações um estilo inconfundível sendo reconhecido como grande mestre barroco do período.

5. Tereza de Benguela (?-1770) - rainha do Quilombo de Quariterê

Tereza de Benguela
Tereza de Benguela
Foi a rainha do Quilombo de Quariterê, no Mato Grosso. Após a morte do companheiro, liderou a luta do quilombo contra os soldados portugueses. Sua grande inovação foi a instituição de um Parlamento no quilombo onde se discutiam as normas que regulavam o funcionamento do lugar.
Após ter tido seu exército derrotado, Tereza de Benguela foi morta e decapitada com a cabeça exposta em praça pública. Desta maneira, o governo pretendia o castigo por desafiá-lo servisse de exemplo para todos.
Dia 25 de julho, data de sua morte, é celebrado o Dia da Mulher Negra no Brasil.

6. Mestre Valentim (1745-1813) - paisagista e arquiteto

Mestre Valentim
Mestre Valentim
Valentim da Fonseca e Silva, mais conhecido como Mestre Valentim, era filho de um contratador e diamantes e uma negra. Nasceu em Serro, Minas Gerais, e mais tarde, Valentim foi levado para o pai a Lisboa onde estudou.
No Brasil, estabeleceu-se no Rio de Janeiro, então capital da colônia. Prestou serviço para as grandes ordens religiosas e realizou trabalhos para o Mosteiro de São Bento, a Igreja de Santa Cruz dos Militares e a Igreja de São Pedro Clérigos (já demolida).
Chamado de "Aleijadinho carioca" pelo seu talento foi também o autor do traçado original do Passeio Público e do Chafariz das Marrecas.
No entanto, sua obra mais conhecida é chafariz localizado na atual Praça Quinze, onde centenas de escravos recolhiam água para abastecer as casas.

7. Padre José Maurício (1767-1830) - músico e compositor

Jose Mauricio Nunes García
José Maurício Nunes Garcia
Nascido no Rio de Janeiro, de pais libertos, José Maurício Nunes Garcia seguiu a carreira eclesiástica a fim de ter uma educação formal. Além disso, estudou música, composição e regência, sendo exímio organista.
Com a vinda da Família Real ao Brasil, em 1808, a vida cultural do Rio de Janeiro sofreu um incremento considerável.
O príncipe-regente Dom João, admirador da música, nomeou-lhe mestre de Capela e o fez cavaleiro da Ordem de Cristo, uma das mais tradicionais ordens portuguesas.
Compôs, sobretudo, música religiosa que refletem exatamente a transição do barroco para o classicismo pela qual passava a música europeia.
Com as comemorações do bicentenário da Família Real em 2008, a obra de José Maurício Nunes Garcia foi redescoberta. Assim surgiram várias gravações de orquestras brasileiras e internacionais que permitiram sua divulgação às novas gerações.

8. Maria Firmina do Reis (1822-1917) - escritora e professora

Maria Firmina
Maria Firmina
Nascida no Maranhão, Maria Firmina dos Reis pode ser considerada uma pioneira em vários campos.
Foi a primeira mulher a passar para o concurso público como professora, a fundar uma escola mista e a escrever um romance "Úrsula" . Este livro anteciparia o gênero de literatura abolicionista que seria moda com "Escrava Isaura", de Bernado Guimarães (1825-1884).
Publicaria em 1871 um conto com a mesma temática "A Escrava" e reuniria seus poemas na coletânea "Cantos à beira-mar".
Maria Firmina foi completamente esquecida e silenciada da História do Brasil, mas pesquisas recentes tem trazido luz sobre sua obra e vida.

9. Luís Gama (1830-1882) - escritor e ativista político

Luis Gama
Luís Gama
Nascido na Bahia de uma liberta e de um português empobrecido, Luís Gama nasceu livre, mas foi vendido como escravo pelo pai que estava endividado.
Foi para São Paulo aos 10 anos e trabalhou como escravo doméstico. Aprendeu a ler aos 17, e nesta época, conseguiu provar junto aos tribunais que era mantido como escravo injustamente e que, portanto, deveria ser posto em liberdade.
Um vez livre, Gama passou a atuar como rábula, um advogado sem diploma que pleiteava causas específicas. No seu caso, Luís Gama conseguiu libertar mais de 500 escravos alegando que todo negro chegado ao Brasil após 1831 deveria ser livre, tal como dizia a Lei Feijó.
Escritor abolicionista, o enterro de Luís Gama foi um verdadeiro acontecimento em São Paulo acompanhado por 4000 pessoas.
Em 2015, a OAB - Ordem de Advogados do Brasil, lhe concedeu postumamente o título oficial de advogado.

10. André Rebouças (1838-1898) - engenheiro e ativista político

André Rebouças
André Rebouças
Nascido na Bahia, André Rebouças era filho de um conselheiro do Imperador Dom Pedro I e estudou engenharia no exterior.
Construiu docas nos portos de Salvador, Rio de Janeiro e Recife. Propôs meios para melhorar o abastecimento de água da capital do Império e planejou linhas ferroviárias junto com seus irmãos Antonio e José.
Abolicionista, amigo da Família Imperial, foi um dos fundadores da "Sociedade Brasileira Contra a Escravidão". A princesa Isabel causou escândalo quando dançou com André Rebouças nos bailes da Corte deixando claro sua posição abolicionista.
Monarquista, acompanhou a família imperial no seu exílio em Lisboa e dali partiu para Angola.

11. Francisco José do Nascimento (1839-1914) - marinheiro e ativista político

Dragão do Mar
Francisco José do Nascimento, o Dragão do Mar
Natural do Ceará, filho de pescadores, desde cedo aprendeu o ofício do mar e exerceu de prático-mor. O abolicionismo se espalhava pelo país e no Ceará contou com o apoio decisivo dos jangadeiros.
Em 1881, os jangadeiros, liderados por Francisco do Nascimento, se recusam a transportar os escravos para o sul do país. Desta forma, o comércio ficou paralisado.
O ato do jangadeiro correu por todo país e foi saudado pelos abolicionistas como um gesto heroico. A partir de então, sua alcunha seria "Dragão do Mar" e entraria para história do estado e do país.
O Ceará foi a primeira província do Brasil a abolir a escravidão em 1884.

12. Machado de Assis (1839-1908) - escritor, jornalista e poeta

Machado de Assis
Machado de Assis
Nascido no Rio de Janeiro, Joaquim Maria Machado de Assis nasceu numa família pobre. Desde pequeno, o menino se interessava pelos livros e aprendeu francês, idioma com o qual escreveria alguns poemas.
Foi funcionário público em vários ministérios, enquanto desenvolvia sua atividade literária publicando crônicas e contos nos jornais.
Ainda assim escreveria nove romances fundamentais para a literatura brasileira dentre os quais se destacam "Dom Casmurro" e "Memórias Póstumas de Brás Cubas".
Além disso, fundou a Academia Brasileira de Letras, e foi seu primeiro presidente. A instituição ainda cumpre um importante papel na divulgação da língua portuguesa e tem a sua sede no Rio de Janeiro.

13. Estêvão Silva (1845-1891) - pintor, desenhista e professor

Estevao da Silva
Estêvão da Silva
Nascido no Rio de Janeiro formou-se como pintor na Academia Imperial de Belas-Artes. A Academia recebia um grande número de negros e filhos de alforriados e Estêvão Silva é considerado o maior de todos eles.
Especializou-se na pintura de naturezas-mortas, e o crítico Gonzaga Duque observou que "ninguém era capaz de pintá-las tão bem quanto Estêvão Silva". Igualmente, retratou paisagens e figuras religiosas.
Apesar de esquecido pela historiografia brasileira, Estêvão Silva participou do Grupo Grimm, que renovou o paisagismo brasileiro no século XIX.
Na praia da Boa Viagem, em Niterói, os membros pintavam sob orientação do alemão Georg Grimm. Faziam parte artistas como Antônio Parreiras e França Júnior, entre outros.
O Museu Afro Brasil, em São Paulo, realizou uma exposição para resgatar a figura deste importante personagem.

14. José do Patrocínio (1853-1905) - farmacêutico e ativista político

José do Patrocinio
José do Patrocínio
Nascido em Campo dos Goytacazes (RJ), José do Patrocínio foi para a capital do Império para estudar Farmácia enquanto trabalhava na Santa Casa de Misericórdia.
No entanto, cedo trocou o laboratório pela redação de jornais onde defendia ardorosamente o fim da escravidão.
Com Joaquim Nabuco, em 1880, fundou Sociedade Brasileira Contra a Escravidão. Além de comícios políticos, a organização arrecadava dinheiro para alforrias e facilitava fugas de escravos. Do mesmo modo, concorreu e ganhou a eleição para vereador do Rio de Janeiro em 1886.
Assinada a Lei Áurea, em 1888, Patrocínio vai a Paris, de onde volta com o primeiro automóvel da cidade do Rio de Janeiro. Igualmente, investe suas economias na fabricação de dirigíveis. Falece de tuberculose aos 51 anos de idade.

15. João da Cruz e Souza (1861-1898) - poeta e escritor

Cruz e Souza
Cruz e Souza
Nascido em Desterro, atual Florianópolis, Cruz e Souza era filho de escravos alforriados, e recebeu uma educação esmerada por parte da família do ex-senhor do seu pai. Aprendeu idiomas estrangeiros e matemática, mas seria recusado como promotor na cidade de Laguna por ser negro.
Partiu para a capital, onde foi arquivista da Estrada de Ferro Central do Brasil. Colaborava com diversos jornais e estava atento a causa abolicionista que se desenrolava naquele momento.
Publicou três livros em vida, mas foi sua obra póstuma "Evocações" que lhe garantiu um lugar entre os grandes escritores brasileiros.
Seus poemas são os primeiros do estilo simbolista no Brasil. Apesar disso, faleceu tal qual um poeta romântico, pois a tuberculose terminou com sua vida quando tinha apenas 36 anos.

16. Mãe Menininha do Gantois (1894-1986) - Iyálorixá

Mãe Meninha do Gantois
Mãe Meninha do Gantois
Nascida na Bahia, Escolástica da Conceição de Nazaré, era descendente de uma linhagem de Iyálorixás ou líderes femininas que comandam um terreiro de Candomblé.
Mãe Meninha do Gantois foi escolhida aos 28 anos para ser a dirigente do Gantois, terreiro que havia sido fundado por sua bisavó.
Na década de 30, as celebrações de Candomblé ou Umbanda estavam proibidas por lei. Porém, ela se destacou em fazer que o Candomblé fosse conhecido por intelectuais e políticos.
A legião de admiradores da mãe de santo incluíam nomes como Jorge Amado, Dorival Caymmi, Vinícius de Moraes, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gal Costa, etc.
Graças a sua sabedoria, a religião afro-brasileira ganhou mais visibilidade e respeito.

17. Pixinguinha (1897-1973) - músico, compositor e arranjador

Pixinguinha
Pixinguinha
Pixinguinha, apelido de Alfredo da Rocha Vianna Filho, é considerado o maior flautista brasileiro, e ainda tocava cavaquinho, piano e saxofone. Começou a aprender música em casa e aos 14 anos já se apresentava em casas noturnas.
Na época do cinema mudo, os artistas negros não eram contratados para as orquestras que acompanhavam o filme, nem tocavam no hall do cinema.
No entanto, com a gripe espanhola, Pixinguinha consegue convencer um produtor a contratar o seu conjunto “Os Oito Batutas” , integrado somente por músicos negros. O grupo animaria os espectadores antes das projeções dos filmes.
Mais tarde “Os Oito Batutas” excursionam pela Europa por seis meses e voltam triunfantes.
Pixinguinha vai para o rádio onde escreve arranjos e conhece os grandes cantores da época, como Orlando Silva, que gravaria “Carinhoso”.
Suas canções até hoje estão no repertório dos grupos de choro, samba e MPB, pois ele é considerado o fundador da moderna música brasileira.

18. Antonieta de Barros (1901-1952) - professora, jornalista e deputada

Antonieta de Barros
Antonieta de Barros
Natural de Santa Catarina, Antonieta de Barros foi professora e dedicou toda sua vida ao ensino.
De igual maneira, fundou jornais onde defendia ideias feministas. Na década de 30, entrou na política e foi a primeira deputada estadual negra do país e primeira deputada mulher do estado de Santa Catarina.
Igualmente, foi eleita em 1934 pelo Partido Liberal Catarinense na assembleia que redigiria a nova Constituição. Esteve nas comissões que relatariam os capítulos Educação e Cultura e Funcionalismo.
Integrou a assembleia legislativa catarinense até 1937, quando teve início a ditadura do Estado Novo. Posteriormente, voltaria a se dedicar ao magistério ocupando cargos de direção em diversas escolas.

19. Laudelina de Campos Melo (1904-1991) - empregada doméstica e ativista política

Laudelina de Campos Melo
Laudelina de Campos Melo
Nascida em Poços de Caldas (MG). Desde cedo teve que ajudar a mãe com trabalhos domésticos fazendo doces para ajudar o sustento da casa. Mesmo assim participava de associações culturais e se filiou ao PCB na década de 30.
Laudelina fundou a primeira Associação de Trabalhadores Domésticos do Brasil, posteriormente fechada pelo Estado Novo.
Com a volta da democracia, Laudelina continuou a lutar pela valorização da cultura negra e do trabalho doméstico. Para isso, auxiliava a fundar associações de cunho político e cultural.
Também organizava manifestações e abaixo-assinados com o propósito de pressionar os legisladores a promulgarem leis favoráveis ao trabalhador doméstico.
Deixou sua casa em testamento para a Associação que ajudara a criar.

20. Carolina de Jesus (1914-1977) - escritora

Carolina de Jesus
Carolina de Jesus
Nascida na cidade de Sacramento (MG), Carolina Maria de Jesus frequentou a escola somente por dois anos.
Em busca de uma vida melhor, foi para São Paulo onde viveu na favela de Canindé e sustentava os três filhos vendendo papel e ferro.
Na década de 60, a favela seria deslocada por conta da especulação imobiliária e Carolina narra o cotidiano do lugar num diário. Ali conta as mazelas e a luta pela sobrevivência numa linguagem crua, mas poética.
O jornalista Audálio Dantas, da Folha da Noite, que cobria a ação do governo, ajuda Carolina publicar suas anotações. O livro seria lançado com o título “Quarto de Despejo”.
A publicação torna-se um sucesso imediato e é traduzida para 29 idiomas. Seguiriam a continuação, onde ela descreve o lugar da mulher negra dentro da sociedade brasileira, e “Provérbios”. Sua biografia seria publicada postumamente, em 1986, como “Diário de Bitita”.

21. Abdias do Nascimento (1914-2011) - intelectual, ator e político

Personalidades Negras Brasileiras Abdias do Nascimento
Abdias do Nascimento
Nascido em Franca (SP), Abdias do Nascimento foi um grande precursor na vida artística e política do Brasil. Fundador do Teatro Experimental do Negro, em 1944, o Museu da Arte Negra e do IPEAFRO, nos anos 80, que se dedicou à pesquisa e à divulgação da história da África. Ainda ajudou a conceber o Memorial Zumbi dos Palmares, em Alagoas.
Engajado no movimento negro do Brasil colaborou com a Frente Negra Brasileira. Durante a ditadura militar (1964-1985) foi para os Estados Unidos onde foi professor universitário. Igualmente, exerceu como deputado e senador.
Abdias do Nascimento lançou várias obras sobre temas relativos a condição do negro dentre as quais se destaca "O Genocídio do Negro Brasileiro - Processo de um racismo mascarado", de 1978.
Homem de diversos talentos, Abdias do Nascimento ainda foi artista plástico e fez várias obras que se inspiravam na arte africana. Igualmente, se vestia com estampas e peças de vestuários de origem africana.
Também é frequentemente comparado ao pastor americano Martin Luther King pelo seu compromisso com os direito civis da população afrodescendente.

22. Adhemar Ferreira da Silva (1927-2001) - atleta olímpico

Adhemar Ferreira da Silva
Adhemar Ferreira da Silva
Natural de São Paulo foi pioneiro do atletismo brasileiro na categoria de salto triplo. Defendeu as cores do São Paulo e do Vasco da Gama, no Rio de Janeiro.
Seu primeiro título foi o Troféu Brasil em 1947 e continuaria a brilhar sendo tricampeão pan-americano, sul-americano e quebrando vários recordes mundiais.
Consagrado nas Olimpíadas de Helsinque (1952) e de Melbourne (1956) foi o primeiro a ganhar uma medalha de ouro para o Brasil e ser bicampeão olímpico.
Além disso, foi escultor e participou do filme "Orfeu Negro", agraciado com a Palma de Ouro em Cannes em 1959. Formou-se em Educação Física, Direito e Relações Públicas. Ainda foi designado adido cultural na Nigéria onde atuaria de 1964-1967.

23. Grande Otelo (1915-1993) - ator e cantor

Grande Otelo
Grande Otelo
Nascido em Uberlândia (MG), Sebastião Bernardes de Souza Prata seria o primeiro ator negro brasileiro de projeção nacional e internacional. O apelido veio das aulas de canto, pois o professor previu que ele cantaria o papel de "Otelo", de Verdi, quando crescesse.
A carreira artística começou nas ruas da cidade natal quando o menino cantava e fazia graça para os transeuntes em busca de um trocado. Quando um circo chegou a cidade, Grande Otelo se apresentou com eles e seguiu viagem para São Paulo.
Começava assim uma profícua carreira de ator de teatro e de cinema, especialmente em comédias ao lado de Oscarito.
No entanto, gravou também títulos com diretores do Cinema Novo como "Rio Zona Norte", de Nelson Pereira dos Santos e "Macunaíma", de Joaquim Pedro de Andrade.
Foi também o primeiro ator negro a atuar no Cassino da Urca e mais tarde, participaria de vários programas de televisão.
A Escola de Samba Estácio de Sá o homenageou em 1986 e a Escola de Samba Santa Cruz fez o mesmo em 2015. Ambas agremiações são do Rio de Janeiro.

24. Ruth de Souza (1921) - atriz

Ruth de Souza
Ruth de Souza
Natural do Rio de Janeiro, perdeu o pai aos nove anos e a mãe que trabalhou como lavadeira para criar os três filhos. Cedo se interessa pelo teatro e ingressa no Teatro Experimental do Negro, de Abdias de Nascimento. Também gostava muito de ir ao cinema e escutar ópera junto com sua mãe.
Através do crítico Paschoal Carlos Magno, consegue uma bolsa para estudar atuação nos Estados Unidos.
Ruth de Souza foi a primeira atriz negra a atuar no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
Igualmente, foi a primeira a atriz negra a receber uma indicação de melhor atriz com seu papel no filme "Sinhá Moça". Isto ocorreu no Festival de Internacional de Veneza, em 1954.
Por isso, é chamada de primeira-dama negra da dramaturgia brasileira. Construiu uma exitosa carreira no teatro, cinema e televisão.

25. Marielle Franco (1979-2018) - socióloga, ativista e vereadora

Marielle Franco
Marielle Franco
Natural do Rio de Janeiro, nascida no Complexo da Maré, Marielle Franco estudou Sociologia graças a uma bolsa na PUC/RJ. Posteriormente, cursaria o mestrado em Segurança Pública na Universidade Federal Fluminense (UFF).
Após a graduação, se envolveria com os movimentos pelos direitos dos negros e das mulheres. Entrou para a política filiando-se ao PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) e foi assessora do deputado estadual Marcelo Freixo (1967), atuando especialmente na Comissão de Direitos Humanos.
Disputou as eleições municipais, elegendo-se como a quinta vereadora mais votada e a terceira mulher negra a ganhar este cargo na cidade do Rio de Janeiro.
Em 2018, Marielle Franco voltou suas atenções para a intervenção federal que está ocorrendo no estado Rio de Janeiro e se tornou uma das principais críticas deste projeto.
Foi assassinada, junto com seu motorista, enquanto voltava para casa, após participar de um evento sobre mulheres negras no bairro da Lapa.
Leia mais:

Bacharelada e Licenciada em História, pela PUC-RJ. Especialista em Relações Internacionais, pelo Unilasalle-RJ. Mestre em História da América Latina e União Europeia pela Universidade de Alcalá, Espanha.

Um pouco sobre as leis no tocante aos Negros no Brasil



1837 - Primeira lei de educação: negros não podem ir à escola
1850 - Lei das terras: negros não podem ser proprietários
1871 - Lei do Ventre Livre - quem nascia livre?
1885 - Lei do Sexagenário - quem sobrevivia para ficar livre?
1888 - Abolição ( 388 anos de escravidão no Brasil)
1890 - Lei dos vadios e capoeiras - os que perambulavam pelas ruas, sem trabalho ou residência comprovada, iriam pra cadeia. Eram mesmo "livres"? Dá para imaginar qual era a cor da população carcerária daquela época? Você sabe a cor predominante nos presídios de hoje?
1968 - Lei do Boi: 1a lei de cotas! Não, não foi pra negros, foi para filhos de donos de terras, que conseguiram vaga nas escolas técnicas e nas universidades (volte e releia sobre a lei de 1850!!!)
1988 - Nasce nossa ATUAL CONSTITUIÇÃO. Foram necessários 488 anos para ter uma constituição que dissesse que racismo é crime! Na maioria das ocorrências se minimiza o racismo enquanto injúria racial e nada acontece.
2001 - Conferência de Durban, o Estado reconhece que terá que fazer políticas de reparação e ações afirmativas. Mas, não foi porque acordaram bonzinhos! Não foi sem luta. Foram décadas de lutas para que houvesse esse reconhecimento! E olha que até hoje tem gente que ignora, hein!
2003 - Lei 10639 - estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira". Que convenhamos não é cumprida, né?
2009 - A Política de Saúde da População Negra. Que prossegue sendo negligenciada e violentada (quem são as maiores vítimas da violência obstétrica?) no sistema de saúde.
2010 - Lei 12288 - Estatuto da Igualdade Racial. Em um país que se nega a reconhecer a existência do racismo.
2012 - Lei 12711 - Cotas nas universidades. A revolta da casa grande sob um falso pretexto meritocracia.


quinta-feira, 17 de maio de 2018

Troféu Rainha 2018
Programação
Dia 25 Sexta Abertura às 19h Local no Museu Regional do Norte de Minas
Depois das homenagens e das apresentações culturais, confraternização no Bar casa do Professor Kojak, Rua Ernesto Neves 320 Edgar Pereira

Dia 26 Sábado Oficinas e Roda de Conversa
Oficina de Turbante, Dança Afro e Forró
Roda de Conversa a Mulher Negra Pós Golpe

sábado, 12 de maio de 2018

TROFÉU RAINHA NZINGA 2018

Homenageadas Troféu Nzinga 2018

Mãe Dália 

Umbandista, 53 anos, mãe de 3 filhas, zeladora do Centro Espirita Pai Cipriano, localizado na Avenida João XXIII, 1770, Bairro Santos Reis em Montes Claros - MG


Vânia Lúcia Ribeiro da Silva


Mãe, avó, esposa, cabeleireira, esteticista, inúmeras características, porém tão insignificantes para poder descrevê-la. Matriarca de uma enorme família, uma história inteira já feita e o que há de fazer. Já foi professora do projeto comunitário Nova Vida, Mãe de 6 filhos, 12 netos e 56 anos de uma trajetória que apesar dos altos e baixos a tornaram quem é hoje, guerreira, cheia de fé, zelosa em tudo que faz, cuidou dos filhos praticamente sozinha, e a base foi sempre Deus e a igreja. Era e é o alicerce de toda uma família, que apesar de sua personalidade forte, tem seus momentos de carinho, chorona e muito sentimental. Palavras são poucas para dizer e descrever tamanha mulher, que além de autêntica, carrega enorme sabedoria. Vânia, entre tantas existentes, carrega em seu eu uma mulher inexplicável

  


Beatriz Aparecida Souza Ferreira

52 anos divorciada tenho 2 filhos, participei de movimentos sociais entre eles o GRUCON ( grupo de união e consciência negra).  


 Rosangela Pereira 


Contato : 21 992581700Qualificações: Maquiador
Capacitação profissional para criar e realizar maquiagens de embelezamento para eventos . sociais,fotos,passarela,televisão , caracterização cinema,valendo-se de técnicas e produtos adequados,de conceito de arte,moda,estilo e beleza,visando a uma composição estética harmônica.

Formação Acadêmica:
SENAC
ESCOLA EAT FAETEC

Cursos de aperfeiçoamento
MÁRIO CAPIOLLI
JASMIN WASH
CLEBER OLIVEIRA
FAVELA MUNDO
Catharine Hill
Maquiagem em pele negra.
Maquiagem Passarela

Produção de Noivas
Produção para fotos

Especilizacao em
Efeitos Especiais
Com
MARIO CAMPIOLI

1° Lugar em Maquiagem Artística da HAIR BEAUTY BRAZIL FEIRA DE BELEZA NO RJ.
Experiência Profissional:

Capacitação junto a Color Make. E Lojas Casula no império Serrano.
Sexy Fair
Maior Evento Erotico do Pais. Centro De Convenções Sul America
( Passarela).Maquiadora do Premio MACHINE.
Elaboração e execução de maquiagem de vídeo Clip do Cantor Charles Verdec. E seu corpo de Dança.


Atuo no Carnaval do Rio
Onde lidero um grupo de 30 maquiadores .
Na Criação, Elaboração e execução das maquiagens das escolas de Samba do Grupo A e B e Especial.
Império da Tijuca (melhor ala Das Baianas),Unidos de Padre Miguel(premiada melhor ala infantil), Unidos de Bangu,(Premiada melhor comissão de Frente 2017) Sossego, Porto da Pedra.(premiada duas vezes 2018 )
Grupo Especial
( Mangueira 2015/2016 campeã/2017 3° lugar/2018 ( Imperatriz , Beija Flor.Mocidade Independente,União da Ilha.
Misses da China, Musas na Império Serrano .
Responsável pelo Kiosque de Beleza da Embeleze dentro do CAMAROTE DA QUEM
Pela Info Globo .
.Capacitação em Maquiagem na comunidade da Rocinha
Cargo:Maquiadores



Júnia Bertolino

É bailarina afro e diretora (Cia Baobá Minas), capoeirista (Acesa) e arte educadora. Ela é antropóloga, além de jornalista. Desenvolve trabalhos em universidades, centros culturais, escolas e diversos projetos. Além do trabalho com a dança afro brasileira, propõe uma reflexão sobre a importância das manifestações culturais no Brasil a partir da identidade, ancestralidade e diálogo com o outro através do corpo. São iniciativas que promovem a cultura, atendendo as leis 10.639/03 e 11.645/08 (obrigatoriedade do ensino da historia da África e afro brasileira e Indígena nas escolas). O trabalho conta com palestras, exibição de documentários, aulas de dança e performance. Júnia é idealizadora produtora cultural do Prêmio Zumbi de Cultura que esse ano esta na nona edição, sendo uma realização da Cia Baobá Minas, com carreira nacional e internacional, a artista e bailarina já deve oportunidade de mostrar sua arte na Itália, Senegal, Guiné Bissau, Índia, Londres, Holanda e Alemanha. Atualmente em Turnê em Londres, algumas cidades da Inglaterra (Orford, Bristol e Southampton), além de países como França (Paris), Bélgica (Schotenhof, Antwerpen, Bruxelas), Alemanha (Berlim) e Espanha (Valença) com performance, palestras e Workshops.


Maria Amélia Gomes de Souza

 
 53 anos. Solteira. Mãe.
Moro em Montes claros, MG.
Profissão: Professora - Graduada em Geografia na Universidade Estadual de Montes Claros.
Trabalho na Escola Estadual Cel. Filomeno Ribeiro
Sempre militei em movimentos sociais, dentre eles o GRUCON (Grupo de União e consciência Negra).
Sou filiada ao PT(Partido dos Trabalhadores).

 Telma Borges

 Natural de Belo Horizonte e vive em Montes Claros há 12 anos, terra de seus pais. É formada em Letras pela Faculdade de Letras da UFMG, onde também fez mestrado de doutorado. Trabalha há 12 anos na Universidade Estadual de Montes Claros, onde desenvolveu vários projetos ligados à literatura d Guimarães Rosa, com destaque para a atuação de personagens negras. É professora de literatura brasileira, literatura infanto-juvenil e literatura africana de expressão portuguesa. É autora de vários capítulos de livros e artigos publicados em diferentes livros e periódicos do país e do exterior. Participou de 2 antologias de poesia com o Psiu Poético. Atuou no filme “Beco não é trincheira”, dirigido por Rodrigo Guimarães, que discute a situação do negro frente a uma sociedade historicamente que o marginaliza (ainda inédito). Nas horas vagas, que não são muito, gosta de se dedicar ao artesanto e à cozinha. Também é contadora de histórias.


Polyana Cristina Sollano


 26 anos, estudante de psicologia, Umbandista, Sacerdote do Centro Espírita Pai Cipriano, localizado em Montes Claros na Av João XXIII - 1770 no Bairro Santos Reis, Mãe pequena ( é a segunda pessoa mais importante em um terreiro de Umbanda.) Terceira geração, Filha da Zeladora Mãe Dália que foi homenageada troféu Rainha N'zinga 2017..



Letícia Gabriela Santos Silva

21 anos residente da Comunidade Quilombola de Macaúbas Palmito município de Bocaiúva-MG. Graduando Licenciatura em Educação do Campo na Universidade
Federal de Viçosa obteve essa conquista por meio da certificação de Comunidades
Remanescentes de Quilombo pela Fundação Cultural Palmares.

 Rosália Diogo

Graduada em jornalismo (Uni-BH), mestra em psicologia (UFMG), doutora em literatura ( PUC-MG) e pós-doutora  em antropologia, pela Universidade de Barcelona. Coordenadora do Festival de Arte Negra de BH. Gestora do Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado. Curadora do Casarão das Artes e Chefe de Redação da Revista Canjerê. Autora dos Livros Mídia e Racismo e Rasuras no Espelho de Narciso.

 Ivonete de Jesus Nobre

uma Mulher Guerreiro de 62 anos Viúva mãe de 7 filhos dona de casa moradora do Nova Suíça, exemplo de mulher guerreira, uma grande lutadora em defesa do seu povo.


 Angela Nunes Dos Santos

 38 anos, mãe de três filhos.
Eu me considero uma pessoa guerreira por vários motivos mais um dos motivos que acho muito importante é o fato de ser mãe solteira isso me dar mais vontade e motivação para esta sempre na batalha todos os dias independentes se faça chuva ou sol.
SOU NEGRA SIM COM MUITO ORGULHO.

Diva Moreira

É comunicadora social e cientista política. Vem se especializando há anos na área de projetos sociais e de políticas públicas com uma visão sistêmica, integrada e de sustentabilidade delas. É pesquisadora, e tem realizado vários estudos no campo racial e de gênero. Também teve experiência administrativa, implementando políticas públicas para o enfrentamento do racismo, da miséria e da violência urbana. Participa de redes nacionais e internacionais, que atuam na área de combate à pobreza e ao racismo, e na defesa dos direitos humanos, particularmente de segmentos mais vulnerabilizados: afro-descendentes e mulheres. Realiza trabalho voluntário junto aos movimentos sociais negros. Tem sensibilidade com as questões da população indígena e cigana, incluindo estas em sua agenda política pessoal. Diva Moreira começou a participar em movimentos sociais e políticos desde a década de 1960, quando atuou em grêmio estudantil, no Colégio Estadual de Minas Gerais. Desde então participou ativamente em movimento jovem, ligado à Igreja Católica, e nas lutas contra o regime militar por meio de atuação no PCB e MDB e no movimento sindical. Também participou de movimentos por melhorias urbanas, em associações de moradores, movimentos feministas, e movimentos pela reforma sanitária e de saúde mental, durante as décadas de 1970 e 1980. Em 1987, com mais um conjunto de pessoas, fundou a Casa Dandara - Projeto de Cidadania do Povo Negro. Passou a dedicar-se inteiramente à entidade e a seus projetos, a partir do final de 1988. Esteve na presidência da Casa Dandara durante dois mandatos, até 1995. Durante o governo do prefeito Célio de Castro (1997-2000), Diva Moreira foi secretária da Secretaria Municipal para Assuntos da Comunidade Negra quando foram realizados inúmeros projetos sociais em vilas e favelas de Belo Horizonte. Realizou pesquisa intitulada: “O Triunfo da Ideologia do Embranquecimento: O Homem Negro e a Rejeição da Mulher Negra” e também sobre “A Reprodução do Racismo no Setor Saúde: Sobrevivência e Cidadania em Risco”. Ambas com recursos de fundações estrangeiras. Hoje, é diretora de projetos do Instituto Pauline Reichstul e coordena a pesquisa sobre a grave questão do adoecimento nas escolas. Diva Moreira tem proferido incontáveis palestras, desde a década de 70, em universidades, escolas, associações profissionais, sindicatos, órgãos públicos, igrejas, organizações não-governamentais e movimentos sociais. A partir daí, na condição de ativista e de pesquisadora negra, tem enfocado a questão da exclusão racial e de gênero, sobretudo na área da educação, racismo comparado, políticas de ação afirmativa, violência e segurança pública, entre outros assuntos concernentes ao combate ao racismo e à luta pela cidadania plena da população negra, no Brasil. Tem sido convidada a realizar conferências e palestras em vários estados do Brasil, bem como em várias universidades e instituições estrangeiras





Jessica Rodrigues Mendes

Julianny Ferreira de Souza

21 anos Modelo (Busca mostrar e enaltecer a beleza negra, mostrando que os atuais padrões de beleza impostos pela sociedade não passam de meras mentiras)
Acadêmica de Letras Inglês, cursando atualmente o 7º período na Universidade Estadual de Montes Claros, UNIMONTES.
Militante na busca pela igualdade de gênero, social e racial e também pela tolerância sexual

Jussara de Cássia Soares Lopes

Ativista, professora e pesquisadora, assistente social graduada em Serviço Social pela unimontes, mestra em Serviço Social pela PUC Rio, professora do departamento de serviço social da universidade Federal de Ouro Preto, integrante do núcleo de estudos afro brasileiros e indígenas, o Neabi/UFOP

RITA SUELY BENTO

Presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, porta voz – rede sustentabilidade- Municipal. Militante do Movimento Negro de Minas Gerais, direção estadual da UNEGRO- MG, FOMENE ( Fórum Mineiro de Entidades Negras) ativista política, sempre em defesa do povo em especial, das negras e dos negros.
Presidente do Movimento Cultural GANGA ZUMBA, Cataguases Minas Gerais; funcionaria publica,


Maria Adelina Braz

Servidora publica Federal, aposentada do ministério da Defesa Exército onde trabalhei por trinta anos na área da saúde Movimentos Sociais Minha mãe sindicalista me levava nas reuniões, fazer piquetes na porta da fábrica em 64 foi pra rua com ela tendo oportunidade de ver de perto as ações dos militares. Em 1966 eu cursando científico e Normal ao mesmo tempo porém em Colégio diferentes ingressei no movimentos de mulheres negras num grupo na igreja católica e este mesmo grupo frequentava também pequeno clube com o nome Souza Cruz. Movimento Negro também neste clube foi a primeira Professora a dar aula pelo mobral

Por algum tempo afastei dos movimentos foi ser escoteiros cheguei a chefe de lobinho e das escoteiros Mas tarde foi convidada a fazer parte da diretoria de um grupo chamado Kizomba no bairro Benfica Zona Norte de Juiz de fora Nele foi feito o primeiro desfile dado o nome de Raízes da Beleza Negra foi um desfile que ficou na história por alguns anos após este desfile foi convidada a filiar no PT onde fui filiada a muitos anos . Onde o Presidente com outros membros me incluo iniciamos a discussão de um pré Vestibular para Negros e Carentes que deu o nome de CERNE foi muito bom Hoje participo movimentos feminista, Negro, CMDM , na saúde CLS,CRS, CMS. Fóruns dos Conselhos, Fórum POPULAR DA SAÚDE, Fórum Brasil popular UNEGRO etc.

Tem alguns erros a corrigir Para fazer pique Ações Militar Fui para o escoteiro cheguei a ser chefe de lobinho e escoteiro Hoje estou no PCdo B
Me faz um Favor corrige muda o que achar melhor


Tia Elza

A cantora e compositora recebeu o título carinhoso pelo jeito amável de acolher pessoas. A base do seu repertório é o samba de raiz, de novos compositores, além das próprias composições. Em 2007 lançou seu primeiro o CD, que leva o nome de uma composição da cantora com saudoso maestro Ivan Silva“Vermelha Paixão” com arranjos e mixagem de Renato Saldanha. Foi convidada a fazer o show com Ataulfo Alves Júnior em comemoração ao centenário de Ataulfo Alves.
Em Divinópolis destacamos algumas participações de Tia Elza entre as várias realizadas pela cantora na cidade, são elas: Show Coral do Sersam no teatro Usina Gravatá em 2008, Show de Lançamento do CD do Projeto Valdivino da Vila Vicentina em 2008, Show em comemoração a Gravação do 100º Programa Música Ambiente da UEMG.Show Nós e o samba com a cantora Marina Gomes e a Flávia Simão, nas 4 primeiras edições do Samba no Feijão, Cantou na recepção do Cônsul Deusdete e o embaixador MuradeMurargy de Moçambique.
Em 2016 ela completou 30 anos de carreira, o profissionalismo e carinho para com todos lhe rendeu alguns conhecimentos: Foi agraciada com Comenda da Consciência Negra em 2009.  Foi uma das homenageadas do Centenário da cidade de Divinópolis. Recebeu da cidade de Itaúna o diploma ao Mérito Centenário pela colaboração com a cultura local e o Prêmio Mulher Cidadã em 2016.

Ana Paula Silva:

Natural da Cidade Oliveira,Filha de Paulo Eustáquio da Silva e Maria Aparecida das Graças Silva, é a primeira de quatro irmãs que também levam Ana no primeiro nome: Ana Patrícia, Ana Fabrícia e Ana Luzia, considera sua família seu tudo. Reside em Divinópolis há 11 anos -Graduada em Comunicação Social- Bacharel em Jornalismo pela FUNEDI/UMEG.É uma das Idealizadoras e produtora dos seguintes projetos culturais: Encontro de Cultura Afro Oliveira na cidade de Oliveira, Oficina de Iniciação Musical e Oficina de luthieria na Escola Municipal Maestro Ivan Silva em Divinópolis em 2013.  É apresentadora, idealizadora e produtora do Programa Panorama Geral da Rádio Divinópolis AM desde 2013. Atua também, na área de Produção, Mídia social e Apresentação de Eventos. Na sua cidade Natal desenvolve trabalhos e tem missão junto a Festa de Nossa do Rosário (Congado) onde auxilia nas atividades junto a Coroa de Nossa Senhora das Mercês.
No Carnaval trabalha com o resgate, tradição e permanência das culturas locais. Foi durante muitos anos membro atuante e Madrinha de Bateria da GRES: Escola de Samba a Voz do Morro da cidade Oliveira MG e atualmente é uma das Fundadoras do Bloco do Capitão dentro do Carnaval da cidade. Entre os trabalhos sociais destacamos Palestras em encontros para jovens e adolescentes ligados à educação e cultura com mais de 15 anos de experiência na área com trabalhos pastorais. Membro atuante do grupo musical: ANAS para apresentações em casamento e a elaboração e Coordenação de eventos como: festas juninas, bailes e shows.Em 2013 foi agraciada pelo Movimento Negro de Divinópolis- O MUNDI com a Comenda da Consciência Negra. Em 2015 foi homenageada pela Academia Divinopolitana de letras (ADL) com o Orfeu- pelos trabalhos prestados ao Município de Divinópolis com o quadro sexta Cultural do Programa Panorama Geral. Em 2016 recebeu o prêmio mulher notável 2016 por voto popular como melhor repórter/apresentadora de rádio. E recentemente em 2018 for agraciada pela Academia Divinopolitana Letras a (ADL) com a Medalha de Honra ao Mérito como Mulher Destaque 2018.
Ana Paula se considera uma mulher abençoada mesmo com todas as dificuldades que enfrentou e enfrenta. E sente-se agradecida a Deus pela família unida e cheia de amor que tem e pelas oportunidades que a vida coloca nos seus caminhos, dando a oportunidade de aprendizado e troca.



ARÍSIA BARROS

Conhecida, nacionalmente, pelo ativismo social preto-político, Arísia Barros,  é professora,redatora publicitária, escritora e coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, em Alagoas.
“Especialista em Educação ‘Lato Sensu”,em Língua Portuguesa e Literatura Brasileira pela Universidade Cidade de São Paulo Brasileira.
Como ativista negra foi propositora, articuladora e co-autora, no estado de Alagoas,  da Lei Estadual 6.814/07 que estadualizou a Lei Federal nº 10.639/03, que estabelece o estudo de Áfricas e dos afro descendentes nos currículos escolares das escolas brasileiras.
Propositora e articuladora, através do Instituto Raízes de Áfricas, junto ao Governo do Estado do Fundo Estadual de Políticas para Promoção da Igualdade Racial,
Propositora e articuladora junto a prefeitura de Maceió, da revitalização com a colocação do Totem e placa com o nome da Praça Ganga Zumba, no bairro de Cruz das Almas.
Pelo ativismo político negro recebeu a Comenda Zumbi dos Palmares da Câmara Municipal de Maceió
Primeira mulher preta alagoana a receber o Diploma Medalha Mérito Legislativo da Câmara Federal, 26 de novembro 2014.
Primeira mulher negra, em Alagoas, a receber a medalha Destaque Mulher Negra, em Minas Gerais,julho 2016.
Também é  blogueira. Seu blog RaízesdeÁfrica no site CadaMinuto.
Escreveu: A Pequena África chamada Alagoas (2007),O Racismo é um Camaleão Poliglota, (2011)Participou da Coletânea de Poetas Novos,1978 e Coletânia Literária- ( contos e poemas)-, agosto 2004,Alagoas em Cena
 É consultora para elaboração de programas para equidade racial/pesquisadora no estudo das relações étnico-raciais.



Erinalda Feliciana


 Natural de Recife
Religiosa de matriz africana deste os 7 anos de idade,passei dos 7 aos 12 dentro dos ilês das minhas tias. Aos 17 anos me casei e vim mora em Petrolina sertão do estado. Aos 33 refiz o santo no candomblé de Angola com a yalorixá MARIA DOS ANJOS ANTUNES DOS SANTOS, mais conhecida como Mãe Danda da YANSÃ do IGBALÉ ou Mãe Danda da MATAMBA Com sua morte tirei a mão fria com uma prima minha que pertencia ao Candomblé de XAMBÁ. Em 2015 recebi meu oyê das mãos do babalorixá Jorge Rodrigues Barbosa cuja dijina é Oyá-Cidê. Estou dentro dos movimentos sociais negro desde minha adolescência. Mais conhecida como mãe Alda da Oxum
Perfeito



Marly Ferreira

O que torna inconfundível a trajetória de uma Guerreira não é a sua beleza "estética", mas a sua coragem e fé, além do  discernimento e desenvoltura na ultrapassagem dos entraves das situações conflitivas.
Marly é valente desde o ventre, quem leu o seu livro "Recordar trazendo de volta ao coração" sabe de fato do que estamos falando. Filha de uma mulher destemida que criou seis filhos com o marido ausente, herdou a coragem e fé da genitora. Desde a infância escreve suas histórias e canta desde pequena. 
Formada em Ciências Físicas e Biológicas, lecionou em diversas Escolas de Volta Redonda- RJ e Brasília - DF. Poetiza e compositora compõe e canta a temática da Mulher. Bacharel em Teologia e Pós-graduação em Ciências da Religião. Marly Ferreira dos Santos Silva é natural de Volta Redonda- RJ. Casada com José Antonio Medeiro da Silva e mãe de cinco filhos.

Rejane Soares é empreendendora social

Desgner de moda formada pela universidade nacional da Colômbia, com especialização  em design de moda afro – brasileira.
Proprietária da ZWANGA AFRICAN FASHION marca de produtos afrobrasileiros


Flávia de Luna Sousa Gonçalves.
 Natural de Montes Claros, mas criada e residente na cidade de Francisco Sá/Minas Gerais. Graduada em Serviço Social pela Funorte em Julho de 2011. Pós Graduanda em Políticas Públicas e Inclusão e Serviço Social. Atuou como assistente social no município de São João da Ponte no ano de 2012. Também no município de Francisco Sá no ano de 2103 a 2016.

Margot Ramalhete

  Aposentada da área da saúde, pela Universidade Federal e Juiz de Fora e pela Fundação Hemominas Juiz de Fora. Bacharel em Administração pela Universidade Federal de Juiz de Fora, especialista em Gestão Publica e Gestão do Terceiro Setor pela Uninter. Coordenadora de Formação do Frente Favela Brasil Sul Fluminense, Liderança do Coletivo MARTE - Mulheres Fazendo Arte em Volta Redonda RJ , Mesa Diretora do Fórum de Políticas Culturais do Médio Paraíba, Coordenadora do Projeto Escola Aberta. Sempre ativista social e política, atuante nas áreas de garantia de direitos civis. Seu melhor título e Doutora Sênior em Relações Familiares que quer dizer, mãe e avó. Aprendeu o Violar de Viola Davis e escreveu para si uma história de vitorias sob o lema. ´´ Hoje, quando penso o futuro, não esqueço meu passado. ´´Pensando o futuro e se lembrando sempre de onde veio ela desenvolve trabalhos para construção de uma consciência política e histórica da diversidade, buscando sempre o fortalecimento dessas identidades, atuando na construção e no fomento de oportunidades e principalmente na luta pela garantia de direitos em todas as áreas sociassistenciais através de ações culturais, pensando Cultura como fator de proteção social.

 Noêmia Cornélio
 Nascida em São Paulo, cresceu na Zona Norte de SP, negra, enfermeira há 29 anos e pós-graduada em Fitoterapia.
Militante das causas negras, um bom exemplo, é sua atuação como Secretaria do Clube 20 de Novembro de 1980 até 2000. Em 2017, fora condecorada Imperatriz-Baluarte do Samba pela Prefeitura do Estado de São Paulo.

Valeria Assis


Então,eu sou Valéria Assis Mãe da Cabeleireira Emily e da Modelo Evelin Vitória Professora de Educação Infantil E gosto de escrever e ouvir poesias Há uns três anos atrás pensando na lei 10/639 ,na cultura africana e indígena na escola que ainda não é trabalhada como deveria . Como umas amigas queriam saber o que era sarau resolvi fazer um que não fosse só pela poesia ....que fosse mas além é que mostrasse a cultura do indígena e do povo preto ...que vai além de religiosidade ,rede e pesca

Vera Lucia Oliveira dos Santos
50 anos, professora, enfermeira e assistente social, mãe de três filhos: Elen, Jefferson e Thaís, todos casados; avó de : Eduarda e Helena ( gêmeas), Thales, Mylenna, Jefferson e Elisa.


Brena Natani


22 anos natural de Belo Horizonte, engenheira em formação pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFJM) campus Janaúba, ser humano em desconstrução dessa criação racista e machista que nos oprime e ensina a odiar, militante pela União da Juventude Socialista, dirigente municipal do núcleo do negro. Sou mulher, negra ativista que se opõem a qualquer repressão, porque é preciso ter força e coragem para lutar.




Margareth Rose Santos Alves

Natural do estado de Alagoas, turbanteira, ativista feminista do Distrito Federal e militante do movimento negro deste 1988; mãe solteira, modelo pluss
Sais.



Lucidalva de Oliveira

filha de Terezinha e José Martins , mãe de três filhos Éder Patrick , Michely e Bruno, avó de João e Maria de Rafael e Giovanna , viúva trabalhou duro em serviços gerais para sustentar seus filhos ela tem 52 e é uma grande apoiadora do movimento negro principal a capoeira no qual a sua irmã Luciana Axé é professora da arte. Lucidalva é mineira de moc. E tem mais 4 irmãs e 2 irmãos


Maria do Rosário santos

.Natural de Montes Claros cursou o 2 grau, casada mãe de3 filhos, trabalha no SINPRO Minas e sempre participa de atividades dos movimentos sociais em especial o movimentos de gênero


Eliana Cardoso Santos
48 anos tenho 4 filhos 3 mulheres e 1 homem sou Casada a 25 anos moro na Conferência Cidade Cristo Rei

Servidora municipal da secretária de  Serviço urbanos  de  Montes Claros.

Iva de Jesus Nobre
moradora do Bairro Nova Suíça casada tem 53 anos mulher dona de casa criou 6 filhos sendo um músico de sucesso MC Jair.. Bonecão da estrela, 
A mesma teve autos e Baixos e venceu na Vida!

MARIA BERNADETE MARQUES DE SOUZA


Professora do Ensino Fundamental I,EJA, Classe Especial e Dinamizadora de Sala de Leitura; Músico, cantora,poetisa e escritora; Sócio_ fundadora, Coordenadora e Delegada da ONG AFRO_CABO FRIO/RJ; Sócio_fundadora e Diretora Social da Organização Comunidade de Terreiros de Cabo Frio, Região dos Lagos /RJ, dentre outros